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A Tragedia Grega

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  Os Tons do TrágicoMarise Pimentel Mendes Resumo: Estudo da tragédia e de suas metamorfoses, da Grécia até nossos dias. Fidelidade e transgressão ao modelo aristotélico, a partir da estrutura do herói, centro da ação trágica. Identificação de pólos extremos de via e desvio do modelo grego, através de dramaturgos como ha!espeare e da estética dos rom nticos e dos autores do teatro de a#surdo. english  $  español %alavras&chave' teatro( tragédia( poética( herói( metamorfose. ) tragédia, *uando a mencionamos, pressup+e um modelo cannico, isto é, o ático. -ogo, temos *ue começar por ele. ) tragédia grega configura&se, antes de *ual*uer outra definição, como a primeira manifestação estruturada do teatro, tendo seu apogeu no perodo ático. Encontrou na  Arte Poética , de )ristóteles, seu primeiro grande registro formal, *ue, a partir de então, parece ter sido compreendida como uma espécie de /manual da tragédia0') tragédia é, pois, a representação de uma ação digna de atenção séria, completa em si mesma e de alguma amplitude( escrita em linguagem enri*uecida por uma variedade de recursos artsticos ade*uados 1s diversas partes da peça, apresentada em forma de ação, e não de narração, so# a influ2ncia da piedade e do medo, provocando a purgação de tais emoç+es345. 6etratando as desgraças da aristocracia, a tragédia grega apresenta seus heróis como homens melhores do *ue as pessoas comuns. 7istanciando o espectador da condição do herói, além de reafirmar o  status   quo , mantém uma relação de respeito, para *ue o homem comum #us*ue a*uele modelo de comportamento. )ssim, através da ação digna empreendida, o p8#lico apieda&se pelo infort8nio do herói. 9alter :en;amin3<5 salienta *ue o sofrimento do herói é reverenciado pela comunidade, grata por seu sacrifcio. 7a a purgação de tais sentimentos, um dos conceitos fundamentais da teoria aristotélica, a catarse , para o efetivo cumprimento do  prazer trágico . Esse conceito pode ser o em#asamento, inclusive, para a tragédia contempor nea, desde *ue redefinidos os termos piedade e terror.= herói da tragédia ática tra> consigo valores essenciais de uma civili>ação grega em consolidação, configurando&se como um bode expiatório da  pólis . %ortanto, sua inscrição não se dá a partir de um  percurso individual, mas sim através de um compromisso com as ordens divina e?ou coletiva. ) tra;etória deste herói trágico geralmente tem incio na eudaimonia  @glóriaA, *ue avança em direção 1 daimonia  @desgraçaA, ou vice&versa. %aradigmática é a figura do rei te#ano Bdipo, em  Édipo-Rei , de ófocles, *ue, do alto de sua reale>a, sucum#e 1 desgraça, *ue não tem *ue ser necessariamente a morte, mas é proferida por um decreto de seu próprio punho, o exlio, algo pior do *ue a morte.Cá a trilogia Oréstia , de Bs*uilo, apesar de começar com a desgraça do rei )gam2mnon, possui um  final feliz , com a a#solvição de =restes, seu filho, ;ulgado pelo assassinato da mãe em vingança 1 morte do pai. Eis um novo paradigma, o da lei e do tri#unal. ófocles, apesar de usar uma estrutura dramática de aspecto democrático em  Antígona , não consegue manter tal paradigma, uma ve> *ue Dreonte, antagonista da personagem ttulo, é visto, muitas ve>es, como o vilão da história.al inversão na condição do herói, da eudaimonia  1 daimonia , ou seu contrário, tem srcem em uma falha estrutural, e não ética ou moral, *ue lança ao infort8nio um homem de #oa reputação. E o próprio)ristóteles demonstra os limites ao distinguir caráter   e a!o '... a tragédia é uma representação, não de homens, mas de ação e vida, de felicidade e infort8nio & e a  HERÓI  7o grego hrv, pelo latim eros , o termo erói  designa o protagonista de uma o#ra narrativa ou dramática.ariando consoante as épocas, as correntes estético&literárias, os géneros e su#géneros, o herói é marcado por uma pro;ecção am#gua' por um lado, repr esenta a condição humana, na sua complexidade psicológica,social e ética( por outro, transcende a mesma condição, na medida em *ue representa facetas e virtudes *ue ohomem comum não consegue mas gostaria de atingir. %ara os Gregos, o herói situa&se na posição intermédiaentre os deuses e os homens. %or isso, Hesodo, distinguindo @ Os #rabal os e os $ias , 4J&4KLA   cincoidades da vida humana, numa perspectiva decadentista, intitula a *uarta, a seguir 1 do ouro, da prata e do #ron>e, como a dos heróis, antes da de ferro, ou da suprema degradação. %or um lado, representam adegradação dos desuses( por outro, constituem uma promoção dos homens. Dharles :audoin, reconhecendoao herói uma srcem divina, caracteri>a a sua exist2ncia a partir de uma inf ncia misteriosa e oculta, emcontraste com a sua vida adulta, constituda por provas li#ertadoras, como com#ates contra monstros, e coma o#tenção da imortalidade. B toda uma pro;ecção mtica e lendária *ue rodeia esta imagem solar eredentora. Héracles, filho de Meus, pai dos deuses, e de )lcmena, simples mulher, protagoni>a como nenhumoutro este ar*uétipo do herói grego, o *ual, após a vitória so#re os do>e tra#alhos, ad*uire a imortalidadeolmpica. 7e resto, é esta faceta #élica *ue caracteri>a so#remaneira o herói épico, como su#linha %.Niniconi, ao distinguir na epopeia' a preparação @apresentação do herói e descrição das armasA( o com#ate@peripécias, espectadores, proe>asA( o desenlace vitorioso @despo;os, in;8ria aos cadáveres inimigos, ;ogosf8ne#resA. =s próprios deuses não escapam ao conflito, envolvendo&se em teoma*uia, itãs @Hesodo  %#eogonia , J4K&KLA e Gigantes @%ndaro,  &emeias , I, JKA, contra Meus na demanda do =limpo, e tomando partido por um dos lados do conflito humano @  'líada , OI, 44&4PA. 7este modo, a epopeia, hermen2uticaheróica por excel2ncia, espelha o paradigma cosmológico da aventura humana.) am#iguidade do herói grego patenteia&se num con;unto de caractersticas antagónicas' a força e #ele>a deuns @Héracles, )*uiles, =restes, %élopeA contrasta com o aspecto teriomórfico ou deficiente de outros@-icáon, /o lo#o0( Décrope, o andrógino( irésias, o transsexual( Héracles, o travestido, com tr2s filas dedentesA. = seu excesso sexual @violação, incestoA, a violentação sacrlega de deusas @Qrion, )ctéon, RxionA,reveladora da sua (bris , são traços de uma época primordial *ue os torna semelhantes aos deuses' sãofundadores de cidades, inventores de leis, regras sociais e ofcios, são associados a ritos de iniciação e aosmistérios, tornam&se génios tutelares *ue protegem contra invas+es, epidemias e outros flagelos, tornam&seimortais, sendo transportados 1s ilhas dos :em&)venturados ou ao =limpo. = herói homérico não foge aeste paradigma' )gamémnon é o chefe todo poderoso dos )*ueus, mas tam#ém o ávido instigador da cólerade )*uiles, *ue p+e os Gregos em perigo e causa a morte de %átroclo( Slisses é, com Epeu, o astuto inventor do ardil do cavalo *ue condu>irá 1 runa de róia, o cora;oso e sá#io via;ante *ue ultrapassa os perigos domar, das sereias, de %olifemo, mas tam#ém o desencadeador da cólera de %ossdon e os seus homens ossacrificadores dos #ois sagrados de Hélio, lamenta com saudade o afastamento de Rtaca e %enélope, mas nãoconsegue facilmente desenvencilhar&se dos amores de Dirce e de Dalipso. ) lição de Homero, segundoNircea Eliade, é a capacidade de assumir e ultrapassar a finitude e a precariedade da vida humana' /viver totalmente, mas com no#re>a, no presente . 3...5 Forçado *ue foi pelos deuses a não ultrapassar os seuslimites, o homem aca#ou por reali>ar a  perfei!o  e, portanto, a  sacralidade da condi!o umana .6edesco#riu, pois, dando&lhe forma definitiva, o sentido religioso da /alegria de viver0, o valor sacramentalda experi2ncia erótica e da #ele>a do corpo humano, a função religiosa de todo o ;8#ilo colectivoorgani>ado0 @  )istória das 'deias e *renas Religiosas , . I, p. <LTA. Ua época alexandrina, Os Argonautas , de )polónio de 6odes @<V&<4 a.D.A, numa sntese entr e a  'líada  e a Odisseia , apresentam as aventuras de Casão e seus companheiros, em demanda do velo de ouro, na Dól*uida,Nar Uegro. Herói humano, sedu>ido por Nedeia, filha do rei Eetes, Casão o#tém, por seu inter médio mágicoe traição familiar, o o#;ecto tão am#icionado, guardado pelo dragão sempre vigilante na flor esta. Irritado,  Meus infligirá aos aventureiros o castigo de um longo regresso, en*uanto a paixão do herói pela feiticeira lhetrará, no seu pas, trágicos dissa#ores. Ua mesma época, os 6omanos são iniciados na poesia épica' as guerras p8nicas, entre 6oma e Dartago, sãocantadas por Uévio @  Poenicum +ellum A e por Bnio @  Annales A. Nas a romanidade ad*uire a sua expressãomais alta no poema  ,neida , de irglio, cu;o herói Eneias, filho de énus e do mortal )n*uises, representasim#olicamente a fundação e a própria identidade de 6oma e do seu povo, com os seus valores e limitaç+es,sendo a sua figura historicamente actuali>ada no imperador =ctávio Désar )ugusto' a  fides  @do ver#o  piare ,apa>iguar, apagar uma faltaA, ou fidelidade 1 famlia, 1  gens  e 1 pátria, expressa no prestgio religioso do7ireito( a  pietas  para com os deuses @religiãoA, para com a famlia @o#edi2nciaA, para com a cidade@civismoA, para com o =utro, mesmo o estrangeiro @ ius gentium A. = sentido de missão *ue condu> Eneiasdas cin>as de róia, com o pai 1s costas e o filho )sc nio, transportando os %enates, estando tam#ém nasrcem da sua ren8ncia ao amor da rainha 7ido, de Dartago, as suas lutas com urno, rei dos 68tulos, e asua aliança com o rei -atino, fundamenta o sentido poltico e civili>acional do Império, associado 1  pax romana' tu regere imperio populos% Romane% memento  ?  ae tibi erunt artes A,  pacisque imponere morem , ?  parcere subiectis et debellare superbos  @  Aen , I, T4&TL W u, romano, s2 atento a governar os povos como teu poder ? & estas serão as tuas artes W a impor há#itos de pa>, ? a popar os vencidos e derru#ar osorgulhososA. %or sua ve>, os heróis livianos da fundação de 6oma estão eivados de marcas de grandeam#iguidade moral' 6ómulo assassina 6emo, tornando&se 8nico senhor da nova cidade( arpeia deixa&secorromper, entregando 6oma aos a#inos, em troca de promessas de ouro, sendo, por isso, apedre;ada( aviolação de -ucrécia por exto ar*unio, a *ual se suicida em defesa da honra, dá srcem 1 *ueda damonar*uia e 1 instauração da 6ep8#lica. %or isso, Nichel erres encontra na tragédia o facto primordial *ue permite explicar o seu crescimento' /7X un cadavre, tou;ours, naYt *uel*ue unité' groupe, classe, ville, rZgne,une Zre nouvelle, une autre fausse nouveauté 3...5 -a mort est le moteur perpétuel de ce répétitif, exactementson retour éternel0 @  Rome% le li.re des fondations , 4VTL, p. <KTA. -ucano @LV a.D.&JA, na sua  /arsália ,escolhe a guerra civil entre %ompeio e Désar para apresentar na figura de Désar um anti&herói, guerreiro ecnico, *ue com#ate outro anti&herói, envelhecido, desa#ituado, na pa>, da função do protagonismo poltico.6oma, vtima desta divisão destrutiva, sofre as conse*u2ncias do caos' 1  pax  virgiliana, -ucano op+e a libertas . )s  P0nicas , de lio Itálico, Os Argonautas , de alério Flaco, a #ebaida  e a  Aquileid a , de )*uilesEstácio, retomarão, no fim do século I, o classicismo grego @o ciclo troiano voltará, no século IA, en*uanto,entre os séculos III e I, o herói romano será reafirmado na luta do Império contra os :ár#aros. = poema védico  1a 2b 2rata% história da luta entre os cem filhos de [uru @[auravasA e os cinco filhos de%andu @%andavasA, representa o conflito entre o :em e o Nal, entre os deuses @ de.as A e os demónios@ asuras A, entre Indra @guerreiro demi8rgico, *ue personifica a energia vitalA e o dragão Srtra @sm#olo do caosA, até 1 vitória do :em, assegurada por ixnu&[rixna. Uo poema  R2m2(ana , o casamento entre 6 ma eYt , avatares de ixnu e -a!xmY, representa a união hierog mica entre Déu e erra. =s raptos, as lutas fratricidas, a hostilidade entre pais e filhos, a privação da herança patrimonial são marcas destes dois poemas hindustas, *ue apontam para o r esta#elecimento da ordem cósmica @ d arma A, a partir da con;ugação deesforços entre os heróis e os deuses, com a morte, fusão entre a alma individual @ 2tman A e a universal@ bra man A. Ua literatura chinesa clássica, o conceito de herói difere su#stancialmente nas duas principais correntes *uesustentam a sua mundivid2ncia' o ausmo, expresso no livro #au-#e-3ing  , e o Donfucianismo. %ara o primeiro, o herói&santo é a*uele *ue, inteiramente despo;ado da exist2ncia terrena @ 4u-4ei A, vive num 2xtase permanente( para o segundo, os heróis&civili>adores \au, Dhun e os reis da dinastia cheu, 9en e 9uilustram com o seu exemplo o modo de atingir o caminho do Déu, através da educação, da disciplina e daintervenção social' a #ondade, a sa#edoria, a coragem, a ;ustiça, a religião.   Ua literatura persa, Firdusi @VL<&4]<4A, no seu  5a named   @  6i.ro dos Reis A, compendia a tradição mtica do  1emorial de 7ar8r  , na *ual heróis de cin*uenta reinos alternam vitórias com insucessos, como 7;emxid,*ue cede o trono ao tirano Mohha! ( ou 6ustem, *ue rece#e de uma ave a planta mágica com *ue fa#ricará aflecha com a *ual matará Isfendiar( ou Is!ender, *ue explorará e desco#rirá o mundo com suas viagens( ou[ei [hosru, *ue, no apogeu da sua glória, desapareceu no deserto. Ua literatura africana, Mong Nid>i, nX O 1.ett  , cantado por Mvé Ugema, enfrenta, tal como %rometeu namitologia grega, os imortais de Engong, mestres da metalurgia e da medicina. )o tentar imortali>ar&se, ;untodos seus antepassados, aca#a por morrer, incapa> de ultrapassar a fronteira entre as categorias nticas doSniverso. %or sua ve>, na o#ra * a9a , de omás Nofolo, o protagonista, rei dos Mulos, munido de apoiomágico, domina até 1 exaustão todos os inimigos, numa am#ição desmedida *ue atinge a própria dem2ncia. Uas canç+es de gesta, o herói carolngio rece#e a sua glorificação do martrio, numa transformação doinsucesso em vitória espiritual e temporal, na metamorfose da fatalidade em provid2ncia' os an;ostransportam a alma de 6olando ao paraso, en*uanto Ga#riel a;uda o imperador no seu duelo com :alignant@ * anson de Roland  A( Isem#art, ultra;ado pelo imperador -us, seu tio, refugia&se na corte do rei vi!ingGormont, a#;urando a sua fé, morrendo acusado pelos dois lados @ :ormont e 'sembart  A( os arracenosmatam iviano @  6a * anson de :uillaume A. ) am#iguidade do herói, ar*uétipo da condição humana,tam#ém é notória' 6olando é orgulhoso e santo( o seu martrio redime o seu pecado, numa oferendasacrificial a 7eus e aos companheiros, transformando a epopeia em hagiografia. Ua canção dos  &ibelungen , igfrid, filho do rei da Ueerl ndia, depois de matar drag+es e li#ertar virgens,tra> a infelicidade a 9orms, sendo tam#ém ele morto por Hagen, 1s ordens da cunhada, por se haver apoderado do tesouro dos Ui#elungen. ) sua vi8va, [riemhild, desposa Et>el, rei dos Hunos, tornando&seassassina dos cunhados e aca#ando por ser morta. Uo poema  3udrun , Hagen, depois matar os monstros *ueo haviam prendido, casa com Ilda, filha do rei das Rndias. ) sua filha é raptada pelo rei Hetele( dessa uniãonasce [udrun, *ue, por sua ve>, tam#ém é raptada por Hartmut, depois de uma luta com Hetele, seu pai,durante a *ual encontra a morte, sendo, mais tarde li#ertada pelo irmão e pelo noivo. = ouro, sm#olo do poder, torna&se, assim, na epopeia germ nica agente e mó#il de maldição, atingindo uma famlia inteira, emgeraç+es sucessivas, transformando heróis em anti&heróis, fascinados pelo excesso da perversão. Uo século OII, o romance carolngio é su#stitudo na )*uit nia pela  1atéria da +retan a , na corte do rei)rtur e dos cavaleiros da #á.ola Redonda , envolvendo ra>es célticas com elementos cristãos, gnósticos eisl micos. )  $emanda do santo :raal  , na versão da pós&vulgata, *ue dará srcem a uma tradução portuguesa, constitui um dos mais #elos repositórios da cultura cavaleiresca europeia, no contraste entre osheróis' da união ad8ltera de -ancelot e da rainha Gene#ra, esposa do rei )rtur, nasce o cavaleiro virgemGalaa>, *ue reali>a, com :oor> e %ersival, o ideal humano da demanda da felicidade ou da perfeição.En*uanto se multiplicam as o#ras influenciadas pelos ciclos épicos, em especial o carolngio, a Espanha produ> o *antar de mio *id  , cu;o herói, 6u^ 7ia> de :ivar, se salienta na guerra da recon*uista cristã aosNouros. =  Poema de Rodrigo  continuará esta gesta da recon*uista, en*uanto compilaç+es em prosa nosre8nem fragmentos da epopeia oral, como Os ;ete 'nfantes de 6ara . Nas é o  Romanceiro  *ue, a partir doséculo OI, transmite, de geração em geração, até 1 actualidade, a tradição oral do romance épico da I#éria.Em %ortugal, Garrett é o pioneiro, ainda *ue não fiel transmissor, desta gesta tradicional @  Romanceiro A,sendo continuado por eófilo :raga. Ua  $i.ina *omédia , de 7ante, sntese da cultura medieval, em transição para o 6enascimento, o narrador écondu>ido por irglio, sm#olo da cultura greco&&romana, ao Inferno e ao %urgatório( mas o acesso ao%araso é&lhe vedado, sendo su#stitudo por . :ernardo, sm#olo da teologia, e por :eatri>, sua dama, *uesurge gloriosa no carro da Igre;a, rece#endo, então a revelação da plenitude' a visão disfórica da sociedade

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Aug 3, 2017
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