Leadership & Management

A TECNOLOGIA, O NOVO PERFIL DOS ALUNOS E O CONFLITO GERACIONAL: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA ATUAL AZEVEDO,

Description
A TECNOLOGIA, O NOVO PERFIL DOS ALUNOS E O CONFLITO GERACIONAL: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA ATUAL AZEVEDO, Samara Moço Pedagoga pelo Programa de Graduação da UENF Coordenadora Pedagógica do Instituto Brasil
Published
of 14
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
A TECNOLOGIA, O NOVO PERFIL DOS ALUNOS E O CONFLITO GERACIONAL: OS DESAFIOS DA DOCÊNCIA ATUAL AZEVEDO, Samara Moço Pedagoga pelo Programa de Graduação da UENF Coordenadora Pedagógica do Instituto Brasil Multicultural - IBRAMEP SILVA, Camille Auatt da Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem da UENF 442 ANDRÉ, Bianka Pires Doutora em Educação pela Universidade de Barcelona Professora da Universidade Estadual do Norte Fluminense UENF RESUMO O presente trabalho irá tratar a questão dos desafios da docência na contemporaneidade, tendo em vista as influências do avanço das tecnologias e o cruzamento de gerações, bem como o relacionamento das mesmas dentro da instituição de ensino, o que por vezes acarreta em conflitos de gerações onde professor e aluno têm suas relações enfraquecidas e estremecidas, inviabilizando ou prejudicando o processo de ensino e aprendizagem. Por meio de um levantamento bibliográfico, será pontuado as características de cada geração, dando ênfase a Geração Z, discutindo sobre a crescente mudança do perfil do alunado e as dificuldades de adaptação enfrentadas pela escola e a fragilidade dessa instituição diante o atendimento das demandas do seu público. Nesse sentido, os profissionais da educação encontram-se atualmente perante diversos desafios diários e talvez o maior deles seja lidar com as constantes transformações que têm envolvido os atores sociais que, consequentemente, vêm modificando comportamentos e ações que antes não existiam ou pouco se presenciavam no espaço escolar. Palavras-chave: Tecnologia. Conflito Geracional. Educação. ABSTRACT This paper is aimed to show the issues of the contemporary teaching, in view of the influences of the technological advancement and the crossing generations, as well as their relationship at school, which for so many times creates a conflict between generations where the teacher and the student have heir relations weakened, turning the teaching and learning process into an infeasible situation or making it more difficult. By means of a bibliographic research, the features of each generation will be pointed, giving emphasis to the Generation Z, debating about the increasing profile changing of the students and the difficulties of adaptations faced by the school and the fragility of this institution with the needs of its public. In this sense, the educational professionals find themselves currently facing several daily challenges and maybe the greatest of all is to deal with the constants transformations that have been involving the social actors that, consequently, are modifying the behaviors and actions that once before did not exist or were unusual ant the educational space. Key-words: Technology. Clash of Generations. Education. INTRODUÇÃO Pode-se dizer que a mudança é inerente ao homem. Dessa forma, conforme os anos vão passando, novas descobertas são feitas e estas refletem diretamente na sociedade. Cada época tem sua população com características específicas (pensamentos, hábitos e costumes) que variam de acordo com o período do nascimento dos indivíduos bem como as experiências que estes compartilham, o que resulta em uma sociedade multigeracional, composta desde baby boomers a geração Z. 443 Essa mudança ao longo do tempo é sinônimo de evolução, o que é algo positivo. E nesse sentido, a tecnologia pode ser considerada como grande responsável por essas mudanças sociais. Considerando que a sociedade está cada vez mais tecnológica e que a escola é o espaço onde a sociedade é representada, os profissionais da educação devem se conscientizar da necessidade de incluir nos currículos escolares as habilidades e competências para lidar com as novas tecnologias, transformando-a em instrumento que propicie e contribua para a aprendizagem. Entretanto, não é isso que tem ocorrido na realidade. É possível dizer que há um descompasso entre a instituição e a sociedade, pois se as transformações em várias esferas ocorrem de maneira rápida, no âmbito educacional estas caminham ainda a passos lentos, acarretando conflitos que deveriam ser superados para que a escola retome o lugar de prestígio anteriormente ocupado, sendo um local de diálogo, de formação de opinião e interessante de se frequentar. Vale ressaltar que devido ao grande fluxo de pessoas, é inevitável que os conflitos a- conteçam, principalmente no espaço escolar que é o local onde essas gerações se encontram mais frequentemente. Contudo, faz-se necessário pesquisar sobre essa inércia e resistência educacional frente a tantas mudanças. Sendo assim, a partir de uma revisão bibliográfica propõe-se discutir sobre os desafios e conflitos que surgem devido a presença de um novo perfil de alunos nas salas de aula, bem como de que maneira a tecnologia tem impactado as questões e relações educacionais. 1. A SOCIEDADE GLOBAL TECNOLÓGICA NA ESCOLA DEFASADA/SECULAR O mundo global tem passado por grandes transformações. A sociedade de uma forma geral vem mudando e junto a isso se modifica tudo aquilo que dela faz parte. As mudanças cada vez mais têm ocorrido em grande velocidade o que, por vezes, acarreta consequências para os que não conseguem acompanhar o seu ritmo, seja indivíduo e/ou instituição, ficando defasado(s) da realidade que está sempre em (re) construção. 444 A sociedade como um todo é passível às transformações, ou seja, nenhuma sociedade fica estática diante do tempo... (SOUZA; GOMES, 2008, p. 51) e é por esse motivo que faz-se necessário que todos as acompanhem, principalmente os indivíduos, pois estes são os atores fundamentais para o desenvolvimento de uma comunidade. Ainda de acordo com Souza e Gomes (2008) As pessoas não estão desvinculadas das mudanças que ocorrem, e mesmo que a elas tenham resistência, delas fatalmente precisarão para construir seu conhecimento e não correr o risco de uma alienação completa e irreversível, haja vista a velocidade com que tudo acontece no mundo da comunicação. (SOUZA; GOMES, 2008, p.51) Sendo assim, é imprescindível se adequar ou ao menos conhecer as mudanças que estão ocorrendo. Entretanto, existe uma instituição de extrema importância social que encontra-se praticamente estática, mesmo que inserida nesse contexto de transformações: a escola. Os avanços na área educacional ainda são pequenos em muitos aspectos tendo em vista a velocidade em que as mutações vêm ocorrendo no todo. Em decorrência de todas as mudanças sociais dos últimos anos, a escola vem passando por grandes conflitos. Esses conflitos começam a tomar força após o processo de democratização do ensino, em que as inúmeras transformações sociais acabam por refletir na mudança do perfil dos alunos e, nesse momento, a escola se vê perante um público de uma realidade diferente da que ela costumava atender. Considerando a escola como principal instituição que possibilita o desenvolvimento social, a inércia em suas metodologias e estrutura (seja física ou organizacional) não se enquadram à sua função social. Não cabe mais nesse contexto uma instituição meramente conteudista em que o foco está na quantidade de conteúdos que tem que ser dado. Pois, a partir do momento em que há uma evolução tecnológica, científica e até mesmo cultural, é importante que todos e tudo ao redor se alinhem a esse novo contexto que se (re) cria. Nesse sentido, Coelho (2008) defende que: É esse o tempo de mutação que nos desafia a colaborarmos com as mudanças ou a resistirmos a elas. Desafio difícil de ser enfrentado, principalmente por aqueles que, direta ou indiretamente, estão ligados à Educação e à necessária reformulação dos processos de Ensino em crise (COELHO, 2008, p. 76). Talvez a resistência às mudanças por parte de muitos profissionais da educação seja o principal motivo para a desvalorização dessa instituição tão prestigiada nos séculos passados. É preciso compreender que os tempos são outros, não há espaço para saudosismo. O que dava certo no passado por vezes não funciona no presente pelo simples motivo do público ser outro. Estamos diante de uma nova geração que possui necessidades, anseios, pensamentos e ideais diferentes dos de anos atrás. Em um contexto de mutação, veloz e imediatista é preciso criar e recriar, inventar e se reinventar para atender as demandas sociais de maneira eficaz. De acordo com Lévy (1999), 445 (...) o essencial se encontra em um novo estilo de pedagogia, que favorece ao mesmo tempo as aprendizagens personalizadas e a aprendizagem coletiva em rede. Nesse contexto, o professor é incentivado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos. (LÉVY, 1999, p. 160) Levando em consideração o pensamento de Lévy (1999), pode-se afirmar que no processo de ensino existem dois protagonistas que não podem ser pensados separadamente: o aluno e o professor. O professor por muito tempo foi a figura central no processo de ensino e aprendizagem, o único detentor do saber. Mas ao longo da história, o aluno ganhou o seu espaço e o professor tornou-se o responsável por conduzi-lo em suas descobertas. Essa mudança na relação professor-aluno e vice-versa, começa a tomar mais força a partir do avanço tecnológico, uma vez que o conhecimento deixa de estar fixo em um determinado lugar e passa a ser acessível a todos e em diferentes meios. A escola apesar de ser considerada moderna, ainda não é um modelo isento de problemas educacionais, pois apesar das transformações já ocorridas, ainda há uma grande lacuna entre a escola e a sociedade. Ainda encontra-se nesse modelo vigente, traços da escola tradicional que deforma e distancia a instituição de ensino da realidade social. 2. ENTENDENDO AS GERAÇÕES: DOS BABY BOOMERS À GERAÇÃO Z As mudanças mundiais no cenário econômico influenciam diretamente a política e principalmente o modo de viver e de se relacionar das pessoas, definindo uma geração. Para Ferreira (1999) o termo geração pode ser definido como conjunto de indivíduos nascidos pela mesma época (FERREIRA, 1999 apud MELO; SOUZA, 2012, p. 52). Já para Bortolazzo (2012) o termo geração tem sido nomeado como o período de sucessão entre descendentes em linha reta (pais, filhos, netos) (BORTOLAZZO, 2012 apud ROCHA; MATOS, 2014, p. 200). Entretanto, mais que o ano de nascimento ou a sucessão familiar, uma geração é fortemente identificada pela realidade e experiências compartilhadas que resultam em características e, sobretudo, ideias, valores e modo de pensar semelhantes. Talvez influenciado pela tecnologia, a mudança de gerações atualmente vem sendo identificadas em um período médio de 10 anos, diferente dos 25 anos observados no passado (BARTOLAZZO, 2012 apud ROCHA; MATOS, 2014). 446 Sendo assim, de acordo com a literatura existem quatro gerações: os baby boomers, a geração X, a geração Y e a geração Z. Cada qual marcada com características semelhantes, mas não deixando de haver troca entre as mesmas, sendo possível que alguém que, teoricamente, pertence a geração dos baby boomers, adquira características observadas na geração Y e vice-versa. 2.1 Geração Baby Boomers e Geração X O fim da Segunda Guerra Mundial marcou o início da geração baby boomers, foi uma explosão de bebês. De acordo com Bortolazzo (2012) Ao final da Segunda Guerra Mundial ( ), o mundo presenciava o nascimento de uma geração: os chamados Baby Boomers. Nos Estados Unidos, por exemplo, a volta dos soldados para as famílias fez com que houvesse um aumento no número de mulheres grávidas, e diante deste fato, teria surgido o termo boom, que em inglês significa, entre outras coisas, aumento rápido ou crescimento súbito. (BORTOLAZZO, 2012 apud ROCHA; MATOS, 2014, p. 200) No Brasil, a nomenclatura utilizada ficou a mesma. Nascidos entre 1946 e 1964, atualmente com 51 a 69 anos, os pertencentes a esta geração tinham na reconstrução do mundo e no trabalho duas de suas principais referências. O emprego, sua manutenção e sua aposentadoria eram os principais marcos que definiam a construção de sua vida individual (NETO; FRANCO, 2010, p.13). Com um espírito revolucionário, viveram as alterações nos padrões da sociedade, com liberdade sexual, movimentos pelos direitos civis, protestos e subversões. Segundo Oliveira (2010) A Geração Baby Boomers aprendeu muito cedo a respeitar os valores familiares e a disciplina nos estudos e no trabalho, nenhum jovem jamais deveria contestar qualquer autoridade estabelecida, contestar significava, sempre, receber duras punições dos pais e dos chefes. (OLIVEIRA, 2010 apud MELO; SOUZA, 2012, p.54), 447 Respeitadores, trabalhadores e preocupados com o futuro, nota-se uma geração com características fortes e valorizadas até hoje na sociedade. A tecnologia experimentada por eles na época foi o surgimento da televisão, meio de entretenimento e comunicação em massa que tinha seu acesso controlado pelos pais ou responsáveis. Intitulados também de geração da crise e influenciados pelos veículos de massa, os nascidos entre os anos de 1960 a 1980 são conhecidos como a Geração X ou os filhos dos baby boomers. De acordo com Neto e Franco (2010) essa geração (...) não conseguiu libertar-se completamente da noção de trabalho/emprego que herdou dos pais, mas foi profundamente influenciada pelas lutas por liberdade, reconhecimento das minorias, paz e independência do dinheiro, o que, sem dúvidas, gerou tensões e angústias permanentes. (NETO; FRANCO, 2010, p. 13) Os nascidos nessa época no Brasil enfrentaram o período da ditadura militar, presenciaram o início da globalização e o fortalecimento do capitalismo. Movidas pela busca da independência financeira e realização profissional, as mulheres dessa geração conseguiram entrar no mercado de trabalho e com os homens menos machistas, marido e mulher puderam crescer financeiramente mais rápido (PEREIRA; BLANES, 2014). Fazendo uso das palavras de Robbins (2004), Fagundes (2011) sintetiza que essa geração (...) teve sua vida moldada pela globalização, pela carreira profissional do pai e da mãe, pela MTV, pela AIDS e pelos computadores (ROBBINS, 2004 apud FAGUNDES, 2011, p.39). Atualmente com 35 até 55 anos, observa-se um princípio de liberdade, influência e contato com a tecnologia que essa geração teve, apesar dos computadores serem em pouca quantidade e apenas uma minoria, principalmente pertencente à academia, ter acesso. 2.2 Geração Y e Geração Z A geração Y é a primeira a ter contato direto com o mundo tecnológico. Os nascidos entre 1979 e 1992 têm características bem diferentes das gerações anteriores, provavelmente pela influência da globalização e tecnologia. Esta geração é considerada como Nativos Digitais, pois já nasceram envoltos nesse mundo novo e confirmando esse vínculo existente entre os pertencentes a Geração Y e as inovações tecnológicas, Bortolazzo (2012) diz que [...] Celulares e computadores representavam os símbolos dessa geração. Voltados para si, para o prazer, para a satisfação, eles são imediatistas, precipitados e, de certa forma, impulsivos. (BORTOLAZZO, 2012 apud ROCHA; MATOS, 2014, p. 201). 448 Altamente consumistas, a Geração Y, segundo Neto e Franco (2010) Na concepção de Pereira e Blanes (2014) (...) é composta de indivíduos movidos pela preocupação com o sucesso profissional, nem sempre no mesmo emprego ou empresa, de tal forma que este lhes garanta a possibilidade de consumir o que o mundo da indústria tem a o- ferecer. (NETO; FRANCO, 2010, p.13) A geração Y também conhecida como geração do milênio ou geração da internet aprecia e busca no ambiente de trabalho mudanças diárias, não apostam em trabalhos rotineiros, estão em busca de inovação profissional. São a primeira geração que trabalham em casa por computador ou dispositivo móvel como celular, por exemplo, que para as gerações antecessoras a finalidade era apenas receber e fazer ligações. (PEREIRA; BLANES, 2014, p.14) Portanto, diferente dos baby boomers, a permanência no emprego está diretamente ligada com o que este proporciona, principalmente no que diz respeito ao salário. Se as condições oferecidas e vivenciadas não estiverem de acordo com o esperado, a tendência é ir à busca por algo melhor, que satisfaça hoje e não daqui 30 anos. Pode-se dizer que a Geração Y é mais destemida, o que nem sempre é bom. Se por um lado eles são ágeis, utilizam a tecnologia para seu crescimento pessoal e profissional e estão sempre em busca de novas informações e desafios, por serem muito autônomos, em situações onde é preciso obedecer a uma hierarquia a dificuldade se faz presente. O mesmo acontece na troca de experiências, acostumados com grupos de semelhantes, a troca com alguém desconhecido não é algo natural. E talvez o mais marcante dessa geração seja a impaciência. Acostumados com um mundo virtual tão rápido, onde tudo está a um clique, o ritmo da realidade se torna muito lento para eles. (OLIVEIRA, 2010, apud PEREIRA; BLANES, 2014, p.22) Os sucessores, por sua vez, já têm em sua titulação o indicativo do quão ativos eles são. A Geração Z, a Geração Zap ou a Geração Homo Zappiens são chamados assim por sua vida ser um zapping constante. Se a Geração Y é conectada, a Geração Z é superconectada. De acordo com Neto e Franco (2010) 449 Os indivíduos a ela pertencentes, mais do que a anterior, são aqueles do mundo virtual: internet, videogames, baixar filmes e músicas da internet, redes sociais, etc. A tendência é que estejam com o fone nos ouvidos a todo instante, ao mesmo tempo em que estão realizando outras atividades e assistindo TV. (NETO; FRANCO, 2010, p.14) O contato constante com o mundo virtual também faz com que essa geração esteja em contato com um volume muito grande de informações a todo o momento, podendo apresentar dificuldade em realizar uma seleção das mesmas. Nascidos a partir de 1993, alguns não têm idade o suficiente para entrar no mercado de trabalho ainda, mas o que eles representam para esse setor da sociedade é um sinal de alerta, pois o perfil deles não se encaixa no mercado de hoje, assim como não tem se encaixado com modelo educacional tradicional presente em muitas escolas. Sobre a presença dessa geração no sistema educacional, Bortolazzo diz que Essa nova leva de jovens chama a atenção dos educadores no século XXI já que estão prestes a ingressar nas universidades e vem demonstrando um comportamento distinto das outras gerações no que diz respeito às formas de aprendizagem e aos modos de circulação do conhecimento (BORTOLAZZO, 2012 apud ROCHA; MATOS, 2014, p. 202). Também sobre esse assunto, os autores Veen e Vrakking (2006) afirmam que A nova geração, que aprendeu a lidar com novas tecnologias, está ingressando em nosso sistema educacional. Essa geração, que chamamos geração Homo Zappiens, cresceu usando múltiplos recursos tecnológicos desde a infância: o controle remoto da televisão, o mouse do computador, o minidisc e, mais recentemente, o telefone celular, o ipod e o aparelho de mp3. Esses recursos permitiram às crianças de hoje ter controle sobre o fluxo de informações, lidar com informações descontinuadas e com a sobrecarga de informações, mesclar comunidades virtuais e reais, comunicarem-se e colaborarem em rede, de a- cordo com as suas necessidades. (VEEN; VRAKKING, 2006 apud ROCHA; MATOS, 2014, p. 202). Fazendo uma relação entre as características observadas e o que se sabe sobre a escola atual, não é difícil concluir que há um descompasso. Se a Geração Z são os alunos que estão na escola nos dias atuais e os profissionais, em sua maioria, que atuam com eles normalmente pertencem à Geração Baby Boomers ou Geração X, muito provavelmente as expectativas desses alunos, bem como dos professores, não estão sendo atendidas e, consequentemente, a escola não tem realizado sua função social A TECNOLOGIA COMO TERCEIRO ELEMENTO NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO Atualmente a tecnologia tem aparecido como um terceiro elemento na relação professor-aluno, pois a nova geração (geração Z) está cada vez mais conectada. A questão é que se pensarmos que só o aluno, na maioria das vezes, é quem acompanha os processos evol
Search
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks