Documents

A Teoria Do Romance

Description
114 Resenha Georg Lukacs. A teo ria do romance: um ensaio hist6rico-filos6fico sobre as formas da grande epica. Traducao Jose Marcos Mariani de Macedo. Sao Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2000. Colecao Espirito Critico ser. 1. 256 paginas. Sandra S. F. Erickson» I. GeorgLukacs(1885-1971)foiumdosmaiorespensadoresdaEuropa Oriental do seculo XX, tendo desenvolvido abordagens decisivas na filosofia polftica, estetica, crftica literaria, sociologia e metafisica, durante uma longa e produtiva carreira.
Categories
Published
of 11
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  114 Resenha GeorgLukacs. Ateoriadoromance:umensaiohist6rico-filos6ficosobreasformasdagrandeepica. TraducaoJoseMarcosMarianideMacedo.SaoPaulo:DuasCidades;Ed.34,2000.ColecaoEspiritoCriticoser.1.256paginas. Sandra S. F. Erickson» I. GeorgLukacs(1885-1971)foiumdosmaiorespensadoresdaEuropaOrientaldoseculoXX,tendodesenvolvidoabordagensdecisivasnafilosofiapolftica,estetica,crfticaliteraria,sociologiaemetafisica,duranteumalongaeprodutivacarreira.A teoriadoromance (daquiemdianteTR)foiescritaem1914-15epublicadaemformadeperi6dicoem1916enaformadelivroem1920,representandoaobraprimadeumadasfasesiniciaisdeseudesenvolvimentointelectual.Aprimeiratraducaopara 0 portuguesdePortugalfoiumatraducaonaomuitofelizdofrancesfeitaporAlfredoMargarido(Lisboa:Presenca,[1965]). 0 textoeincoerenteemmuitaspartes,poisficaramomissasfrasesinteiraseaordemdealgumasfoialterada.Aescolhavocabulartamberneproblematica,poisvocabulosmais light forampreferidos,eadensidade,profundidadee 0 pr6prioestilodeLukacsficaramcomprometidos.Poressarazao,muitosestudiososquenaopodiamler 0 autornooriginal,recorriamastraducoesinglesaefrancesa:AnnaBostock, TheTheoryoftheNovel (London:Merlin,1971);JeanClairevoye, Latheorieduroman (Genebra:Gonthier,1963).AgoraJoseMarcosMarianideMacedofezumatraducaopara 0 nossoportuguesmais profissional ,devolvendoa gordura originaldasreflexoesdeLukacssobre 0 romance.Anovaedicaopossuiurn Posfacio (versaomodificadadeumatesedemestradoemLetrasnaUSPdotradutor), Bibliografia e IndiceOnomastico eurnresumobiografico, Sobre 0 autor ,comumalistadeescritossobreLukacsemoutraslinguaseemportuguesquepodeservirdeurnprimeiroguiaparaalguernnaofamiliarizadocom 0 autor. o Posfacioeinteressanteeajuda.jaqueexisterelativamentepoucaliteraturasecundariasobre 0 assunto,masdeixadeladoumadas * B.A.,Filosofia,WesternCarolinaUniversity(1988);M.A.,EnglishLiterature,TexasA&MUniversity(1990);Doutorado,LiteraturaBrasileira,UFPB(2001).PrincfpiosUFRNNatalv.8n.9 p. 114 -123jan.ljun.2oo1  115 melhoresqualidadesdateoriadeLukacs,asaber,suaanalisedetalhadaeiluminadoradascaracterfsticaspr6priasdosgenerosliterariostratadosporele.Assim,emboraanovatraducao,enriquecidacomnotas,sejarazoavel,paraquemnao Ie oalemao,aindaepreferfvelainglesa,quedeixatransparecermuitomais 0 lirismo,provavelmenteintencional,doestilodoautor.Naversaorecentedoportugues,apalavrapara conto (shortstory, p.51)foitraduzida,semque 0 originalfosseapresentado,injustificadamentecomo novela (p.49),generosquesaomuitodiferentes.Outradiferencaimportanteeatraducaodotermo integratedcivilisation (civilizacaointegrada)por culturasfechadas .Lukacsdesenvolvecuidadosamente 0 conceitodeepicacomournprodutodaintegracaodoindivfduonacomunidade,demodoquenaoexistiaumaseparacaoentresuaspossfveisaventuraseahist6riadacomunidade(enessesentidoqueeleemprega 0 termototalidade).Assim, 0 indivfduo ficcional naoestavaainda(comoestaranoromance)separadodesuacomunidade.Esseconceitodeindivfduoeculturaintegradaparece-nosdiferentede fechado .Porisso,ascitacoesutilizadasaquisaotraducoesdoinglesdoautordaresenha.A TR e,juntocoma Historiaeconscienciadeclasse, urndosmaiscitadosdosescritosdeLukacs.Disse-secitadosporqueemborasepossacontestar 0 lugardoautornobanquetedasfalasdosfil6sofos,elefoi,semduvida,asseguradoentreoste6ricosdacriticaliteraria.Todavia,parasecompreenderasteorizacoesdeLukacs e necessariouma iniciacao nadasuperficial a filosofia,assim,emboraeletenhainfluenciadoachamadaEscoladeFrankfurt,especialmenteWalterBenjamimeTheodorAdorno, e muitocitadoepoucolido.Forjadanas profundezasdoagon poeticodeLukacscom 0 NascimentodaTragedia, de F. Nietzsche, TR e urnlivro(eumateoria)sofisticado,intriganteeinstigante.0autornaointerte 0 leitorcomilusoessimb6licasdepolaridadesmetaffsicas.Eletentaexplicar 0 que,paral.ukacse 0 dilemaessencialdohomem,asaber, comoaessenciasetornaexistencia e comoaexistenciasetornaessencia semoferecernenhumalivioouconsolacaoouabstracaoparaaquiloquesabemosser 0 nossodestino,amorte, oblivion. Eletarnbemsuperaaqueleressentimentom6rbidodoanticristianismonietzscheanoque,decertaformaimpediuNietzsche,senaodeapreciar,pelomenosdeanalisaraesteticacristacommaisobjetividadeemenoshisterismo.Issonao e ditonointuitodediminuir 0 NascimentodaTragedia, masdecontextualizara TR, jaqueambossaoigualmenteimprescindiveisparasecompreenderosgenerosliterariosdequetratam.PassamosaoquedizLukacs. PrincfpiosUFRNNatal V.S n.9 p. 114-123jan.ljun.2001  116 II. NoPrefaciode1962,Lukacscaracterizaestafasecomoumaidentificacaocomaescolaneo-kantianadecienciasintelectuais,mastambemcomumaproblematicaesteticaoriginadanopensamentodeG.Hegel(1770-1831).Emoutraspalavras,eleadotouumaorientacaoneo-kantiana,buscandoumadefinicaodogenerodoromanceemtermosdesuaestruturaefundacoesconstitutivasdahist6riatranscendentaldaconscienciaberncomo,emcomparacaoecontrastecomoutrosgenerosafins,particularmenteaepicaeatragedia.Mas,apartirdeconsideracoeshegelianas,eletentousituartaldefinicaonocontextohistorico-conceitual,Daperspectivamarxiana,eatestalinista,queeleadotouquarentaanosdepois,elejulga 0 kantianismodolivrodemasiadamenteesquernaticoeohegelianismodemasiadoabstratoparaurntratamentoadequadodotema.Todavia,Lukacsadmiteque 0 autorda TR tinhaalgumasintuicoeseanalisesinspiradasquejustificam 0 graudeadmiracaoeinfluenciasuscitadopelolivro.Lukacsoferececomentariosinteressantesevaliosossobrevariesgenerosesubgenerosliterarios(novela,conto,romancedecavalaria,comedia,balada,poesia),masrestringiremosadiscussaoaquiassuasdefinicoesdeepica,tragediaeromance. III. Antesdequalquercoisa,eprecisodizerque 0 projetodeLukacsem TR ebaseadonapremissadequeesteticanaoemais,nemmenosdoquemetafisica(38)e,poristoepossivel,enofinal,necessario,umadescricaofilos6ficadosgenerosliterarios,Atesemaissaliente,senaoprincipal,de TR eacontinuidadegenericaentreaepicae 0 romance.Lukacstrata 0 romanceeaepicacomoespecieshistoricasdogenerodeliteraturaepopeica,econtrastaestegenerocomatragedia.AcategoriamaiselevadaimplicitanadistincaodeLukacsealiteraturaseriaocidental. 0 significadodeserio,nestecontexto,eodequealiteraturatratadequestoesontologicas,doserenquantoessencia(easvezesforma)edavidaenquantoexistencia(nosentidokierkegaardiano,fontequeLukacsadmitenoPrefacio, 18).0 significadodeocidental,tambernnomesmocontexto,e 0 dequeLukacsestadescrevendomudancasna psicologiatranscendental natradicaoculturaldoOeste.AdefinicaoparticularderomancedeLukacseabstraidadasdefinicoestradicionaisdestesgenerosatravesdeurnraciociniofilos6ficourntantoquantointrincado.Porisso, e convenienteapresentarprimeirodefinicoesconvencionalmentedestesgeneros,paradepoisanalisarmosacontribuicaoespecificadeLukacs. Principios UFRN Natal v.8 n.9 p.114-123 jan.ljun.200l  116 II. NoPrefaciode1962,Lukacscaracterizaestafasecomoumaidentificacaocomaescolaneo-kantianadecienciasintelectuais,mastambemcomumaproblematicaesteticaoriginadanopensamentodeG.Hegel(1770-1831).Emoutraspalavras,eleadotouumaorientacaoneo-kantiana,buscandoumadefinicaodogenerodoromanceemtermosdesuaestruturaefundacoesconstitutivasdahist6riatranscendentaldaconscienciaberncomo,emcomparacaoecontrastecomoutrosgenerosafins,particularmenteaepicaeatragedia.Mas,apartirdeconsideracoeshegelianas,eletentousituartaldefinicaonocontextohistorico-conceitual,Daperspectivamarxiana,eatestalinista,queeleadotouquarentaanosdepois,elejulga 0 kantianismodolivrodemasiadamenteesquematicoeohegelianismodemasiadoabstratoparaurntratamentoadequadodotema.Todavia,Lukacsadmiteque 0 autorda TR tinhaalgumasintuicoeseanalisesinspiradasquejustificam 0 graudeadmiracaoeinfluenciasuscitadopeloIivro.Lukacsoferececomentariosinteressantesevaliosossobrevariesgenerosesubgenerosliterarios(novela,conto,romancedecavalaria,comedia,balada,poesia),masrestringiremosadiscussaoaquiassuasdefinicoesdeepica,tragediaeromance. III. Antesdequalquercoisa,eprecisodizerque 0 projetodeLukacsem TR ebaseadonapremissadequeesteticanaoemais,nemmenosdoquemetaffsica(38)e,poristo e possivel,enofinal,necessario,umadescricaofilosoficadosgenerosliterarios.Atesemaissaliente,senaoprincipal,de TR eacontinuidadegenericaentreaepicae 0 romance.Lukacstrata 0 romanceeaepicacomoespecieshist6ricasdogenerodeliteraturaepopeica,econtrastaestegenerocomatragedia.AcategoriamaiselevadaimplicitanadistincaodeLukacseaIiteraturaseriaocidental. 0 significadodeserio,nestecontexto,e 0 dequealiteraturatratadequestoesontol6gicas,doserenquantoessencia(easvezesforma)edavidaenquantoexistencia(nosentidokierkegaardiano,fontequeLukacsadmitenoPrefacio, 18).0 significadodeocidental,tambemnomesmocontexto, e 0 dequeLukacsestadescrevendomudancasna psicologiatranscendental natradicaoculturaldoOeste.AdefinicaoparticularderomancedeLukacseabstrafdadasdefinicoestradicionaisdestesgenerosatravesdeurnraciociniofilosoficourntantoquantaintrincado.Porisso,econvenienteapresentarprimeirodefinicoesconvencionalmentedestesgeneros,paradepoisanalisarmosacontribuicaoespecificadeLukacs. Princfpios UFRN Natal V.S n.9 p.114-l23jan./jun.200l
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks