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A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA ESCOLA INCLUSIVA VISANDO O DESENVOLVIMENTO DO ALUNO DISLÉXICO

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A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA ESCOLA INCLUSIVA VISANDO O DESENVOLVIMENTO DO ALUNO DISLÉXICO. Vilma Cordeiro da Silva Emérico Arnaldo de Quadros earnaldo@onda.com.br Trabalho apresentado na 7ª semana pedagógica 2010 – Entre a educação e a inclusão e I Encontro de Psicologia e Educação: Implicações no processo de ensino aprendizagem (realizado pelo departamento de Educação da Fafipar, Paranaguá. ISSN 2177-546X Nas instituições de ensino observam-se casos de crianças com dificuldades de aprendizagem, ma
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  A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA ESCOLA INCLUSIVA VISANDO ODESENVOLVIMENTO DO ALUNO DISLÉXICO.   Vilma Cordeiro da SilvaEmérico Arnaldo de Quadros earnaldo@onda.com.br  Trabalho apresentado na 7ª semana pedagógica 2010 – Entre a educação e a inclusão e IEncontro de Psicologia e Educação: Implicações no processo de ensino aprendizagem(realizado pelo departamento de Educação da Fafipar, Paranaguá. ISSN 2177-546X Nas instituições de ensino observam-se casos de crianças com dificuldadesde aprendizagem, mais especificamente na área de leitura e de escrita e que nãopossuem uma boa ortografia, vindo a apresentar notas baixas e indisciplina.Considera-se aceitável que a criança enfrente obstáculos em habilidades comoleitura, escrita e ortografia no início de sua escolaridade de acordo com Selikowitz(2001), no entanto deve-se atentar para um possível distúrbio de aprendizagem.Este quadro muito reflete as limitações cognitivas e lingüísticas das quais oaluno disléxico é refém e evidenciam fortes indícios de dificuldades relacionadas àlinguagem.Neste sentido, Silva (APUD: Junkes, 2006, p. 91) comenta: “é igualmentenecessário buscar outro sentido para a formação do professor que deverá tersempre como fio condutor a unidade da prática e da teoria e não ser reduzido domero treinamento de um conjunto de técnicas e de métodos de ensino”.A ausência de informação sobre este problema que afeta muitas crianças,com mais evidencia quando chegam nas 5ª   séries do ensino fundamental e quepode estar na srcem do fracasso escolar, pode levar os docentes a confundir adislexia com desatenção ou até mesmo preguiça.Diante disso é de importância que professores e equipe pedagógicaestejam vinculados à um propósito comum de conhecimentos teórico-científicosobjetivando a reflexão sobre a prática de sala de aula e dessa forma a mudançana forma de agir.Em virtude da falta de prática para ensinar alunos com necessidadeseducacionais especiais, Vitaliano (2007) ressalta que é necessário desenvolverações educativas dialógicas tendo o cuidado de observar e acompanhar o  progresso do aluno bem como rever e se necessário alterar as metodologiasutilizadas nos diferentes momentos de aprendizado.Para tanto,proporcionar ao corpo docente, momentos de discussão ereflexão à respeito da prática pedagógica na escola inclusiva ,vem de encontro afinalidade maior deste trabalho de pesquisa que é a de investigar novas formasde desenvolver a aprendizagem escolar nos alunos disléxicos.Com a inclusão hoje sendo vivenciada nos bancos escolares, constata-se adificuldade de que a grande maioria dos professores enfrenta ao se deparar comessa realidade, visto que boa parte do corpo docente e da escola em especial,possui conhecimento muito superficial sobre o tema, encontrando-se aindasobrecarregados de atividades e alunos, necessitando de orientaçõespedagógicas adequadas e um preparo maior objetivando a promoção daaprendizagem em sala de aula.Por outro lado, há o professor da Sala de Recursos com a incumbência deminimizar as dificuldades individuais dos alunos para que estes possamacompanhar a classe comum. Neste contexto, tem-se ainda o aluno comdificuldades de aprendizagem, em especial, o disléxico, que apresenta baixo nívelde compreensão de leitura e escrita, revelando muitas vezes certa dificuldade noajustamento social.Sendo assim, é necessário que se tenha um olhar mais amplo e umconhecimento mais detalhado do assunto com o propósito de subsidiar essessegmentos da educação com seriedade e competência. Para tanto, desenvolveruma pesquisa nesta área proporcionará condições de se refletir sobre aproblemática detectada e consequentemente auxiliar aos professores na aplicaçãode metodologias e atividades diferenciadas envolvendo a leitura com o fim decolaborar para o desenvolvimento da escola inclusiva.O objetivo geral da pesquisa foi: Possibilitar à Equipe Pedagógica doColégio Estadual 29 de Abril Ensino Fundamental e Médio e ao corpo docentemomentos de discussão e reflexão sobre a prática pedagógica em relação aosalunos inclusos, mais especificamente o disléxico, objetivando uma aprendizagemmais proveitosa no ambiente escolar.  Já os objetivos específicos foram:- Oportunizar a análise e o debate a respeito da formação dos profissionais daeducação no que se refere a educação inclusiva.- Contribuir para o conhecimento do professor com um relato sobre a visão socialdo deficiente e o disléxico de acordo com cada período histórico.- Comparar, sobre a ótica das neurociências, a organização e funcionamentocerebral do aluno normal e do disléxico.- Tomar ciência da legislação que rege a educação especial no Brasil e no Paraná.- Disponibilizar aos professores, das 5ª séries, material pedagógico elaborado poresta pesquisadora, contendo informações sobre dislexia e algumas atividadesenvolvendo a leitura para o desenvolvimento do aluno disléxico.A Dislexia é definida, de acordo com Shaywitz (2006), como um transtornoespecífico da aprendizagem localizada no lado esquerdo do cérebro, no nível maisbaixo do sistema linguístico, mais especificamente no módulo fonológico, onde osdiferentes fatores sonoros da linguagem são processados. Aproximadamente 15%da população mundial, segundo pesquisas, é disléxica, sendo que é o transtornomais freqüente nas salas de aula (Martins,2006). É uma síndrome poucoconhecida e ainda pouco diagnosticada por médicos, pais, pedagogos eeducadores.Através dos tempos, a criança com características distintas foi tratada dediferentes formas de acordo com a visão social de cada época. Inicialmenteacreditava-se que o homem pré-histórico via a pessoa com deficiência como umser endemoniado, imoral. Nesta visão, segundo Junkes (2006), o sujeito tinha queser eliminado ou confinado, e práticas como a “trepanação” (perfuraçõesproduzidas no crânio) eram realizadas com o objetivo de permitir a fuga dosespíritos malignos do corpo doente. Dessa prática restou a expressão “cabeça devento” tão conhecida para designar uma pessoa sem objetivos na vida ou que nãoleva a vida muito à sério.Na antiguidade, as pessoas defeituosas eram tidas como seres inferiores,degradados e por acreditarem que estes trariam transtornos à família, eramexterminados pelos anciãos dessas comunidades (Junkes, 2006). Sociedades  como a espartana e romana eram exemplos dessa prática, ao promoverem oinfanticídio e o abandono dos sujeitos. Cabia aos anciãos dessas comunidadesexaminar os recém-nascidos, para os avaliarem visualmente, a fim de encontrardefeitos que pudessem servir como motivo para as práticas descritas. Ambas associedades abandonavam os bebês em covas, em lugares distantes ou osafogavam na margem dos rios. Como esses povos eram guerreiros e esportistas,o “culto ao corpo” era o ideal que se fazia presente(Maia,2008).Sêneca (APUD: Junkes, 2006) afirma que “... nós sufocamos os pequenosmonstros até mesmo as crianças quando nascem defeituosas e anormais: não écólera e sim razão que nos convida a separar os elementos sãos dos indivíduosnocivos”. Entre os imperfeitos era comum existir deficientes físicos, mentais,auditivos e também gêmeos.Com a expansão do Cristianismo, surge o assistencialismo em relação aosdeficientes. Mas apesar de todo o cuidado e compaixão, a eles era negado odireito a participação efetiva na sociedade; onde ora eram vistos como seresendemoniados, ora como seres com poderes divinos.Na Idade Média, todo esse processo de exclusão não teve grandesmudanças, vindo o deficiente a ser maltratado e negligenciado pela sociedade.Com a Inquisição eram apedrejados ou mortos na fogueira, pois nessa prática,acreditavam estar tirando o pecado ou demônio que havia se apossado de seucorpo, através da purificação das chamas na fogueira da Inquisição. Com o temorda fogueira, as famílias passaram a abandonar seus doentes, afastando-se deles(Junkes, 2006).Posteriormente, a Igreja passou a ver as pessoas com necessidadesespeciais com alguma compaixão e passa então a abrigá-los em conventosestabelecendo ligação entre deficiência e pagamento de pecados. Até o séculoXVIII a deficiência é efetivamente relacionada ao misticismo e religiosidade. Como Renascimento, a anormalidade é vista com mais humanidade, sendo até umapostura médica o fato de rejeitarem-se os maus tratos dirigidos ao excepcional,surgindo assim, instituições com o objetivo de proteger e amparar os ditos“infelizes” (Junkes, 2006).
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