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A natureza da doutrina da eleição, doutrina eleição, cap. 6 arthur walkignton pink

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  • 1. Issuu.com/oEstandarteDeCristo Traduzido do original em Inglês The Doctrine of Election By A. W. Pink A presente tradução consiste somente no Capítulo 6, Its Nature, da obra supracitada Via: PBMinistries.org (Providence Baptist Ministries) Tradução por Camila almeida Revisão e Capa por William Teixeira 1ª Edição: Dezembro de 2014 Salvo indicação em contrário, as citações bíblicas usadas nesta tradução são da versão Almeida Corrigida Fiel | ACF • Copyright © 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. Traduzido e publicado em Português pelo website oEstandarteDeCristo.com, com a devida permissão do ministério Providence Baptist Ministries, sob a licença Creative Commons Attribution- NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International Public License. Você está autorizado e incentivado a reproduzir e/ou distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, as fontes originais e o tradutor, e que também não altere o seu conteúdo nem o utilize para quaisquer fins comerciais.
  • 2. Issuu.com/oEstandarteDeCristo A Natureza da Doutrina da Eleição Por Arthur Walkington Pink [Capítulo 6 do livro The Doctrine of Election • Editado] Foi bem dito que: “A razão por que qualquer um acredita na eleição é que ele a encontra na Bíblia. Nenhum homem jamais poderia imaginar tal doutrina, pois ela é, em si mesma, contrária ao pensamento e aos desejos do coração humano. Cada um, a princípio, se opõe a esta doutrina, e é só depois de muitas lutas, sob a ação do Espírito de Deus, que somos levados a recebê-la. A aquiescência perfeita a esta doutrina, descansar, maravilhar-se em adoração, no estrado da soberania de Deus, é a última realização da alma santificada nesta vida, como é o início do Céu. A razão pela qual qualquer um acredita na eleição é apenas isso, e só isso: que Deus a tornou conhecida. Fosse a Bíblia uma falsificação ela nunca po- deria ter contido a doutrina da eleição, pois oshomens são muito avessos a tal pensamento para dar-lhe expressão, e muito mais para dar-lhe destaque” (G. S. Bishop). Até agora, em nossa exposição desta bendita verdade, nós mostramos que a fonte de elei- ção é a vontade de Deus, pois nada existe ou pode existir fora disso. Em seguida, vimos, que a grandiosa origem da eleição é o homem Cristo Jesus, que foi ordenado para a união com a segunda pessoa na Divindade. Então, a fim de abrir o caminho para um exame mais detalhado dessa verdade assim como ela é apresentada a nós, demonstramos a verdade e, em seguida, a justiça dela, visando remover das mentes dos leitores Cristãos a profana- ção e efeitos perturbadores da principal objeção que é feita contra a eleição Divina por seus inimigos. E agora buscaremos apontar os principais elementos que adentram na eleição. Em primeiro lugar, a eleição é um ato de Deus. É verdade que chega um dia em que cada um dos eleitos escolhe a Deus como seu absoluto e sumo Bem, mas este é o efeito, e em nenhum sentido a causa da escolha de Deus. Nossa escolha dEle é no tempo, mas Seu escolher-nos foi antes dos tempos eternos; e certo é que a menos que Ele nos escolhesse em primeiro lugar, nós jamais O escolheríamos de modo algum. Deus — que é um Ser soberano, faz tudo o que Lhe agrada, tanto no céu e na terra —, tem um direito absoluto de fazer o que quiser com Suas próprias criaturas e, portanto, Ele escolheu um certo número de seres humanos para ser Seu povo, Seus filhos, Seu tesouro peculiar. Tendo feito isso, este ato foi chamado de “eleição de Deus” (1 Tessalonicenses 1:4). Pois Ele é a causa efi- caz dela; e as pessoas escolhidas são denominadas “seus escolhidos” (Lucas 18:7; cf. Romanos 8:33). Esta escolha de Deus é absoluta, sendo inteiramente gratuita, não dependendo de abso-
  • 3. Issuu.com/oEstandarteDeCristo lutamente nada fora de Si mesmo. Deus elegeu aqueles que Ele quis, simplesmente por- que Ele escolheu fazê-lo, não partir de alguma bondade, mérito ou atrativo na criatura, nem a partir de qualquer mérito ou atrativo previsto na criatura. Deus é absolutamente autossufi- ciente e, portanto, Ele nunca irá para fora de Si mesmo para encontrar uma razão para qualquer coisa que Ele faz. Ele não pode ser influenciado pelas obras de Suas próprias mãos. Não, Ele é Aquele que os move, da mesma forma que somente Ele é foi Aquele que lhes deu existência. “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos” [Atos 17:28]. Foi, então, simplesmente a partir da espontânea bondade de Sua própria vontade que Deus destacou, a partir da massa daqueles que Ele se propôs a criar, um povo que expressará os Seus louvores por toda a eternidade, para a glória de Sua soberana graça para todo o sempre. Esta escolha de Deus é uma questão imutável. Necessariamente assim, pois não é funda- mentada sobre qualquer coisa na criatura, ou estabelecida sobre qualquer coisa fora de Si mesmo. Ela é antes de tudo, antes mesmo de Sua “presciência”, porque embora Ele conhe- ça de antemão, contudo, Ele conhece de antemão porque Ele infalível e irrevogavelmente o fixou, caso contrário, Ele meramente a adivinharia. Mas visto que Ele a conhece de ante- mão, então Ele não supõe, Ele assegura; e sendo a previsão dos acontecimentos futuros algo seguro, então Ele deve tê-la fixado. A eleição, sendo o ato de Deus, é para sempre, pois seja o que for que Ele faça emuma forma de graça especial, é irreversível e inalterável. Os homens podem escolher alguns para serem seus favoritos e amigos por um tempo, e depois mudam de ideia e escolhem outros em seu lugar. Mas Deus não age de tal maneira; Ele é de uma mente, e ninguém pode mudá-lO; Seu propósito, segundo a eleição permane- ce firme, seguro, inalterável (Romanos 9:11; 2 Timóteo 2:19). Em segundo lugar, o ato de eleição de Deus é feito em Cristo: “Como também nos elegeu nele” (Efésios 1:4). A eleição não encontra homens em Cristo, mas os enxerta nEle. Ela concede a eles o estar emCristo e união com Ele, que é o fundamento de sua manifestação como estando nEle por ocasião de conversão. Na mente infinita de Deus, Ele quis amar uma companhia da posteridade de Adão com um amor imutável, e do amor com que Ele os ama, Ele os escolheu em Cristo. Por meio deste ato de Sua mente infinita, Deus lhes concedeu serem participantes da bem-aventurança em Cristo desde a eternidade. Todavia, ao mesmo tempo, todos caíramemAdão, ainda assim, todos não caíramsemelhantemente. Os não-eleitos caíram, de modo a serem condenados, sendo eles deixados a perecer em seus pecados, porque não tinham nenhuma relação com Cristo, Ele não relacionou-se com eles como o Mediador da união com Deus. Os não-eleitos tiveram seu tudo em Adão, sua cabeça natural. Mas os eleitos tiveram toda sorte de bênçãos espirituais concedida a eles em Cristo, sua graciosa e gloriosa Cabeça (Efésios 1:3). Eles não podiam perder estas, porque eles foram assegurados delas em
  • 4. Issuu.com/oEstandarteDeCristo Cristo. Deus os havia escolhido como Seus próprios: Ele seria o seu Deus, eles o Seu povo; Ele, seu Pai e eles, Seus filhos. Ele os deu a Cristo para serem Seus irmãos, Seus compa- nheiros, Sua noiva, Seus consortes em toda a Sua graça comunicável e glória. Na previsão da sua Queda em Adão, e quais seriam os seus efeitos, o Pai propôs erguê-los das ruínas da Queda, mediante a consideração do compromisso de Seu Filho realizando toda a justiça por eles, e como seu Fiador, suportando todos os seus pecados em Seu próprio corpo no madeiro, oferecendo Sua alma como oferta pelo pecado. Para executar tudo isso, o amado Filho encarnou. Foi a isso que o Senhor Jesus se referiu em Sua oração sacerdotal, quando disse ao Pai: “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste” (João 17:6). Ele estava se referindo a todos os sujeitos da eleição da graça. Eles eram os objetos de prazer do Pai: Suas joias, Sua porção; e aos olhos de Cristo eles eram o que o Pai viu que eles seriam. Quão grandemente, então, o Pai estima o Mediador, ou Ele nunca teria concedido Seus eleitos a Ele e os entregado todos ao Seu cuidado e governo! E quão altamente Cristo valorizou esta dádiva de amor do Pai, ou Ele não teria realizado a salvação deles em tal enorme custo para Si mesmo! Agora, a entrega dos eleitos a Cristo foi um ato diferente, um ato distinto do ato da eleição deles. Os eleitos foram primeiramente do Pai por meio da eleição, que escolheu as pessoas; e, em seguida, Ele as deu a Cristo, como o Seu amor e dom: “eram teus [por eleição], e tu mos deste”, da mesma forma, esta graça é dita ser dada a nós em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos (2 Timóteo 1:9). Em terceiro lugar, este ato de Deus foi independentemente de e anterior a qualquer previ- são da entrada do pecado. Antecipamos um pouco este ramo de nosso assunto, ainda assim, como é um assunto sobre o qual pouquíssimos hoje são seguros, e algo que consi- deramos de importância considerável, nos propomos conceder-lhes uma consideração separada. O ponto específico que devemos ponderar agora é, quanto a saber se o Seu povo era visto por Deus, em Seu ato de eleição, como caídos ou não-caídos; como na massa corrupta através de sua deserção em Adão, ou na massa pura da criação, ainda para ser criada. Aqueles que consideram o primeiro ponto de vista são conhecidos como infralapsarianos; aqueles que tomaram o último são conhecidos como supralapsarianos, e no passado esta questão foi debatida consideravelmente entre os altos e baixos Calvinistas. Este escritor sem hesitação (após estudo prolongado) assume a posição supralapsariana, embora ele saiba muito bem que poucos de fato estarão dispostos a segui-lo. O pecado, tendo posto um véu sobre o maior de todos os Divinos mistérios da graça, excetuado somente aquele da encarnação Divina, torna a nossa tarefa presente a mais difícil. É muito mais fácil para nós aprendermos sobre a nossa miséria, e sobre a nossa redenção dela — pela encarnação, obediência e sacrifício do Filho de Deus — do que é
  • 5. Issuu.com/oEstandarteDeCristo para nós concebermos a original glória, excelência, pureza e dignidade da Igreja de Cristo, como o eterno objeto dos pensamentos, conselhos e propósito de Deus. No entanto, se nos apegarmos firmemente às Sagradas Escrituras, é evidente (ao escritor, pelo menos) que o povo de Deus tinha uma criação de qualidade superior e união espiritual com Cristo antes mesmo que eles tivessem uma criação e união natural com Adão; de forma que eles foram abençoados com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Efésios 1:3), antes que eles caíssem em Adão e se tornassem sujeitos a todos os males da mal- dição. Em primeiro lugar, vamos resumir as razões dadas por John Gill em apoio a isso. O decreto eletivo de Deus deve ser dividido em duas partes ou níveis, ou seja, o Seu pro- pósito a respeito da finalidade e Seu propósito sobre os meios. A primeira parte relaciona- se com o propósito de Deus em Si mesmo, no qual Ele determinou ter um povo eleito e isso, para Sua própria glória. A segunda parte tem relação coma execução real da primeira, fixando os meios pelos quais a finalidade será realizada. Estas duas partes do decreto Divino não devem ser nem separadas nem confundidas, mas consideradas distintamente. O propósito de Deus sobre a finalidade significa que Ele ordenou certas pessoas para serem os destinatários de Seu favor especial, para a glorificação de Sua soberana bondade e graça. Seu propósito sobre os meios significa que Ele determinou criar aquelas pessoas, permitir-lhes cair e resgatá-las com base na redenção de Cristo e na santificação do Espírito. Estes não devem ser considerados como decretos separados, mas como partes componentes e níveis de um propósito. Há uma ordem nos conselhos Divinos, como reais e definidos, como Gênesis 1 mostra que houve em conexão com a criação. Na medida em que o propósito da primeira extremidade está em vista (em ordem de natu- reza), antes da determinação dos meios, portanto, o que é o primeiro em intenção é último em execução. Agora, como a glória de Deus é última em execução, segue-se necessaria- mente que ela foi a primeira em intenção. Por isso os homens devem ser considerados no propósito Divino, concernente à finalidade, nem como criados nem caídos, desde que ambos, sua criação e permissão ao pecado, pertencem ao conselho de Deus sobre os meios. Não é óbvio que, se Deus primeiro decretou criar homens e permitir-lhes cair, e, em seguida, a partir da massa caída escolheu alguns para a graça e glória, que Ele se propôs a criar os homens sem qualquer finalidade em vista? E não é esta a acusação de Deus, a saber, eu Ele fez algo que nem mesmo umhomem sábio jamais faria, poisquando o homem determina fazer uma coisa, ele propõe uma finalidade (como a construção de uma casa) e depois estabelece formas e meios para concluí-la. Pode ser pensado por um momento que o Onisciente agiria de outra forma? A distinção acima, entre o propósito Divino a respeito da finalidade e indicação de meios para assegurar este propósito de Deus, é claramente confirmada pela Escritura. Por exem-
  • 6. Issuu.com/oEstandarteDeCristo plo: “Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles” (Hebreus 2:10). Aqui há primeiro o decreto relacionado à finalidade: Deus ordenou Seus muitos filhos “à glória”; em Seu propósito dos meios Deus ordenou que o príncipe da salvação deles fosse consagrado “pelas aflições”. Da mesma forma foi em conexão com o próprio Cristo. “Disse o SENHOR ao meu Senhor” (Salmos 110:1). Deus decretou que o Mediador tivesse esta alta honra conferida a Ele, mas com este objetivo foi ordenado: que “Beberá do ribeiro no caminho” (v. 7), Deus, então, decretou que o Redentor deve beber da plenitude desses prazeres que estão em sua mão direita eternamente (Salmos 16:11), contudo isto aconteceu antes que Ele devesse tomar o cálice amargo da angústia. Assim é com o Seu povo: Canaã é a sua porção designada, mas o deserto é apontado como aquele através do qual eles passarão a caminho da mesma. O fato de Deus ter predestinado seu povo à santidade e glória, anteriormente à Sua pres- ciência da Queda deles emAdão, se adequada muito melhor comos exemplos dados sobre Jacó e Esaú em Romanos 9:11-12 do que faz o ponto de vista infralapsariano de que o decreto Divino os contemplou como criaturas pecadoras. Ali, lemos: “Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: O maior servirá ao menor”. O apóstolo está mostrando que a preferência foi dada a Jacó independente de toda o fundamento de mérito, porque foi feito antes de que as crianças nascessem. Se for mantido em mente que o que Deus faz no tempo é apenas uma manifestação do que Ele secretamente decretou na eternidade, o ponto que estamos aqui defendendo será muitíssimo conclusivo. Os atos de Deus, tanto da eleição quanto da preterição — escolha e rejeição — foram totalmente independentes de qualquer “bem ou mal” previstos. Observe também que maneira como essa expressão é composta: “o pro- pósito de Deus, segundo a eleição” apoia a tese da existência de duas partes para o decreto de Deus. Também deve ser salientado que a predestinação de Deus de Seu povo para a bem-aven- turança eterna, antes que Ele os contemplasse como criaturas pecadoras concorda, muito melhor do que a ideia infralapsariana, com o barro sem forma do Oleiro: “Ou não tem o olei- ro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para de- sonra?” (Romanos 9:21). Sobre isso, Beza (co-pastor com Calvino na igreja em Genebra) observou que: “se o apóstolo tivesse considerado a humanidade como corrompida, ele não teria dito que alguns vasos foram feitos para honra e alguns para desonra, mas antes, que todos os vasos eram aptos para desonra, alguns sendo deixados para desonra, e outros transportados da desonra para a honra”.
  • 7. Issuu.com/oEstandarteDeCristo Mas deixando de inferências e deduções, voltemo-nos agora para algo mais evidente e definitivo. Em Efésios 1:11 lemos: “havendo sido predestinados, conforme o propósito da- quele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”. Agora, um estudo cui- dadoso do que precede revela uma clara distinção em “todas as coisas” que Deus opera “segundo o conselho da sua vontade”, ou, para indicá-lo de outra maneira, as bênçãos espirituais que Deus concede ao Seu povo são divididas em duas classes distintas, de acordo como Ele os contemplou pela primeira vez em um estado não-caído e, em seguida, em um estado caído. A primeira e mais elevada classe de bênçãos são enumerados nos versículos 4 a 6 e relaciona-se com o decreto de Deus sobre a finalidade; a segunda e subordinada classe de bênçãos são descritas nos versos 7 a 9 relaciona-se com o decreto de Deus sobre os meios que Ele designou para a realização desse fim. Estas duas partes do mistério da vontade de Deus para como Seu povo desde a eternidade são claramente marcadas pela mudança de tempo que é usada: o passado de “também nos elegeu” (v. 4), “e nos predestinou para a adoção de filhos” (v. 5) e “nos fez agradáveis a si no Amado” (v. 6), torna-se em tempo presente, no versículo 7: “em quem temos a redenção pelo seu sangue”. Os benefícios mencionados nos versículos 4-6 não são, de forma alguma, dependentes de uma consideração sobre a Queda, mas seguem o fato de termos sido escolhidos em Cristo, sendo dados sobre fundamentos altos e distintos, a partir de Seu ser o nosso Redentor. Deus nos escolhe em Cristo, nosso Cabeça, para que seja- mos “santos”, porém isto se refere à santidade imperfeita que temos nesta vida, mas a uma santidade perfeita e imutável, até mesmo como a que os anjos não tinham por natureza; e a nossa predestinação para adoção denota uma comunhão imediata com o próprio Deus, bênçãos que teriam sido nossas mesmo que o pecado jamais houvesse entrado no mundo. Como Thomas Goodwin destacou em sua inigualável exposição de Efésios 1: “A primeira fonte de bênçãos — santidade perfeita, adoção, e etc. — foram ordenadas a nós sem levar em consideração a Queda, embora não antes da consideração da Queda; pois todas as coisas que Deus decreta existem ao mesmo tempo em Sua mente; elas estavam todas, tanto uma quanto a outra, ordenadas às nossas pessoas. Mas Deus, nos decretos sobre esta primeira sorte de bênçãos nos viu como criaturas que Ele poderia e gostaria de fazer assim gloriosos... entretanto a segunda sorte de bênçãos foi ordenada a nós apenas em consideração à Queda, e às nossas pessoas consideradas como pecadoras e incrédulas. A primeira sorte foi para “louvor da graça de Deus”, considerando a graça pela gratuidade do amor; enquanto o segundo tipo é para “o louvor da glória da sua graça”, considerando a graça da livre misericórdia”. As primeiras e maiores bênçãos devem ter a sua plena realização no Céu, sendo adequa- das para aquele estado em que estaremos estabelecidos, e como na principal intenção de
  • 8. Issuu.com/oEstandarteDeCristo Deus, elas estão diante da outra e são ditas terem sido “antes da fundação do mundo” (Efé- sios 1:4), então elas devem ser realizadas após este mundo estar terminado, a “adoção” a que estamos predestinados (Efésios1:5) ainda esperamos (Romanos 8:23); enquanto que as segundas são bênçãos derramadas sobre nós no mundo inferior, pois é aqui e agora que recebemos a “remissão dos pecados” através do sangue de Cristo. Mais uma vez; as primeiras bênçãos são fundadas unicamente sobre a nossa relação com a pessoa de Cristo, como é evidente, “escolhidos nele... no Amado”; mas as bênçãos da segunda sorte são baseadas em Sua obra, a redenção que advém do sacrifício de Cristo. Assim, as últimas bênçãos são apenas a remoção daqueles obstáculos que por causa do pecado se interpõem em nosso caminho de glória intencionada. Mais u
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