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A Tragédia de Margarida

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Goethe, Dramaturgia, Releitura, Adaptação, Teatro, Fausto, Margarida.
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  A Tragédia de Margarida A partir do Fausto de Goethe, da versão de Gérard Nerval, tradução de David Jardim Júnior.  A Noite !um uartinho muito #em arrumado$ %m rei de tule, em era &' passada, ( ue )oi tão *el, uanto )orte, Da amada re+e#eu, aps a morte, %ma taça de ouro +in-elada. Dessa taça &amais se separava, Nos #an uetes, da taça se servia, No entanto, sempre ue a via, %ma l'grima in+ndita derramava. Ao +hegar esse rei ao *m da vida, /egou todos os #ens, toda ri ue-a, 0ue tinha, mas negou1se, +om *rme-a, A a)astar1se da taça tão uerida. Mandou então, seus no#res +onvidar, 2eus du ues, seus mar ueses, seus #ar3es, 4ara um grande #an uete nos sal3es, Do +astelo ue tinha &unto ao mar. Depois o velho rei, perante o agouro, 4ara o terraço do +astelo avança, 2em hesitar um s momento, e lança, Nas ondas do o+eano a taça de ouro. A#ra1se as 'guas do o+eano e a#raça,( nas ondas do mar desapare+e. 5 velho rei, tremendo, empalide+e,Nun+a mais levar' aos l'#ios, a taça.   %m Jardim !Margarida, de #raço dado +om Fausto, Me*st)eles+aminhando de um lado para o outro$ FAUSTO %m teu olhar, uma s palavra, me di-em mais do ue toda a sa#edoria do mundo. !6ei&a1lhe a mão$ MARGARIDA 7omo podeis #ei&ar1me a mão8 (la é tão maltratada, tão 'spera9 Tenho de )a-er todo o tra#alho de +asa. Ah, minha mãe é tão e:igente9 FAUSTO ; minha uerida9 5 ue tanto se en)eita +om o nome de esp<rito não passa, muitas ve-es, de toli+e e vaidade. MARGARIDA A nossa +asa é muito pe uena, mas é pre+iso +uidar detudo. %ma +asinha +om uintal na entrada da +idade e umpou+o de dinheiro de herança, é o ue o pai nos dei:ou.Não temos +riada, tem1se ue +o-inhar, varrer a +asa,+osturar e )a-er +ro+h=. /evo uma vida tran uila, meuirmão é soldado e minha irmã-inha morreu. FAUSTO Devia ser uma an&a, se era pare+ida +ontigo. MARGARIDA (u a +riei, ela gostava muito de mim. Nas+eu depois damorte de meu pai> *+amos, então, +om medo de perdernossa mãe, tanto )oi o seu so)rimento. /evo muito tempopara ela se re)a-er, de maneira ue não pde alimentar a*lhinha, e eu tive de +uidar dela, dando1lhe de #e#er leite e'gua> era +omo minha *lha. Nos meus #raços, no meu seio,apegou1se a mim, e assim )oi +res+endo. FAUSTO  Deves ter go-ado então uma )eli+idade #em pura. MEFISTÓFELES Di- o provér#io? @%ma +asa prpria e uma #oa mulher sãotão pre+iosas uanto ouro e as pérolas.  MEFISTÓFELES 7om as mulheres não se deve #rin+ar nun+a. FAUSTO 0uerida... MARGARIDA Dei:a1me !+olhe uma margarida e arran+a as pétalas umaaps a outra$ FAUSTO 5 ue ueres )a-er8 %m #u u=8 MARGARIDA Não, é uma #rin+adeira. FAUSTO Me ensina8 MARGARIDA Bais rir de mim. !ri$ FAUSTO 5 ue murmuras8 MARGARIDA  !#ai:inho$6em1me1 uer. Malme uer.... FAUSTO Meiga an&a do +éu. !segura1lhe as mãos$  MARGARIDA (stou tremendo. !Fausto leva Margarida até o seu ninho e )e+ha a +ortina detule$ FAUSTO Ah, menina sem +oração, )ugindo de mim9 Cs minha9!A#raça1a e #ei&a1a$ MARGARIDA  !retri#uindo o #ei&o$; melhor dos homens, eu te amo de todo o +oração. MEFISTÓFELES  J' é hora de sair. !Desven+ilham e sai$ MARGARIDA 2into1me envergonhada diante dele e digo @sim a tudo ueele )ala. B A Noite !Balentim morre e amaldiçoa Margarida$ B A gre&a !missa, rgão e +nti+o$ MARGARIDA Ai de mim9 Ai de mim9 4udesse es+apar dos pensamentos ue me torturam9
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