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A Natureza Da Luz

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C U R S O   P R O F I S S I O N A L   T É C N I C O   D E Sem luz não existe cor Aristóteles, um filósofo grego, que viveu de 384 a 322 ac, parece ter sido o…
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C U R S O   P R O F I S S I O N A L   T É C N I C O   D E Sem luz não existe cor Aristóteles, um filósofo grego, que viveu de 384 a 322 ac, parece ter sido o primeiro a perceber que os olhos não podem ver a cor sem luz. Natureza da luz ‐ O que é a luz? Em 1672, o físico inglês Isaac Newton apresentou uma teoria conhecida como modelo corpuscular da luz. Nesta teoria a luz era considerada como um feixe de partículas emitidas por uma fonte de luz que atingia o olho estimulando a visão. Sir Isaac Newton (1642‐1727) Newton (1676) - "espectro da luz“ – Decomposição da luz branca nas suas sete cores luz. Luzes coloridas Ondas de cores Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Anil Violeta A luz do Sol contém vários tipos de radiações que constituem o espectro electromagnético. Cada comprimento de onda corresponde a um tipo de radiação. cor e luzAs cores da luz branca Isaac Newton desenvolveu o primeiro círculo de cores Newton concluiu que, por dispersão, a luz branca é decomposta em sete cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Isaac Newton Nós podemos ver esse fenómeno na formação do arco-íris cor e luz ‐ A luz é‐nos tão familiar que a aceitamos de imediato, sem especulações. É algo a que os nossos olhos são sensíveis, exatamente como os ouvidos são para detetar o som e a língua para detetar o paladar. ‐ É o uso da luz que nos permite mostrar certos aspetos de um objeto diante da máquina fotográfica e suprimir outros. ‐ A luz canaliza a informação visual através da objetiva fotográfica para um material sensível. O que se passa na fotografia? ‐ A luz é um fluxo de energia radiante proveniente do sol, ou de outra fonte radiante. Mas o que é exatamente a luz?  As principais características da luz são 4 e verificam‐se todas em simultâneo: 1ª a luz comporta‐se como se propagasse em forma de ondas (diferentes comprimentos de onda dão aos olhos a sensação de diferentes cores); 2ª a luz propaga‐se em linha recta. 3ª a luz propaga‐se a grande velocidade (300 000 km por segundo). A luz do Sol, demora aproximadamente 8  minutos a chegar à Terra.  4ª a luz comporta‐se como se fosse feita de partículas de energia (fotões). Estes despigmentam colorantes que causam alterações químicas em películas (filme fotográfico) e “respostas” electrónicas nos sensores das máquinas digitais. Quanto mais intensa for a luz, mais fotões conterá. Os comprimentos de onda e as cores… O que percebemos como sendo luz é apenas parte de uma enorme faixa de “radiações electromagnéticas” Este limitado conjunto de comprimentos de  onda é conhecido como espectro visível. Unidade de medida: nanómetro Do espectro visível, a luz azul tem ondas mais curtas (400nm)  e a luz vermelha tem as ondas mais longas (700nm). No  intermédio temos laranja, amarelo, verde e azul. O olho  humano detecta as diferentes longitudes de ondas e  interpreta‐as como cores. A luz branca é a mistura de todas  as ondas.  NM: 1 bilhão de metro.  Frans Gerritsen, um famoso cientista holandês, que fez pesquisas sobre cores, afirma no livro, O fenómeno da luz, que a luz branca consiste em alguns comprimentos de onda que podem ser divididas em três grupos: cor e luz •Luz de ondas curtas que nos dão a sensação de azul •Meia - luz em comprimento de onda verde •Luz de ondas longas que nos dão a sensação de cor vermelha Quando uma mistura relativamente uniforme de todos os  comprimentos de onda visíveis é produzida por uma fonte de  iluminação, parece “branca” e sem cor.  Quando diferentes comprimentos de onda estiverem presentes, a  luz parecerá colorida.  Por exemplo os comprimentos de onda situados entre: 400 nm e 450 nm (namómetros) aproximadamente, são vistos  como sendo VIOLETA  PÚRPURA ESCURO. Isto altera‐se para o azul se mudarem para os 450‐500 nm. Entre 500nm e 580nm a luz parecerá mais azul‐verde. A partir  dos 580nm até aos 600nm veremos amarelo. Comprimento de onda Quanto aos comprimentos de onda… COR MATIZ É o atributo mais estreitamente relacionado com o estímulo do comprimento de  onda. Diferentes cores têm tonalidades diferentes. SATURAÇÃO Está relacionada com a quantidade de branco que está no estímulo Os tons monocromáticos são altamente saturados. A cor menos saturada é o branco.  Por exemplo, o cor de rosa é menos saturado que o vermelho e mais saturado  que o branco. BRILHO Relaciona‐se com a quantidade de luz proveniente da fonte ou reflectida pelo objecto.  Principais atributos perceptuais da cor Frans Gerritsen, em 1975, fez uma nova tentativa de organizar as cores, de acordo com as leis da percepção cromática . Todas as cores foram ordenadas segundo: Tudo o que percebemos com a  visão é luz, em fotografia  podemos distinguir entre os  corpos luminosos e corpos  iluminados. Pertencem à categoria de  corpos luminosos o sol, as lâm‐ padas, uma vela acesa etc. A luz que chega sobre um  objecto será reflectida  parcialmente por esse corpo e  parcialmente, absorvida e, em  outros casos, atravessará  quando esse corpo for  transparente. RESUMINDO: A luz tem 3 dimensões básicas: O comprimento de onda é percebido pelo olho humano como a  cor da luz. A polarização é o ângulo em que vibra a luz. O olho humano  raramente vê. A Intensidade é o quão brilhante ou pesada é a luz A íris colorida controla o tamanho da abertura (pupila) onde entra a luz. A pupila determina a quantidade de luz, tal como a abertura duma de uma câmara. Íris aberta Pupdilatada Íris fechada Pup contraída Formação da imagem Os nossos olhos funcionam como prismas, transmitindo ao cérebro tudo aquilo que vemos. O olho é um globo alojado na sua órbita. No fundo do globo a retina recebe as imagens, transmitindo-as ao cérebro. Objecto Íris Pupila Imagem Córnea Retina Cristalino NOÇÕES DE COR A vista/visão humana pode diferenciar cerca de 10.000  tonalidades de cor e cerca de uma centena de grises/tons entre  o preto e o branco.  A matéria em si é acromática. As sensações cromáticas  produzem‐se  como resultado de um processo fisiológico dentro  do indivíduo. A matéria tem a propriedade de absorver uma parte da luz  branca incidente e de refletir ou deixar passar outra parte.  Cor é, portanto, "parte da luz branca".  A sensação de cor produz‐se  no cérebro mediante estímulos  cromáticos distintos, ou seja, mediante oscilações nervosas da  retina. O branco representa a tonalidade dos raios de  luz visíveis.  O preto significa a ausência de luz visível. LUZ E PIGMENTO SÍNTESE ADITIVA O ponto inicial da síntese aditiva é o preto ‐ este correspondente à não  existência de oscilações electromagnéticas visíveis.  O ponto final da síntese aditiva é o branco;  correspondente à soma de todas as cores.  As cores da síntese aditiva são: verde, azul e o vermelho.  Projetando duas cores primárias aditivas sobrepostas, produz‐se o  tom de uma cor primária subtrativa.  A mistura aditiva do vermelho e verde dá o amarelo; o verde e o azul dão o  azul cyan;  o violeta e vermelho dão o magenta.  Síntese aditiva RBG Primárias Red+Blue+Green Vermelho Azul Verde Cores-luz Primárias AZUL CIANO R + B VERDE AZUL VERMELHO MAGENTA G + B AMARELO R + G Cores-luz Secundárias A mistura aditiva das três cores primárias aditivas dá o  branco. Absorção, reflexão e transmissão  C U R S O   P R O F I S S I O N A L   T É C N I C O   D E Quando a luz chega a um objeto, diferentes coisas podem acontecer: a luz pode ser absorvida, pode ser refletida ou pode ser transmitida através do objeto. Em geral, acontece uma combinação destas coisas. Por exemplo: Umas calças vermelhas, vão absorver o verde e o azul, e vão  refletir a cor vermelha. Por isso vemos o objeto vermelho.  Em teoria, um objeto branco reflete toda a luz e um objeto preto absorve toda  a luz.  Uma superfície com cor vai refletir sua própria cor e vai absorver o resto. Por exemplo, um objeto verde vai refletir o verde e vai absorver o vermelho e o azul. Um objecto é branco porque não absorve  nenhuma cor, ou seja, ele reflecte todas as  cores que compõem a luz branca. A cor de um objecto é dada pela cor que ele reflecte, ou seja, quando uma luz branca incide sobre ele, todas as cores são absorvidas, excepto a dele. Quando a luz branca incide sobre a maçã  vermelha, todas as cores são absorvidas,  excepto os comprimentos de onda  correspondentes ao vermelho.  A cor vermelha é reflectida.  Um objecto é preto porque absorve todas as  cores que incidem sobre ele. Nenhuma cor foi  reflectida. A cor dos objetos Absorção  Quando a luz chega a uma superfície ou objeto, ele pode absorver  toda ou parte dessa luz.  A luz que é absorvida transforma‐se em calor. É por isso que  geralmente se recomenda durante o verão não usar cores escuras,  pois elas absorvem a maior parte da luz e transformam‐na em calor. Por isso sentimos mais calor usando roupa preta do que branca (a  roupa branca reflete toda a luz).  Reflexão A reflexão acontece quando a luz chega a um objeto e transpõe ou reflete, em parte ou totalmente, esse objeto. A luz pode ser refletida de maneira especular (direta) ou difusa. 1. Reflexão especular: é produzida quando a luz reflete de uma superfície lisa, por exemplo, um espelho. A luz vai refletir no mesmo ângulo no qual incide/chega a essa superfície. Lei da reflexão. 2. Reflexão difusa: é produzida quando a luz chega a uma superfície ou objeto que tem textura, por exemplo, uma parede com textura. Parede com textura Uma reflexão difusa vai produzir uma luz mais suave do que uma reflexão direta. Também vai gerar menos contraste na cena, sombras mais claras e uma transição mais suave entre luzes e sombras. Uma reflexão direta vai produzir uma luz mais intensa, maior  contraste e sombras mais escuras e bem definidas.  Transmissão A transmissão acontece quando a luz atravessa uma superfície ou  objeto. Há  3 tipos de transmissão: direta, difusa ou seletiva.  1. Transmissão direta: acontece quando a luz atravessa um objeto  e não se produzem alterações na direção ou qualidade dessa luz.  Por exemplo, um vidro ou o ar.  2. Transmissão difusa: dá‐se quando a luz passa através de um objeto transparente ou semitransparente com textura. Por exemplo, um vidro esmerilado. A luz, em vez de se propagar numa direção só, é desviada em muitas direções. A luz que é transmitida de maneira difusa, vai ser mais suave, vai ter menos contraste, vai ser menos intensa, vai gerar sombras mais claras e uma transição mais suave entre luz e sombra do que a luz direta. 3. Transmissão seletiva: é produzida quando a luz atravessa um objeto colorido. Parte da luz vai ser absorvida e parte vai ser transmitida por esse objeto. No esquema abaixo a luz branca (vermelho, verde e azul) passa através de uma superfície vermelha. O verde e o azul são absorvidos e somente se transmite o vermelho. Assim, do outro lado da superfície vamos ver luz vermelha. Como fazer… C U R S O   P R O F I S S I O N A L   T É C N I C O   D E … alguns exemplos de como usar estas propriedades da luz para  melhorar nossas fotografias.  Retrato no exterior com a modelo iluminada somente pela luz do sol que incide de maneira direta. Dia de verão ao meio dia, quando o sol está sobre a cabeça da modelo. Quando a luz está em cima do modelo produzem –se sombras debaixo dos olhos, do nariz e às vezes debaixo da boca e do queixo. A luz do sol ao meio dia não é a luz mais favorável para fotografar , pois as sombras são geralmente muito escuras (perdem‐se detalhes: por exemplo, o olhar) e por ser considerada uma luz rasante, salientam‐se as texturas e as imperfeições da pele. SITUAÇÃO  1 Como melhoramos a qualidade da luz que chega à modelo para atingir uma  melhor imagem?  Temos 2 opções usando 2 propriedades diferentes da luz.  1. Podemos usar a reflexão direta ou difusa. Temos que refletir luz do sol  no rosto da modelo para rechear as sombras (fazê‐las mais claras) e atingir  uma luz mais suave e menos contrastada. O que vamos fazer é usar uma  superfície branca que reflete luz (um cartão branco, por exemplo) e vamos  colocá‐lo em frente, debaixo da modelo para que a luz do sol se reflita  nessa superfície e ilumine o rosto. Temos que procurar o ângulo preciso  mexendo o cartão até que a luz do reflexo recheie as sombras, tornando‐as  mais claras.  Podemos usar uma superfície branca, uma superfície prateada (dá um tom  mais frio e azulado), uma superfície dourada (dá um tom mais cálido e  laranja) ou uma superfície de outra cor (para atingir um efeito particular).  Em geral, esta solução só pode ser usada quando estivermos  a fazer  retratos de rosto ou de meio corpo.  Nesta fotografia  foi usado um refletor  prateado para encher algumas sombras  no rosto.  2. Podemos usar a transmissão difusa. O que vamos fazer é colocar uma superfície neutra (cor branca ou natural) e que deixe passar uma determinada quantidade de luz, entre o sol e a modelo. Deste modo transformamos uma luz direta (intensa, com grandes contrastes e sombras escuras numa luz difusa (mais suave, com menos contraste e com sombras mais claras). Lógico que esta superfície não deve aparecer na fotografia. Aplicando esta técnica, as sombras dos rostos vão ser mais claras (muitas vezes desaparecem) e não vão salientar muito as imperfeições da pele. O fundo da fotografia vai continuar iluminado pelo sol direto, o qual vai mostrar um fundo com alto contraste e sombras escuras. SITUAÇÃO 2 Suponhamos que estamos a fazer um retrato dentro de casa. Vamos usar a luz de uma janela para iluminar o modelo: O modelo vai ficar a olhar para a janela, para que a luz chegue de frente. Quando iluminamos o modelo de frente, não haverá sombras no rosto ficando iluminado de maneira uniforme. É um tipo de iluminação plana. Para fazer a fotografia, temos que nos situar entre a janela e o modelo, e devemos tomar cuidado para não criar sombras no modelo. Janela Outra alternativa a esta iluminação poderá ser comtemplar um efeito um pouco mais dramático com algumas sombras. Então, pode optar‐se por colocar o modelo em posição lateral fazendo com que a luz da janela ilumine apenas metade do rosto e a outra metade fique ensombrada. Luz janela lateral. Sem uso de recheio.  Porém, se as sombras ficarem demasiado escuras poderei ainda optar pelo uso de uma reflexão direta. Para tal, uso uma superfície branca para refletir a luz da janela. Devo colocá‐la no lado escuro do rosto do modelo. Atenção: isto é uma coisa muito visível. Se não percebermos mudança nas sombras do rosto, então é preciso mudar de novo a superfície até a parte escura ficar iluminada. Quanto mais perto estiver a superfície do rosto, mais luz vai chegar ao modelo e mais claras vão ser as sombras. Poderemos usar uma superfície branca, prateada, dourada ou de cor, dependendo do resultado que quisermos atingir. Modelo lateral em relação à janela.  Uso de um cartão branco para  rechear um pouco as sombras. Modelo lateral em relação à janela.  Uso de um cartão dourado  para  “dourar” o tom de pele. Se o objetivo for conseguir uma fotografia com um elevado grau de dramatismo, temos de recorrer ao uso de uma superfície preta no lado escuro do rosto do modelo. Em vez de usar uma superfície que reflete luz, vamos usar uma superfície que absorva luz. Pode ser um painel preto, um cartão preto, um pano preto, etc. Deste modo, a luz da janela vai chegar à superfície preta e vai ser absorvida totalmente. Dessa maneira a metade do rosto em sombra vai ficar preta. Quanto mais preto for o painel e mais próximo estiver do rosto, mais escuro este vai ficar (quanto mais perto estiver, mais luz vai absorver e mais escuras ficarão as sombras) quanto maior for o painel mais escuras vão ser as sombras. Modelo em posição lateral à janela. Uso de um pano preto para escurecimento do  lado que tem sombra.  Estes métodos para controlar a luz  são úteis para retratos , fotografia  de moda e de produto.  No caso de fotografia de paisagem é  impossível rechear as sombras.  Poderá ser possível rechear algum  objeto pequeno dessa paisagem;  por exemplo, uma flor, uma  escultura, etc., mas nunca a  paisagem toda.  Há situações onde a única maneira  de controlar a qualidade e  quantidade de luz é selecionando a  hora do dia para fotografar.  Modelos de refletores que se usam para refletir a luz na fotografia. São reversíveis, por isso tem duas opções: branco e prateado ou dourado e prateado. Estes refletores são desmontáveis, o que facilita o seu transporte. Na falta dos refletores poderemos sempre recorrer ao uso do cartão ou do papel para refletir a luz.
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