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A Saga Dos Einherjar

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A Saga Dos Einherjar - Prelúdio Vampiro Idade das Trevas
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  1 A Saga dos Einherjar A primeira lembrança que tenho são de chamas, eu vejo o hall de meu pai queimar e apesar de não lembrar de seu rosto, eu lembro de vê-lo lutar entre as chamas junto de seus homens. O fogo crepita e cresce cada vez mais e a luta pouco a pouco é decidida em razão dos atacantes, os homens de meu  pai caem um a um e então eu e meu irmão somos levados. Após horas desmaiado por conta da fumaça eu desperto com o choro de meu irmão, eu tinha apenas 3 anos na época e meu irmão apenas 2, saco a pequena faca que havia ganhado de um dos guerreiros de meu pai e tento atacar a figura que vejo segurando meu irmão, corto apenas parte de suas vestes e mal o firo quando o homem vira em minha direção e com um tapa me joga longe. Porém o rosto do homem é um conhecido ele era o seiðmann de meu pai seu conselheiro em relação aos assuntos místicos e não um dos invasores, ele havia tirado eu e meu irmão do fogo e nos levado a um lugar seguro, ele disse que eu deveria esquecer do nome de meu pai para que não ficássemos em perigo, mas que deveríamos nos lembrar do homem que o matou para vinga-lo quando chegasse a hora. E assim os anos se passaram, e eu e meu irmão crescemos sendo ensinados pelos assuntos dos deuses pelo seiðmann e treinando sempre para nos tornarmos mais fortes, lutávamos um com o outro constantemente com a perspectiva de nos superarmos cada vez mais. Enfim tínhamos 17 e 16 anos, éramos homens e estávamos prontos para nossa vingança, seguirmos para as terras que antes eram de nosso pai, mas o velho seiðmann não foi com agente pois afirmava que meu pai ainda tinha amigos que nos ajudariam e foi em busca de encontra-los. Meu irmão Huor e eu chegamos no fim da tarde as terras que antes eram de nosso pai e vimos ao longe um novo hall erguido no lugar onde ele havia queimado o antigo e então em um acordo silencioso concordamos em esperar. Nos movemos durante a noite e chegamos ao grande hall sem chamar atenção e ateamos fogo que se espalhou rapidamente os huskarl que haviam lá saíram correndo desesperados e em chamas e um a um caiam sob nossos ataques, até que o novo Jarl surgiu coberto em chamas carregando duas espadas e urrando de fúria, ele parecia não se importar com o fogo. Ele era o maior homem que já havíamos visto então ele correu em nossa direção com um encontrão que levou nós três ao chão e enquanto eu e Huor nos recompúnhamos o Jarl rolava no chão para apagar as chamas, com o barulho e a claridade do fogo todo o seu hirð veio em seu auxilio, ele se ergueu e seu corpo estava coberto de queimaduras, estávamos no chão e cercados parecia que era nosso fim e não teríamos nossa vingança quando ouvimos gritos de ataques e os homens começaram a morrer, eu e Huor nos  2 levantamos rapidamente e começamos a atacar os inimigos sem parar para ver quem viera em nosso auxilio, logo todos os inimigos estavam mortos, demos enterros dignos a todos exceto ao Jarl que foi enterrado sem sua cabeça. Nossos salvadores eram Sigurð Meneleusson e Hrafn Oðinson os antigos aliados de nosso pai que o velho seiðmann havia ido buscar. Por direito aquela terra era nossa, mas não tínhamos um hirð para protegê-la ou thralls para cultiva-la, por isso os dois Jarls que nos salvaram decidiram dividi-la entre si. Eles eram antigos aliados, porém haviam uma grande rivalidade entre os dois que motivou que ficassem lá até que tudo fosse organizado e dividido igualmente sem que nenhum enganasse o outro. Eles nos acolheram e nos ensinaram a combater, a navegar, a guerrear e tudo mais que um viking deveria saber. Eles não pareciam ligar para o tempo e tudo que faziam era a noite então o velho seiðmann nos contou que eles eram Einherjar como nas antigas lendas que ele havia nos contado eles eram os guerreiros de Oðin, os mortos escolhidos pelas Valquírias, por isso eram tão  poderosos. Sete anos se passaram, o velho seiðmann sucumbiu à velhice e nesse tempo os dois Einherjar nos ensinaram sobre sua condição e algumas histórias sobre os de seu tipo, e então tudo estava organizado e corretamente divido entre os dois e por isso eles deveriam voltar a seus halls, mas antes decidiram fazer uma última aposta. A mim e a Huor eles disseram que poderiam nos transformar em Einherjar, aceitamos e eu fui o primeiro os dois cortaram suas mãos e deixaram seu sangue escorrer e se misturar dentro de um chifre então juntos saltaram em meu pescoço, o morderam e beberam meu sangue até a última gota e então me alimentaram do sangue que havia no chifre, sei que o mesmo aconteceu com meu irmão embora não tenha assistido pois nesse momento via apenas a escuridão me cercar enquanto caia em um abismo, vi as brumas que cobrem Niflheim enquanto era arrastado para suas entranhas onde estava Helheim a casa dos mortos, cheguei a ver os incontáveis mortos que começavam a se amontoar em minha direção e quando tudo parecia estar acabado, eu vi um enorme corcel branco abrir caminho entre a horda de mortos, o cavalo parou alguns metros a minha frente e sua linda cavaleira desceu, ela carregava em uma mão uma lança e na outra uma espada. A valquíria caminhava e os mortos abriam passagem, um dos mortos tentando se provar saltou tentando atacar a guerreira que com um simples balançar de espada o cortou ao meio fazendo com que qualquer outro que pretendia fazer o mesmo desistisse, a valquíria andou até mim embainhou sua espada e estendeu sua mão com um sorriso, peguei sua mão e ela me guiou ao seu cavalo sem falar uma palavra, montou e esperou que eu fizesse o mesmo e então o cavalo relinchou e partiu trotando a valquíria guiava o seu cavalo que voava entre os reinos me levando de volta a Midgard onde acordei como um Einherjar  pouco antes de meu irmão.  3 Eles esperaram e nos testaram e por fim chegaram à conclusão que o sangue de Sigurð era mais forte em mim enquanto o de Hrafn era mais forte em meu irmão, mas por conta de como nossa transformação foi feita nós dois carregaríamos a maldição de ambos os clãs as quais eles pertenciam. Eu havia renascido como Hador Sigurðsson e meu irmão como Huor Hrafnson, e então nos separamos.  No hall de Sigurð ele continuou a me ensinar os caminhos dos vikings e sobre tudo os modos dos Einherjars e assim os anos foram se passando, voltei a encontrar Huor e Hrafn algumas vezes, em sua maioria em campos de batalhas como aliados, mas algumas vezes em reuniões convocadas pelo Rei chamadas de thing, onde os Jarls deveriam comparecer e tomar decisões juntos ao Rei para guiar os assuntos locais e então íamos com nossos senhores. Após 30 anos um novo Rei convocou um thing e depois de vários dias de discursão voltávamos para casa, as comitivas de Sigurð e Hrafn viajavam  juntas e eles contaram a mim e a Huor sobre a decisão do Rei de mandar novas incursões as ilhas  britânicas e então nos contaram toda a história de como a mais de cem anos um navio de pesca se  perdeu em uma tempestade e após quase dois anos os homens conseguiram voltar contando histórias de uma incrível terra imensa e extremamente fértil e então incursões exploratórias foram mandadas  para encontrar uma rota para esta terra. Várias destas incursões foram e durante muito tempo nenhuma retornou até que uma delas voltou com notícias de que as terras eram bem protegidas por ferozes guerreiros e magos, o atual Rei decidiu que não seriam mandadas novas incursões e muitos outros anos se passaram até que um novo Rei decidiu voltar com as invasões, como havia passado bastante tempo novamente foi necessário enviar mais incursões exploratórias para retraçar as rotas, mais tempo foi desperdiçado, mas dessa vez as rotas foram traçadas mais facilmente e os homens ao voltarem afirmavam que não havia bravos guerreiros naquelas terras como diziam as histórias e as terras estavam  prontas para serem tomadas. E assim drakkars foram preparadas e uma a uma enviadas consecutivamente, mas os anos se passaram e nenhuma delas voltou deixando todos sem respostas e sem saber que inimigos os esperavam, fazendo com que novamente as invasões fossem proibidas, até agora. As preparações foram iniciadas para o envio de novas incursões, e dentro de poucos meses as  primeiras drakkars partiram, mas nunca retornaram e os anos se passaram mais e mais drakkars foram enviadas e mesmo sem saber o fim que eles levaram o Rei estava decidido a tomar aquelas terras e então convocou Sigurð e Hrafn e acreditando que o problema era que nas terras haviam grandes guerreiros decretou que eles deveriam enviar uma grande força de invasão para garantir o sucesso e que eu e Huor deveríamos lidera-la. Assim começaram as preparações, novas drakkars começaram a ser construídas, maiores e mais resistentes e decidiram que iram treinar os melhores guerreiros  possíveis desde crianças para que fossem o mais eficiente possível. Então montaram um acampamento  4 no local do antigo hall de meu pai e lá começamos a treinar todos os que participariam da invasão, eram em sua maioria crianças, mas havia alguns mais velhos também. Neste meio tempo Huor e eu trocamos histórias e ensinamentos, pensando que iriamos precisar liderar os homens em batalha eu o ensinei como cativar e influenciar as pessoas através da disciplina presença enquanto ele me ensinou a transformar partes do meu corpo em formas de animais possibilitando enxergar no escuro e brigar mesmo sem armas usando garras. 20 anos se passaram e tínhamos agora o melhor exército já criado, Sigurð e Hrafn recrutaram alguns guerreiros mais experientes do que aqueles que haviam sido treinados ali para nos ajudar a comandar e então zarpamos. Quase quinhentos homens divididos em oito barcos deixaram a Escandinávia naquela noite, e  por meses velejamos através de dias calmos e das mais terríveis tempestades e depois de bastante tempo em uma noite clara avistamos a terra que buscávamos, os homens festejaram em preparação  para batalha e a empolgação tomou conta deles e quando menos esperávamos o mar se virou contra nós, as águas balançavam como em uma tempestade, mas não havia vento ou chuva, os navios se chocavam uns nos outros e então o primeiro afundou enquanto rasgava a lateral de outro, alguns homens gritavam que Jörmungandr queria nos devorar, outros que Njörðr nos amaldiçoara e por fim alguns que diziam que os dias do Ragnarök haviam chegado e Thor lutava tentando matar Jörmungandr seu inimigo. Mas eu sabia que não havia chegado a hora, pois quando Thor cavalgava os raios e os trovões o seguiam e a noite estava calma, havia algo diferente acontecendo ali, enquanto tentávamos conduzir os barcos um a um eles afundavam e os guerreiros que passaram anos para serem preparados morriam. E foi quando meu barco foi atingido por outro, assisti quando sua madeira se quebrou rasgando o barco e levando os homens que estavam sobre ela as profundezas e então saltei no mar, nadei contra as ondas em direção à praia e enquanto fazia isso vi um homem ferido se afogar em minha frente, o agarrei e levei a praia, ele sangrava de um corte e não iria sobreviver, então o alimentei com meu sangue e voltei ao mar e vi quando Huor chegava a praia carregando outro homem, consegui salvar mais um dos homens, mas por fim ao retornar a praia só pude assistir enquanto o ultimo navio era levado as profundezas sendo engolido pelo mar que devorava tudo como se tivesse vontade própria e tão repentinamente como tudo começou o mar voltou a se acalmar, então todos descobrimos porque as invasões haviam fracassado, não sabia como ou porque, mas o próprio mar protegia aquelas terras. Eu e Huor passamos aquele dia enterrados na praia e na noite seguinte reagrupamos todos os sobreviventes, além de mim e meu irmão haviam mais quatro sobreviventes contando com o homem ferido, que com o auxílio de meu sangue já estava melhor. Entre os sobreviventes estava Flóki Vilgerðarson, o outro homem que eu tinha tirado do mar, ele era um conhecedor de guerras e excelente estrategista além de um trapaceiro neurótico com uma personalidade desequilibrada que havia sido

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Dec 13, 2018
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