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A Rivalidade Luso Castelhana

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Luso Castelhana
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  A rivalidade luso-castelhana   Após o regresso de Colombo, reacendeu a rivalidade luso-castelhana, já que D. João II reclamou as terras por ele descobertas com o argumento de que se encontravam na zona atribuída a Portugal pelo Tratado de Alcáçovas, assinado a 1479, no qual Castela reconhecia o domínio exclusivo dos territórios a sul das Canárias. Castela rejeitou essa interpretação e o papa apoiou as suas pretensões através de uma bula que estabelecia um meridiano de demarcação que passava 100 léguas a oeste de Cabo Verde, dando a Castela as terras a ocidente e a Portugal as terras oriente do meridiano. Em resultado disto, D. João II encetou negociações directas com Castela que resultaram no Tratado de Tordesilhas (1494) no qual Portugal conseguiu o avanço do meridiano 270 léguas além do previsto pelo papa. O Tratado de Tordesilhas veio estabelecer a hegemonia dos países ibéricos no mar, instituindo o “mare clausum” ou seja mar fechado excluindo os restantes países europeus.   Rota de Colombo Rota de Vasco da Gama   A descoberta do caminho marítimo para a Índia   D. João II morreu em 1495 sem ver realizado o seu sonho de descobrir o caminho marítimo para a Índia. Foi D. Manuel I que testemunhou esse feito realizado por Vasco da Gama que em 1498 chegou a Calecut na Índia estabelecendo assim a ligação por mar entre a Europa e a Ásia. Porém os portugueses depararam-se com resistências inesperadas já que os comerciantes muçulmanos não viam com bons olhos a concorrência portuguesa o que levou o rei a preparar uma poderosa armada para se impor no Oriente.  A descoberta do Brasil A presença portuguesa na Índia causou desconfiança, que temiam perder o monopólio do comércio das especiarias. Sabendo disto, D. Manuel I enviou uma nova armada para impor o domínio português no Oriente comandada por Pedro Álvares Cabral.   Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500 após a sua frota tem sofrido um desvio srcinado por ventos favoráveis a partir de Cabo Verde. Como nunca se verificou que nenhuma tempestade que obrigasse a este desvio, nem o aparecimento causou grande admiração aos portugueses, é provável que D. João II e D. Manuel I já tivessem informações da existência do Brasil, explicando assim a exigência do rei aquando das negociações do Tratado de Tordesilhas.   O Império Português:   Na viragem do séc. XV para o séc. XVI, os reinos ibéricos entram na fase de afirmação dos seus impérios coloniais. A ocupação e a exploração diferiam de continente para continentes e as reacções dos habitantes locais também.   Os Portugueses na África Negra   No inicio do séc XV quando os Portugueses chegaram à África Negra depararam-se com pequenos Estados existentes nesses territórios, mas os Portugueses não pretendiam conquistar esses estados, tendo-se fixado apenas no litoral o que veio a reduzir os contactos com as populações africanas. No litoral estabeleceram feitorias em pontos estratégicos onde se dedicavam ao comércio de escravos, especiarias, marfim, malagueta, ouro... As principais feitorias na costa Atlântica eram Arguim (que foi a primeira feitoria construída em 1448) na costa ocidental africana e S. Jorge da Mina (1482) no Golfo da Guiné. Na Mina os portugueses compravam ouro em troca de sal e tecidos de má qualidade entre outros. Na costa do Indico, as principais feitorias eram Sofala e Ilha de Moçambique. Nesta altura os portugueses colonizaram sobretudo os arquipélagos de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe que tal como a Madeira e os Açores eram desabitados quando foram descobertos. O sistema de colonização usado foi o mesmo. A colonização de Cabo Verde foi difícil devido à aridez do solo. Mesmo assim desenvolveu-se a agricultura e a  criação de gado, introduzindo-se muitos escravos africanos. Já a colonização em São Tomé foi mais fácil já que o clima quente e húmido proporcionava um solo extremamente fértil que permitiu o desenvolvimento da produção de açúcar sobretudo pelo trabalho dos escravos. Os dois arquipélagos foram usados como entrepostos para o tráfico de escravos, provenientes do continente africano destinados à metrópole e às colónias, tráfico esse que fez sair de África muita mão-de-obra e que prejudicou o desenvolvimento deste continente. A população insular africana depressa foi cristianizada ao contrário dos africanos do continente que mal foram cristianizados.   O Império Português do Oriente   A Ásia os sécs. XV e XVI era um continente urbanizado, poderoso e desenvolvido sendo um continente extremamente povoado, que dispunha de uma agricultura diversificada com a produção abundante de especiarias. A Ásia tinha uma intensa actividade industrial com a produção de sedas, porcelanas, papel… Politicamente a Ásia era um continente dividido em pequenos Estados rivais com excepção da Pérsia e da China e as religiões dominantes eram o Hinduísmo (na Índia), o Budismo (no Tibete e norte da Índia) e o Islão (Indonésia, Pérsia.).   Na Ásia os portugueses não procuraram fundar um império territorial mas apenas um império comercial, assente no domínio dos mares. Na Ásia a principal oposição ao domínio português eram os Muçulmanos, que anteriormente controlavam o comércio asiático e com quem os portugueses travaram combates decisivos no mar onde se destacou o vice-rei D. Francisco de Almeida e travaram combates em terra apoderando-se os portugueses  liderados por D. Afonso de Albuquerque de importantes cidades como Goa, Ormuz e Malaca. A conquista de Goa permitiu desenvolver o comércio das especiarias visto a cidade ser rica nesses recursos. A conquista de Ormuz, à entrada do Golfo Pérsico, permitiu aos portugueses entrar nos mercados da Pérsica e controlar uma das rotas do Levante e a conquista de Malaca permitiu aos portugueses controlar as rotas comercias que iam da Indonésia, à China e ao Japão. Os portugueses conseguiram ter o exclusivo do comércio marítimo oriental, ou seja, o monopólio comercial. O Império português no oriente ia desde o Mar Vermelho até ao mar do Japão.   O sistema comercial português no Oriente apoiava-se numa rede de feitorias, distribuídas em pontos estratégicos desde a costa oriental de África até à China e ao Japão. Goa tornou-se a capital do Império Oriental Português e sede do cristianismo no oriente e era para lá a afluíam os produtos provenientes das feitorias portuguesas espalhadas pelo Orientes que seguiam primeiro para a Casa da Índia em Lisboa e depois para o mercado de Antuérpia, na Flandres. O comércio dos produtos orientais era um monopólio régio já que estava sob controlo directo da coroa.   Os portugueses no oriente eram uma minoria e por isso as autoridades promoveram a miscigenação e por meio dos Jesuítas tentaram converter os povos locais à fé cristã, missão que não foi fácil devido à forte implantação das religiões já existentes mas mesmo assim conseguiram criar algumas comunidades cristãs.   A Colonização Portuguesa do Brasil   Quando em 1500, os portugueses descobriram o Brasil, o território estava pouco povoado e pouco explorado. Era habitado por tribos civilizacionalmente atrasadas já que desconheciam o trabalho dos metais e viviam sobretudo da recolecção e eram politeístas. Os portugueses só conseguiam explorar aí um único produto, o pau-brasil. Por isso, manifestaram, inicialmente, pouco interesse pelo território. Por volta de 1530, franceses e espanhóis começam a instalar-se nalguns pontos da costa brasileira o que levou ao desenvolvimento de acções de defesa e às primeiras tentativas de colonização por parte dos portugueses.  
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