Lifestyle

A natureza da integração dual na transferência reversa de conhecimento em multinacionais brasileiras no exterior

Description
A natureza da integração dual na transferência reversa de conhecimento em multinacionais brasileiras no exterior Autoria: Franciane Freitas Silveira, Felipe Mendes Borini, Roberto Sbragia RESUMO: O objetivo
Categories
Published
of 15
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
A natureza da integração dual na transferência reversa de conhecimento em multinacionais brasileiras no exterior Autoria: Franciane Freitas Silveira, Felipe Mendes Borini, Roberto Sbragia RESUMO: O objetivo é o de investigar o impacto da integração interna e externa na transferência reversa de conhecimento tecnológico em multinacionais brasileiras. Para testar os pressupostos, utilizou-se uma amostra com 78 subsidiárias de empresas multinacionais brasileiras. Como forma de análise, utilizou-se a técnica de modelagem de equações estruturais. Pôde-se concluir que a integração dual, além de promover a transferência reversa, depende da natureza relacional diferenciada entre os parceiros internos e externos. De um lado, a subsidiária tem que se adaptar à matriz e de outro deve ter a capacidade de cooptar os parceiros da rede externa (clientes e fornecedores). Palavras-chave: Integração Dual; Transferência Reversa de Conhecimento; Multinacionais Emergentes. 1 1. Introdução O diferencial competitivo de uma empresa multinacional (EMN) em relação a uma empresa doméstica é a possibilidade de explorar o conhecimento disperso ao redor do mundo, isso implica na obrigação da EMN explorar com primazia os recursos e capacidades que as subsidiárias tem acesso no exterior. Nesse contexto, algumas subsidiárias superam suas atribuições iniciais relacionadas apenas às questões de adaptação da oferta às necessidades e preferências dos mercados receptores, passando a ter um papel mais estratégico na rede da EMN (NOHRIA; GHOSHAL, 1997; CANTWELL; MUDAMBI, 2005; MUDAMBI; MUDAMBI;). Esse papel estratégico advém da subsidiária possuir atividades de criação de conhecimento que podem contribuir para incrementar o valor da corporação como um todo (BARTLETT; GHOSHAL, 1989; CANTWEL; MUDAMBI, 2005; RUGMAN; VERBEKE, 2001). Em outras palavras, a subsidiária deve ser capaz de executar a transferência reversa de conhecimento tecnológico (TRCT) (HAKANSON; NOBEL 2000, 2001, YANG; MUDAMBI; MEYER, 2008). Desse modo, pesquisadores têm buscado entender porque algumas subsidiárias se sobressaem em relação a outras. Muitos pesquisadores têm explorado o impacto da interação interna para a transferência reversa (por exemplo, MUDAMBI; NAVARRA, 2004) ou integração externa (ALMEIDA; PHENE, 2004). No entanto, são poucos os autores que têm investigado a integração dual (com atores internos e externos) como fator importante para entender a TRCT (MEYER; MUDAMBI; NARULA, 2011). Figueiredo (2011) e Ciabuschi et al. (2014), por exemplo, investigaram a influência da dupla integração na performance inovativa da subsidiária; Achcaoucaou, Miravitlles, e Leon-Darder (2013), investigaram a influência da dupla integração como preditora da criação do mandato de competência na subsidiária; mais especificamente, Tavani, Giroud e Andersson (2013) investigaram a influência da dupla integração como preditora do desenvolvimento do conhecimento em subsidiárias intensivas em serviços. Esses estudos focalizam as multinacionais de países desenvolvidos, porém são poucos os que investigam a TRCT em relação às multinacionais de países emergentes (BORINI et al., 2012; IAMMARINO et al., 2008), e quando o fazem, não discutem a questão da integração dual. A questão que remanesce é se a integração dual é de fato relevante para as EMNs emergentes, tal como, os estudos já apontam ser importante para as EMNs de países desenvolvidos. Assim, o objetivo é o de investigar o impacto da integração interna e externa para a transferência reversa de conhecimento tecnológico em multinacionais emergentes, especificamente, multinacionais brasileiras. Duas são as contribuições esperadas do presente artigo. Primeiro, a mais importante, é a forma como o presente artigo advoga sobre os aspectos de integração dual. É defendido que a integração externa e interna não é excludente, isso porque no presente artigo é analisada a questão da natureza da relação com os parceiros externos e internos. É proposto que a integração externa varia conforme a adaptação da subsidiária ao parceiro e vice versa, assim como, a integração interna varia conforme a adaptação da subsidiaria à matriz e vice versa. Segundo, o enfoque nas multinacionais brasileiras (EMBRs) vem ao encontro de uma situação específica desse grupo de multinacionais emergentes, uma vez que, estudo recente (BORINI, OLIVEIRA JÚNIOR, 2010) concluiu que as subsidiárias de EMNBRs possuíam orientação etnocêntrica, tímida inovação e poucas parcerias com institutos e universidades em seus países de atuação. Tal situação, mesmo considerada padrão para jovens multinacionais como as brasileiras, não se sustentará por muito tempo, caso tais empresas desejem continuar competindo nos mercados internacionais. 2. Referencial Teórico A transferência reversa é a transferência de conhecimentos a partir da subsidiária para a matriz e pode ser definida como o processo de transferência de conhecimento tácito e 2 explícito de uma subsidiária para sua sede (MILLAR; CHOI 2009), p. 390). Para Szulanski et al. (2004), a transferência de conhecimento é o processo ou projeto que ocorre em um tempo específico no qual o conhecimento é compartilhado entre agentes distintos, como, por exemplo, emissores e receptores, e por meio de mecanismos selecionados. A transferência é tida como uma ação deliberada, ou seja, não se trata de uma difusão involuntária, mas, ao contrário, de um compartilhamento proposital entre as unidades da EMN (CIABUSCHI; DELLESTRAND; KAPPEN, 2011). Nem sempre a TRCT entre unidades de uma mesma organização é um processo mais fácil de executar do que as transferências externas (KOGUT; ZANDER, 1992; 1993); e quando se trata de transferência reversa de conhecimento, esse processo pode ficar ainda mais complexo, pois [...] a transferência convencional é um processo de ensinar, já a transferência reversa é um processo de persuadir (YANG; MUDAMBI; MEYER, 2008). Nesse caso, o esforço é muito maior porque sua efetividade depende do convencimento da matriz (YANG; MUDAMBI; MEYER, 2008) e consequentemente a matriz pode mostrar certa resistência para reconhecer os benefícios dos conhecimentos gerados nas subsidiárias. Contudo, esse processo de TRCT parece ter uma lógica diferente para as EMNs emergentes. Duas são as razões. Primeiro a premência da EMNs emergentes por conhecimento para competir com as EMNs de países desenvolvidos e segundo, a lógica inversa do processo de persuasão. Quanto a premência por conhecimento, a TRCT parece ser preponderante para as EMNs emergentes porque seu modelo estratégico se baseia na busca de ativos no exterior (GUILLÉN; GARCÍA-CANAL, 2009). A explicação reside no fato de que os países emergentes têm relativamente pouca qualificação local para a criação de novos conhecimentos e tecnologias e, portanto, recorrem à busca de conhecimento em países estrangeiros, especialmente os desenvolvidos (FIGUEIREDO; 2005; KIM, 1997; IAMMARINO, et al., 2008). Além disso, são retardatárias no processo de internacionalização e por isso, precisam encontrar maneiras inovadoras e rápidas para alcançar a competitividade nos mercados internacionais (BARTLETT; GHOSHAL, 2000; RAMUMURTI; SIGHN, 2009). A lógica inversa do processo de persuasão advém do fato das EMNs emergentes ocuparem uma posição inferior na cadeia de valor global (CVG) e da herança de desvantagem competitiva que carregam em decorrência de não ter origem em nações desenvolvidas. Na ótica da CVG, as EMNs emergentes, em geral, se originam de parceiras de EMNs de países desenvolvidos, uma vez que para acessar recursos transacionais em países emergentes, as EMNs de países desenvolvidos precisam fazer alianças com empresas locais para ter acesso ao quase monopólio que impera nessas relações (HENNART, 2012), assim como, para entender e superar as lacunas institucionais que esses países apresentam (KHANNA; PALEPU, 2011). Como consequência, as empresas de países emergentes se tornam parceiras dessas multinacionais em operações downstream da CVG (CUERVO-CARZURRA, 2012). Com, o avanço da expertise em virtude do relacionamento com uma EMNs estabelecida e com o crescimento de suas operações em virtude da escala incrementada pela pareceria, essa empresa doméstica de um país emergente, enxerga a possibilidade de acessar o mercado internacional, seja para atender a sua parceira, EMNs em outros mercados, ou para, explorar sua expertise em atividades downstream globais da cadeia de valor de outras EMNs. Consolidada a entrada no mercado interancional, a nova EMN procura acessar novos mercados para acessar conhecimentos upstream da cadeia de valor global (BARTLETT, GHOSHAL, 2000; FLEURY, FLEURY, BORINI, 2013). Eis que nesse momento a TRCT se faz necessária, pois essa fase da interancionalziação da EMNs é totalmente pautada para adquirir marca, novas tecnologias e novos produtos que permitam com que ela aprenda e 3 reproduza esse novo conhecimento na subsidiária de acesso, como na matriz e em outras subsidiárias, uma vez que o objetivo é subir na cadeia de valor. Na ótica da herança de desvantagem competitiva, em EMNs emergentes a origem em países maculados pelo vazio institucional (KHANNA; PALEPU, 2011) e pela deficiência do ambiente institucional (CUERVO-CAZURRA, GENC, 2008; CUERVO-CAZURRA, 2012) se por um lado conseguem propicia a criação de capacidades diferenciadas das EMNs de países desenvolvidos, por outro lado, limita sua internacionalização no eixo sul-sul (RAMAMURTI; SINGH, 2009) ou periferia para periferia. Quando essa EMN emergente pretende explorar mercados desenvolvidos para competir no mesmo setor e nicho das empresas estabelecidas nesse mercado, ela carece de conhecimento tecnológico. Nesse momento é que a TRCT faz-se preemente, pois essas empresas, por meio de aquisições e parcerias, precisam adquirir novos conhecimentos e transferir esse ativo para a matriz e subsidiárias para que sua estratégia de competição com as EMNs de países desenvovidos seja global. Logo, o que se precebe é que a TRCT é importante para as EMNs emergentes, porém o grau de importância e motivos varia, assim como, a posição na CGV e sua estratégia e estrutura, logo a questão da integração dual pode ter variancias quando comparada com os estudos já desenvolvidos para as EMNs tradicionais. 3. Hipóteses A integração da EMN com a rede externa é definida como a troca de conhecimento complexo por meio de relacionamento com atores específicos do ambiente externo (ANDERSON; FORSGREN; HOLM, 2001) e reflete a capacidade da subsidiária de absorver novos conhecimentos com a rede externa (ANDERSON; FORSGREN; HOLM, 2002). Essa integração tem sido mensurada pelas relações diretas e indiretas relevantes das subsidiárias com os parceiros de negócios, pela intensidade dos contatos com os parceiros locais (HAKANSON; NOBEL, 2001) ou pela frequência das interações e/ou grau de adaptação mútua de atividades e de recursos (LANE; LUBATKIN, 1998). Nesta perspectiva, o alto enraizamento (embeddedness) é o oposto das relações normais de mercado, uma vez que, subjazem parceiros de confiança (ANDERSSON; FORSGREN; HOLM, 2002; FORSGREN; HOLM; JOHANSON, 2005). Em outras palavras, as relações das subsidiárias baseadas na confiança são classificadas como de alto enraizamento, ao passo que relações baseadas no simples cumprimento de condições normais de concorrência são classificadas como de baixo enraizamento. A inserção na rede é importante, pois as subsidiárias que estão fortemente envolvidas no ambiente local e que mantêm frequentes e significativas interações com organizações locais possuem uma posição vantajosa para absorver e combinar novos conhecimentos e tecnologias (HAKANSON; NOBEL, 2001). Conhecimento este que não pode ser copiado por outras unidades na EMNs, gerando sua diferenciação dentro da rede corporativa (BARNER- RASMUSSEN; BJORKMAN, 2007). Assim, a subsidiária que se relaciona fortemente com outros membros da rede de negócios pode obter vantagens competitivas a partir de duas perspectivas. A primeira é relacionada ao fato de que o acesso aos recursos da rede pela subsidiária, pode gerar impactos para a competitividade dentro do seu mercado. A segunda é relacionada à possibilidade de a subsidiária transferir essas habilidades para outras unidades da rede interna da multinacional (ANDERSSON et al., 2002). Na mesma linha, Uzzi e Gillespie (2002) concordam que a integração com os atores externos pode gerar benefícios em termos de acumulação de conhecimento e de performance de inovação. Mesmo que não diretamente, o envolvimento com a rede de negócios local proporciona um melhor desempenho da subsidiária e isso, indiretamente, estimula o fluxo de conhecimento entre as unidades da corporação (YAMIN; OTTO, 2004). 4 A partir desses argumentos, entende-se que a integração na rede externa é uma importante fonte de conhecimento para as EMNs, porém ao se integrar fortemente na rede externa emerge o dilema da alta especialização da subsidiária junto com os sistemas do parceiro que se por um lado propicia a inovação, por outro lado, reduz a possibilidade de TRCT, em virtude da falta de alinhamento com o sistema operacional e o modelo de negócio da corporação. Nesse caso, o que a maior parte dos artigos voltados para o estudo da integração dual advogam é que a integração na rede externa deve ser realizada ao mesmo tempo que a integração interna por meio do alinhamento de processos e modelos, ou em estágios diferentes, mas planejados de tal modo que após a integração externa proceda a integração interna (MEYER; MUDAMBI; NARULA, 2011; FIGUEIREDO, 2011; CIABUSCHI et al., 2014; ACHCAOUCAOU, MIRAVITLLES; LEON-DARDER, 2013; TAVANI, GIROUD; ANDERSSON, 2013). Contudo, nesse artigo, é defendida uma tese alternativa, a TRCT necessariamente não está relacionada a integração interna combinada com a integração externa, mas sim a natureza do relacionamento que é estabelecido entre as subsidiária e seus parceiros externos (fornecedores e clientes) e internos. Desvendar essa integração é essencial para entender os modelos gerenciais das EMNs emergentes. Para elas a integração externa é de suma importância para acessar novos conhecimentos (GUILLÉN; GARCÍA-CANAL, 2009) em prol de executar novas atividades upstream na cadeia de valor (BARTLETT; GHOSHAL, 2000; HENNART, 2012) ou para superar da desvantagem competitiva de origem (KHANNA; PALEPU, 2011; CUERVO-CAZURRA, GENC, 2008; CUERVO-CAZURRA, 2012). Contudo, a internacionalização das EMNs emergentes é recente e comparada com as EMNs de países desenvolvidas, elas estão em estágios iniciais no processo de configuração estratégica de suas operações. Se partirmos do princípio de que a configuração estratégica e estrutural das multinacionais não diverge quanto a origem (RUGMAN, 2009; 2010) e que, portanto, o estágio de descentralização das atividades de inovação e a transferência reversa ocorre somente na maturidade da empresa (BIRKINSHAW, 2001), emerge uma questão. Como que, em tão curto espaço de tempo de internacionalização, por meio de suas recentes operações de investimento direto no exterior, as multinacionais emergentes consegueriam atingir a configuração estratégica e estrutural de integração dual para a TRCT? A resposta para essa questao é o tipo de integração externa e interna que as EMNs emergentes estabelecem. Aqui é proposto que as EMNs emergentes que executam a TRCT estabelecem uma relação de inserção na rede externa em que elas cooptam os parceiros para que eles executem atividades de desenvolvimento tecnológico dentro das subsidiárias (ANDERSON, BJORKMAN; HOLM, 2005; DELLESTRAND, 2010), ou seja, a parceria com o cliente e fornecedor é no sentido de que o parcerio se integre na cadeia operacional e colabore intensamente com inciativas para o desenvolvimento tecnológico da subsidiária. O parceiro ao se adequar ao sistema operacional da subsidiária, conquista por meio dos laços estabelecidos um forte comprador (quando o parceiro é o fornecedor) ou fornecedor (quando o parceiro é o comprador). Por sua vez, a subsidiária ao estabelecer essa parceria com o cliente e fornecedor não somente adquire o conhecimento específico do mercado hospedeiro, mas tem a possibilidade de fazer a transferência reversa desse conhecimento, por ter realizado o desenvolvimento tecnológico na plataforma do seu sistema operacional e gerencial, de tal forma que existe um maior alinhamento com as demais unidades da corporação, em especial com a matriz corporativa. Logo: H1a: A integração do fornecedor com a subsidiária está associada positivamente com a transferência reversa de conhecimento das EMNs emergentes. H1b: A integração do cliente com a subsidiária está associada positivamente transferência reversa de conhecimento das EMNs emergentes. 5 Contudo, a situação acima descrita tende a ser mais difícil para as EMNs emergentes do que a situação inversa, ou seja, a adaptação da subsdiária aos sistemas operacionais e gerenciais dos parcerios do país hospedeiro. Como já salientado, as EMNs emergentes para ter acesso a fonte de vantagens de localização precisam se integrar com os parceiros detentores destes conhecimentos (NARULA; ZANFEI, 2005) e pelo fato da posição na cadeia de valor e da herança de origem essas empresas estão em condição de barganha inferior que seus fornecedores e clientes, em especial em centros de desenvolvimento tecnológico, em grande parte localizados em mercados desenvolvidos. Desse modo, subjugada pelas forças competitivas do mercado, para ter acesso ao conhecimento, essas subsidiárias em grande parte tendem a se adaptarem quanto a tecnologia de processo, produto e produção (ANDERSON, BJORKMAN; HOLM, 2005; DELLESTRAND, 2010) aos sistemas operacionais dos parceiros nos países estrangeiros. Ademais acresce a esse fato, dois aspectos que tem peso muito maior para as EMNs emergentes: a desvantagem de ser estrangeiro (liability of foreigness) e a desvantagem de não fazer parte da rede de negócios (liability of outsidership). A desvantagem de ser estrangeira (KOSTOVA; ZAHEER, 1999; DENK; KAUFMANN; ROESCH, 2012) é comum a todas as multinacionais, porém a EMN emergente sofre uma maior desvantagem pelo fato de sua origem em países periféricos e capacidades dowstream da cadeia de valor. Desse modo, é de se esperar que exista uma tendência muito maior de ela aceitar se adaptar aos parceiros externos do que o contrário. Em consonância, a multinacional ao operar no exterior também sofre da desvantagem de não fazer parte da rede de negócios (JOHANSON; VALHENE, 2009), todavia, para a EMN emergente essa desvantagem, também, é maior primeiro, em virtude de sua história recente de internacionalização e poucas conexões relacionais estrangeiras que poderiam lhe garantir alguma vantagem de rede e segundo, pelo fato de em geral oferecer tecnologias downstream que agregam menor valor. Logo, a tendência é que elas tenham um poder de barganha menor para negociar a adaptação do parceiro ao seu sistema, e que na verdade ocorra o contrário, ou seja, a adaptação da subsidiária ao cliente ou fornecedor. Desse modo, é factível de perceber que ao se adaptar aos parceiros, a subsidiária cada vez mais configura seu sistema operacional e gerencial em dissonância com o sistema corporativo, isso embora permita com que a subsidiária desenvolva e adquira novos conhecimentos, sua TRCT fica prejudicada pela falta de alinhamento interno, logo: H2a: A adaptação da subsidiária ao fornecedor está associada negativamente a transferência reversa de conhecimento das EMNs emergentes. H2b: A adaptação da subsidiária ao cliente está associada negativamente a transferência reversa de conhecimento das EMNs emergentes. Desse modo, fica estabelecido que a TRCT das EMNs emergentes depende da natureza relacional com os parceiros externos. A TRCT é viabilizada se existir uma adaptação do parceiro (fornecedor ou cliente) para o sistema operacional e gerencial da subsidiária, caso contrário, ou seja, a adaptação da subsidiária ao parceiro a TRCT é mais difícil de ocorrer. Por outro lado, quando se fala da
Search
Similar documents
View more...
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks