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A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto

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Resumo de A peregrinação
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   A Peregrinação  de Fernão Mendes Pinto Fernão Mendes Pinto nasceu em Montemor-o-Velho, cerca de 1510, no seio de uma famíliaque beneficiava de ligações a nobres na corte de D. Manuel e D. João III. Essa circunstânciapode explicar a vinda do escritor para Lisboa, em dezembro de 1521, onde entrou ao serviçode D. Jorge de Lencastre, Mestre de Santiago. Inconformado com a estreiteza dos proveitosque conseguia angariar e com os olhos postos na fortuna, resolveu embarcar, em 11 de marçode 1537, para a India, onde chegou em setembro do mesmo ano.Ao longo dos 21 anos que permaneceu no Oriente, haveria de percorrer a zona do marvermelho, a China, o Japão, o Pegu, Malaca, Samatra e Java, na condição de mercador e decorsário, experimentando inúmeras oscilações de fortuna e condição. Em 1554, viria a fazer-seIrmão da Companhia de Jesus, participando em várias missões de assistência eevangelização.Em setembro de 1558, logo depois do regresso a Portugal, casou com Maria Correia de Brito,de quem teve descendência, e instalou-se em Almada, onde viria a desempenhar cargos decerta importância, em instituições de assistência.Deixada por “ABC” a seus filhos (expressão usada pelo próprio Fernão Mendes Pinto,indicando que se trata de uma obra escrita para que aprendessem a decifrar os mistérios daexistência), a Peregrinação foi escrita nos últimos anos da vida do autor. À data da sua morte,em 1583, o manuscrito é deixado à Casa Pia das Penitentes Recolhidas de Lisboa. É nessacasa que o livro, concluído em 1580, permanece durante três décadas, até ser resgatado,editado e posto à venda sob o patrocínio de Belchior de Faria, cavaleiro da casa de El Rei eseu livreiro.A obra encerra uma visão crítica da presença dos portugueses no Oriente. O autor dirige-setambém, mais latamente, a todos os que com ele partilharam a experiência de um tempo feitode muitas descobertas e de muitas contradições.Desde que foi impressa pela primeira vez, em 1614, a Peregrinação conheceu, no século XVII,dezoito edições, em seis línguas diferentes. Digno de registo é ainda o facto de, passadosapenas seis anos, a obra ter sido publicada em castelhano, com tradução de Francisco deHerrera Maldonado, o que muito contribuiu para o sucesso editorial na Europa.Ao assinalar o quarto centenário da publicação desse famoso livro reuniram-se as principaisedições do século XVII. Entre as mais de 167 edições publicadas, destacamos as de textointegral que foram preparadas por Brito Rebelo, Jordão de Freitas, Costa Pimpão e CésarPegado, Adolfo Casais Monteiro, António José Saraiva, Maria Alberta Meneres e Aníbal Pintode Castro; as versões abreviadas e adaptações de José Tavares, Aquilino Ribeiro, António  Sérgio, Rodrigues Lapa, Branquinho da Fonseca, Adolfo Casais Monteiro, sucessivamentereeditadas ao longo do século XX. No panorama literário e historiográfico, esta obra singular,tem sido considerada, por alguns, como o mais prodigioso banquete de fantasia da literaturaportuguesa. Do mesmo modo, a obra tem inspirado a atenção de estudiosos de diferentesépocas e países, seja numa perspetiva histórico-literária, seja numa perspetiva sociológica,geográfica e antropológica.
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