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A coletividade do século XX, que constrói sua identidade na base da imagem ao invés da palavra, é, ao menos potencialmente, uma verdadeira comunidade internacional, como bem sabiam os produtores e distribuidores dos primeiros filmes mudos. Essaé a vantagem política do cinema como prótese de cognição. Mas sé esta coletividade é de conformismo e não de consenso, se a uniformidade substitui a universalidade, abre-se a porta para a tirania. Se as verdades são universais porque são experimentadas em
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  AcoletividadedoséculoXX queconstróisuaidentidadenabasedaimagemaoinvésdapalavra é aomenospotencialmente umaverdadeiracomunidadeinternacional comobemsabiamosprodutoresedistribuidoresdosprimeirosfilmesmudos.Essaéavantagempolíticadocinemacomoprótesedecognição.Masséestacoletividadeédeconformismoenãodeconsenso seauniformidadesubstituiauniversalidade abre-seaportaparaatirania.Seas verdades sãouniversaisporquesãoexperimentadasemcomurnmaisquepercebidasemcomumporquesãouniversais entãoaprótesecinemáticasetornaumórgãodepoder eacogniçãosetornadoutrinamento.Quandoaaudiênciademassatemumasensaçãodeidentidadeimediatacomateladocinema eaprópriapercepçãosetornaconsenso desapareceoespaçoparaodebatecrítico intersubjetivo eadiscussão. ISBN978 85 63 3 3 1111 111111111111111111111111 9788563 3 3 I t P RI\HE~SI cor .H,:Ãt I IJ.IN,I,A1l  1; A teladocinema C0l110 pã.. ótesedepercepção SusanBuck Morss   ulturaeBarbárie  SusanBuck-Morss  tel docinem comoprótesedepercepção PARRHESIA (XOlB j\ODEENSAlOSlI l fl 1OlU , ulturaeBarbárie Desterro,2009  TÍtuloOriginal TheCinemaScreenasProsthesisofPerception:ahistoricalaccount Tradutora AnaLuizaAndrade ConselhoEditorial AlexandreNodari,DiegoCervelin,FláviaCera,LeonardoD ÁviladeOliveira,RodrigoLopesdeBarrosOliveira B922tBuck-Morss,Susan Ateladocinemacomoprótesedepercepção/SusanBuck Morss; [tradutoraAnaLuÍzaAndrade].-Desterro[Florianópolis]:CulturaeBarbárie,2009.42p.-(pARRHESIA,ColeçãodeEnsaios) Traduçãode:TheCinemaScreenasProsthesisafPerception:ahistoricalaccount IncluibibliografiaISBN:978-85-63003-00-3 1 Cinema Filosofia 2 Cinema Históriaecrítica 3 Filosofia modernaocidental.4.Percepção.LTítulo.CDU:791.43.01Catalogaçãonapublicaçãopor:OnéliaSilvaGuimarãesCRB-14j071 EditoraCulturaeBarbárie R.JoséJoãoMartendal,nO145   304 Carvoeira-88040-420FlorianopolisjSCTel:(48)99605336editora@culturaebarbarie.orgwww.culturaebarbarie.org Atarefaqueestoutentandocumprir é sobretudojazervocêver D.WGriffithEM1907,EOMUNDHUSSERLapresentouumasériedepalestrasemGi)ttinginsobre AIdéiadaFenomenologia .2Escritasnointermédioentreseusprimeirostrabalhosdepeso, LogischeUntersushungen (1901)e ldeen ([912),estaspalestrascurtasexplicamumprojetofilosóficodestinadoasetornarumadasescolasmaisinfluentesdoséculoXX.   1 D.W.Griffith,emumaentrevistade1913,citadoemKracauer,Siegfried. TheoryafFilm:RedemptionofPhysicalReaZity NovaIorque:OxfordUniversityPress,1960.p.41. 2 Husserl,Edmund. TheIdeaofPhenomenology Haia:MartinusNijhoff,1964[Ediçãoportuguesa: AidéiadafenomenoZogia TraduçãodeArturMorão.Lisboa:Edições70,1989]. AinfluênciadeI-IusserlemI-Ieideggerfoidiretaedefinitiva;suafilosofiapreocupoupensadorescontinentaistãodiferentesquantoAdornoeDerrida,HabermaseLévinas,GadamereSartre.Omovi-    SUSANBUCKMoRSS A TELADOCINEMACOMOPRÓTESEDEPERCEPÇÃO 7 o queestavaemjogonoprojetoeraevidenciarummétododecogniçãoque,enquantomantivesseaanálise imanente aosconteúdosdaconsciência,aindapodiachegaraumconhecimento absoluto e univcrsal .Husserlqueriaque víssemos oquecraessencialnomundodaexperiênciadentrodoatodepercepção  Wáhrnemuni)   o pensamento-ato emsuaforma pura .Pensamentossempreforam pensamentossobrealgumacoisa ,masseusconteúdospodiamservistos,eleinsistia,comodados-em-si,semrecursoaosobjetosdomundonatural, láfora osobjetos transcendentes deDescartes).Suaproblemáticaaindaeramuitokantiana;suaquestãoepistemológicaficavadentrodalongaeproblemáticatradiçãodoidealismoburguês.Maséasuapreocupaçãocomoolhofilosófico,suatentativaesforçadade inspecionar atosmentaisatéquesuasessênciaspudessemserpuramente,intuitivamente vistas comoabsolutasenãocontingentes,oquemarcaseuprojetocomumadiferençadefinitiva.Arepetidametáforadavisão,noseuensaiode 1907, étãoimpressionanteemsuapresençaquantoopacaemsuahabilidadeparacomunicaraintençãodeHusserl.Eleexc- mentodafenomenologiaestáatualmenteinstitucionalizadoanívelglobal.SobaliderançadeN.Matroschilova,InstitutodeFilosofia,Moscou,temumaforteevitalramificaçãodentrodaantigaUniãoSoviética. cutaumasériedeoperaçõesfilosóficasbizarrassobreosatosdepercepção-asfamosas reduções fenomenológicas-que,peloprincípiode epochc ,ou parentético ,tentamalcançarosobjetos puros ou reduzidos quepodemser vistos absolutamente,emseu imediatodarse .Aprimeiraoperação,achamada reduçãoapodítica ,colocaentreparêntesistantoosobjetosmateriaisdoatomentalquantoosujeitopsicológicoqueospensa outema intenção )poresseato ecomissoeliminaa atitudenatural daciência).Atravésdasegundaoperação,a reduçãoeidética ,oobjeto-pensamentoreduzidoéelepróprioexaminadofenomenologicamente,4para ver asessênciasuniversaisdequeéconstituído.Umenormerigorfilosóficoestáenvolvidonessesprocedimentos.OleitordotextodeHusserlhoje,comoaquelequeouviaassuaspalestrasentão,precisafazerumenormeesforçointelectual,lutandodiligentementepara ver comograndefilósofoestesfenômenos maravilhosamente reduzidos,parateruma intuiçãopura dotipodescritoporsuaspalavras.Elenosdizqueéparasercomparada à  visão intelectual descritapelos místicos.5 E,noentanto,nãoéomisticismomedievalquenosdá   Apercepçãoestá,porassimdizer,diantedosmeusolhoscomoumdadoactual Husserl, TheIdeaofPhenomenology, 1964,p.24[55J). 5 1bidem,p.50[92].
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