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A natureza da luz onda ou particula

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A natureza da luz onda ou particula
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  A natureza da luz: onda ou partícula  Na antiga Grécia já eram conhecidos e estudados alguns fenômenos ópticos, tais como, reflexão,refração, decomposição da luz em prismas e havia também alguns grupos que definiam a natureza daluz conforme o preceito básico que defendiam.O filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) foi a primeira pessoa, que se tem notícia, a adotar anatureza ondulatória da luz, pois para ele a luz era uma espécie de fluído imaterial que chegava aosnossos olhos, vindo dos objetos visíveis, através de ondas.Empédocles (492-432) considerava que a luz era parte de um dos quatro elementos, o fogo, semcontudo se confundir com este. Contrariamente a Pitágoras (582-500), que pensava ser a visãocausada exclusivamente por algo emitido pelo olho, Empédocles acreditava que os corpos luminososemitiam algo que encontrava os raios emanados dos olhos. Alguns filósofos antigos, adeptos doatomismo, consideravam a luz um  fogo visual   composto de partículas, diferentes, no entanto, das quecompunham o restante dos objetos por serem bem menores. Tal concepção foi adotada por Epicuro(342-270), mas anteriormente havia sido modificada por Anaxágoras (500-428) que substituiu as partículas, semelhantes aos objetos, por partículas com propriedades individuais, tal como a cor, por exemplo.Euclides (330-270) foi partidário e grande defensor da teoria pitagórica que dizia ser a luz provenientedo olho, demonstrou, baseado na idéia de raio luminoso e da propagação retilínea, as leis da reflexão.Ptolomeu (90-147 ou 168?) tinha as mesmas concepções sobre a luz que Euclides, pensava que a cor era uma propriedade inerente aos corpos e fez estudos sobre campo visual e refração da luzdemonstrando que uma moeda oculta no fundo de um copo poderia ser vista caso este fosse preenchido com água. Não foram somente os gregos que estudaram a luz e seu comportamento, há indícios de que tanto osárabes como os chineses conheciam alguns princípios básicos da Óptica. Os chineses utilizavamespelhos côncavos como queimadores na vida prática e o árabe Ibn Al-Haytham (965-1039),conhecido como Alhazen, fez vários estudos nessa área.Al-Haytham rejeitava o princípio grego de que a luz emanava do olho, para ele a luz era emitida por uma força autoluminosa que constituía uma fonte primária, no entanto, a luz também poderia ser emitida por uma fonte secundária, caso das partículas de poeira que compõem um facho de luz solar,em ``forma de esfera'' (ver o princípio da ondas secundárias de Huygens). Al-Haytham descreveu ascores como sendo independentes dos objetos, mas presentes na luz, ou seja, misturadas a ela e nuncavisíveis sem ela. É a Al-Haytham que devemos a introdução do conceito de ``raio de luz'' graças àssuas explicações coerentes sobre alguns fenômenos ópticos.Robert Grosseteste (1168-1253) concebia a luz como a primeira forma de matéria-prima a ser criada,uma substância física que se propagava a partir de sua fonte, de onde surgiam as três dimensões doespaço. Inspirado nos trabalhos de Al-Haytham estudou a Óptica, que considerava uma ciência física básica, e muito contribuiu para o avanço da ciência. Leonardo da Vinci (1452-1519) também seinteressou pela luz, mais do ponto de vista científico do que artístico, o que o levou a estudar fenômenos ópticos e a conhecer a câmara escura, precursora da máquina fotográfica e filmadora.René Descartes (1596-1650) foi outro grande cientista que se interessou em desvendar a natureza daluz. Sua opinião era a de que a luz era uma emissão de caráter corpuscular ligada a uma emissãovibratória. Para ele a luz não possuía caráter material, mas sim o meio através do qual a luz se propagava - o éter. Embora Descartes tenha esclarecido a atual da Lei da Refração da luz ( ), ele se equivocou em relação à velocidade da luz ao dizer que esta aumentaria emmeios mais densos do que menos densos.   Numa época em que fervilhavam idéias, em 1665 um fenômeno interessante surge dos experimentosdo padre Francesco Grimaldi (1618-1663) quando este examinava a sombra de um objeto delgado emuma câmara escura provocada por uma luz forte ao atravessar um pequeno orifício. Ao invés de umaimagem nítida o padre observou a formação de uma sombra mais larga e composta de partes claras eescuras, sobre isso afirmou, ``um corpo luminoso pode tornar-se obscuro quando se acrescente luz àluz que recebe''  . O fenômeno descrito é o de difração e levou Grimaldi a uma concepção vibratória daluz. Através dessa concepção ele explicou que a formação de cores quando a luz atravessa o prisma édecorrente da ``mudança de velocidade do movimento vibratório, que essas diferenças de cor são produzidas pelas vibrações de um fluído que atua sobre o olho com velocidades diferentes, assimcomo a diversidade dos sons é devido à vibração do ar de rapidez desigual''  . 1 A relação das cores com o movimento vibratório levou Robert Hooke (1635-1703) a afirmar que omovimento da luz é produzido por ondas perpendiculares à linha de propagação. Temos aqui umareferência à transversalidade do movimento ondulatório que não foi aceita na época nem pelosdefensores da teoria ondulatória da luz, dentre os quais podemos destacar Christiaan Huygens que publicou no ``Tratado sobre a luz'' em 1690, uma explicação para o fenômeno da reflexão e refração baseado no conceito de frente de ondas, atualmente conhecido como Princípio de Huygens. Este princípio diz quena propagação destas ondas, cada partícula do éter não só transmite o seu movimento à partícula seguinte, ao longo da reta que parte do ponto luminoso, mas também a todas as partículas que a rodeiam e que se opõem ao movimento. O resultado é uma onda emtorno de cada partícula e que a tem como centro. 2
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