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A RELAÇÃO ENTRE A VONTADE DE DEUS E A ORAÇÃO - Notas de rodapé

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SUMÁRIO I – INTRODUÇÃO .............................................................................................. 2 II – A DOUTRINA DA IMUTABILIDADE DE DEUS ........................................... 3 III – A DOUTRINA DA VONTADE DE DEUS .................................................... 8 3.1. Vontade Decretiva ................................................................................. 10 3.2. Vontade Prescritiva .....................................................................
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  SUMÁRIOI  – INTRODUÇÃO .............................................................................................. 2II  – A DOUTRINA DA IMUTABILIDADE DE DEUS ........................................... 3III  – A DOUTRINA DA VONTADE DE DEUS .................................................... 8 3.1. Vontade Decretiva ................................................................................. 103.2. Vontade Prescritiva ................................................................................ 11 IV  – A VONTADE DE DEUS E A ORAÇÃO .................................................... 12 4.1. A Honra de Deus ................................................................................... 144.2. Um meio de bênção e de crescimento na graça .................................... 144.3. A busca pelo suprimento das nossas necessidades.............................. 15 V  – CONCLUSÃO ............................................................................................ 16  A RELAÇÃO ENTRE A VONTADE DE DEUS E A ORAÇÃO Por Rev. Alan Rennê Alexandrino Lima 1   I  – INTRODUÇÃO Existem alguns conceitos completamente equivocados a respeito daoração. Um destes conceitos é o de que a oração tem a capacidade de mudaros planos de Deus. A dinâmica seria mais ou menos a seguinte: Deus decidiunão conceder a Fulano determinada bênção. No entanto, através daperseverança na oração Fulano pode fazer o Senhor mudar de ideia, e, então,receber a tão aguardada bênção. Este pensamento é mais comum do queimaginamos. Por exemplo, o conhecido Watchman Nee publicou um livro eminglês intitulado The Prayer Ministry of the Church  (O Ministério de Oração daIgreja). Tal foi vertido para o português com o sugestivo título A Oração: Quando a Terra Governa o Céu  . Apesar da discrepância entre as versões dotítulo, o conteúdo do livro se adéqua perfeitamente ao título em línguaportuguesa. Eis a aberrante afirmação de Nee: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo o que desligardes na terra, será desligado no céu”. Qual é a característica desse versículo? O ponto em questão aqui é que a ação na terra precede a ação do céu.Não é no céu que as coisas são ligadas primeiro, mas sim naterra; não é no céu que são desligadas primeiro, mas sim naterra. Se algo é ligado na terra, também o será no céu; se fordesligado na terra, consequentemente será desligado no céu. A ação do céu é governada pela ação da terra . Tudo o quecontradiz a Deus precisa ser amarrado, e tudo o que concordacom Deus precisa ser solto. Qualquer coisa que deva ser atadaou desatada, deve começar na terra. A ação na terra precedea ação no céu. A terra governa o céu . 2   1 O autor é Ministro Presbiteriano, atualmente pastoreando a Igreja Presbiteriana Filadélfia, emMarabá-PA. É Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico do Nordeste, em Teresina-PI(2005), Bacharel em Teologia pela Escola Superior de Teologia da Universidade PresbiterianaMackenzie, em São Paulo-SP (2009), e Mestrando em Teologia Sagrada (Sacrae TheologiaeMagister), com concentração em Estudos Históricos e Teológicos e Linha de Pesquisa emTeologia Sistemática pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, em SãoPaulo-SP. 2 Watchman Nee, A Oração: Quando a Terra Governa o Céu  , (São Paulo: Vida, 2009), 9.Ênfase acrescentada.  Watchman Nee ignora de forma absurda o assunto da passagemaludida por ele (Mateus 18.15-20), que é a disciplina eclesiástica. Ele assumeque se trata da oração. Uma falácia grotesca. Além dele, E. M. Bounds,conhecido escritor e autor do clássico Poder Através da Oração  3  , escreveu o seguinte em outro livro: “ A oração tem o poder inacreditável de cativar e mudaros propósitos de Deus, porque o vigor de seu poder arrefece diante dasorações dos homens justos ” . 4 Tal afirmação é, simplesmente, assustadora.O vigor do poder de Deus arrefece diante das orações de homens justos?Fico pasmo diante do fato de que este pensamento traz sériasdificuldades e implicações para a teontologia (a doutrina de Deus), implicaçõesessas ignoradas por um grande número de evangélicos que esposa talpensamento. Diante disso, discorreremos, não de forma exaustiva, a respeitode uma doutrina profundamente afetada pelo tipo de raciocínio de Nee eBounds. Logo em seguida, apresentaremos a dinâmica da oração pelaperspectiva do eterno plano divino. II  – A DOUTRINA DA IMUTABILIDADE DE DEUS Afirmar que a oração tem a capacidade de mudar ou alterar os planos deDeus é dirigir um ataque frontal à doutrina de Deus. É atacar o atributoincomunicável da imutabilidade de Deus. O Catecismo Maior de Westminster  , na resposta à pergunta 7 afirma o seguinte: “Deus é Espírito, em si e por si infinito em seu ser, glória, bem-aventurança e perfeição; todo-suficiente, eterno, imutável , insondável, onipresente, infinito em poder, sabedoria, santidade, justiça, misericórdia e clemência, longanimidade, cheio de bondade e verdade”. 5 A Confissão de Fé de Westminster  , no capítulo II, seção i, faz aseguinte declaração a respeito do Ser de Deus: Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser eperfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo,membros ou paixões, é imutável , imenso, eterno, 3 Publicado no Brasil pela Imprensa Batista Regular. Edição esgotada. Disponível no sitewww.monergismo.net.br.   4 E. M. Bounds, O Propósito da Oração  , (Belo Horizonte: Dynamus, s/d), 17. Ênfaseacrescentada. 5 O CATECISMO MAIOR DE WESTMINSTER, (São Paulo: Cultura Cristã, 2002), 13. Ênfaseacrescentada.  incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo,completamente livre e absoluto, fazendo tudo para suaprópria glória e segundo o conselho da sua própriavontade, que é reta e imutável . É cheio de amor, é gracioso,misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeirogalardoador dos que o buscam, e, contudo, justíssimo e terrívelem seus juízos, pois odeia todo pecado; de modo algum terápor inocente o culpado. 6   Por imutabilidade queremos dizer que Deus não muda emabsolutamente nada. Nas palavras de Franklin Ferreira e Alan D. Myatt: “Deusnão muda seu ser, planos, propósitos, promessas e perfeições”. 7 Aimutabilidade de Deus está estritamente relacionada com a sua perfeição. Ora,sendo Deus perfeito, é impossível qualquer tipo de mudança , pois “qualquer mudança implicaria em que ele se tornasse mais, ou menos, perfeito”. 8 SeDeus mudasse para melhor, isso significaria que ele ainda não era perfeito. Semudasse para pior, deixaria de ser perfeito. É o que é afirmado por Tiago: “Toda boa dá diva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das  luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”  (1.17).É importante frisar muito bem que, a imutabilidade de Deus diz respeitoao seu ser, perfeições, propósitos e promessas. Robert Reymond afirma que, “ esta doutrina afirma que Deus, ontológica e decretivamente falando, não faz e não pode mudar”. 9 A. W. Pink nos provê um entendimento adequado dessaafirmação ao asseverar que Deus é imutável 10 : 1. Em sua essência. Sua natureza e seu Ser são infinitos e, assim, nãosujeitos a mutação alguma (Malaquias 3.6; Êxodo 3.14); 2. Em seus atributos. Seu poder é imbatível, sua sabedoria não sofrediminuição, sua santidade é imaculada, sua veracidade é imutável, seu amor éeterno, sua misericórdia não cessa (Salmo 119.89; João 13.1; Salmo 100.5); 6 A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER, (São Paulo: Cultura Cristã, 2003), 26. Ênfaseacrescentada. 7 Franklin Ferreira e Alan Myatt, Teologia Sistemática: Uma Análise Histórica, Bíblica e Apologética para o Contexto Atual  , (São Paulo: Vida Nova, 2007), 216. 8   Ibid  .   9 Robert L. Reymond, A New Systematic Theology of the Christian Faith  , (Nashville, TN:Thomas Nelson, 1998), 177. Minha tradução. 10 A. W. Pink, Os Atributos de Deus  , (São Paulo: PES, 2001), 52-57.
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