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A tragédia Grega - Romilly

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EDfTORA BE1 Terinventado a tragedfa e um glorioso :' esse rnetno pertenee aos gregos. Ha, de fato, algo de fascinante no _, ...... . ' ....... :onheceu esse genero, pois screvemos tragedfas, pass ados Ja 25 ragedias sao eseritas por toda parte, no 'odo. Mais alnda continuamos, de fcmn ...... M :empos, a tamar emprestado dos grE'go:5l!iI! :emas e seus personagens: ainda iteare: e Antigonas. . Nao se trata slmplesmente de fidj 'I/(1afJ~ )assado.brilhante. E evidente que a Irr~AI:lIIII-; Tagedia
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  Terinventado a tragedfa e umglorioso:'essernetnopertenee aos gregos.Ha,defato,algodefascinanteno_,......' .......:onheceuessegenero,pois screvemos tragedfas,passadosJa 25 rragediassaoeseritasportodaparte,no 'odo. Maisalnda continuamos,de fcmn...... M :empos, a tamaremprestadodosgrE'go:5l!iI!:emas e seuspersonagens:ainda iteare: e Antigonas..Nao se trataslmplesmentede fidj 'I/(1afJ~ )assado.brilhante. E evidenteque a Irr~AI:lIIII-; Tagediagrega se prende a 5lgnificado, a riqueza de pensamentoque M8II _' wtoressouberamimprimir-Ihe.A 1 r ,.... ~... ~presentava,parmelodalinguagem ,.-finADII~,oiP: ~cessfvelda emocao, umareflexao~omem.Semduvida, e por /550 que, ~e crise e derenovac;ao comoa nossa,~~cessidadedeumretornoaque/aforma~eneJo.Se 05 gregosinventaramatragedia, n fatodeque,entreumatragediade L.:;JlJUII1I' ~agediadeRacine, as diferenr;assao r..rl ',fiIãã ,rl» tontextodasrepresentac;6esJanao e 0 rem ea mesma a estruturadasper;as;Dublieopodeser competeve'. Mor1Jr/1COlJ-Si~. fe tudo, a espiritointerior-cadaeooc» OU Da{sdeoumainterpretac;aodiferente ao ragico)niCial.Mas e nasobrasgregasquerraduz com metot vigor,vistoquenelasele :,m anuaezorrglnal~.----- BlbllotKll Centralã Un. II I t EDfTORA BE1 UnB JACQUELINEDEROMILLY -, ,  6 JacquelinedeRornilly CAPfTUL04EURiPIDESauATRAGEDlADASPA1XOES,101 o TEATROEACIDADE, 103 HUMANQSMUlTOHUMANOS, 110Os lOGOS DA SORTEEOSJOGOSDOS DEtJSES, 124 INOY N;Ao EDECADENCIA, 133 Introducao CONCLUSAO f A TRAGEDIAEOTRAGICO, 137 Mrro E PSTCANALlSE, 138A TUAUDADEEENGAJAMEl'. TO, 142 o TRAGJCOEAFATALIDADE, 147 o TRAGJCOE0ABSURDO, 152 A tragcdiae asgregos ANEXOS 1- CRONOLOGIADASDlVERSASTRAGEDIASCONSERVADAS,165 II- OUTROSAUTORESTRAGICOS,168III-PEQUENOLEXICaDASPALAVRASRELATIVAS A TRAGEDIAGREGA,169 Terinventadoatragedia e umgloriosomerito;eessemeritopertenceaosgregos. Ha, de fato,alga de fascinante no sucesso que conheceu esse genero, paisaindahojeescrevemos tragedies,passadosja25se-culos.Tragedias saoescritaspor toda parte,nomundotodo. Mais ainda,continuamos,detemposemtempos,atamaremprestadodosgregos seus temas e seuspersonagens:aindaescrevemos Electras e Antlgonas. :-.JUose trata simplesmente defidelidadeaumpassado bri- Ihante. E evidentequeairradiacaodatragediagrega se prende a amplitudedosignificado, a riquezadepensamentoqueosseusautoressouberarn imprirnir-lhe. Atragediagregaapresentava,parmeiodalinguagemdiretamente .acessfveldaemocao, uma reflexao sabre 0 hornern.Sem diivida, e porissoque,em epocas de crisee de renovacao como a nossa,sentimosanecessidadede urn retomoaquelaformainicialdogenero+Criticam-seosestudosgregos,masaindaserepresentam,nomundoquasetodo,astragediasde Es- quilo,deS6foclesedeEuripides,pois e nelasqueessareflexaosobre 0 homembrilha COIll suaforcaprimeira. Comefeito,secsgregos mvenraram atragedia, e inegavel 0 fatodeque,entreurnatragediadeEsquilo e umairagediadeRaci-ne,asdiferencassao profundus 0contextedasrepresentacoesjaniio e omesmo, nCIl1 e a mesrna aestruturaduspeens:sequer 0 PI] hiicopode ScI' comparavel\1od i ficou-sc. acirnadetudo, 0 espf- BIBUOGRAFIA,159  B Jacqueline de Romi11y ritainterior-cadaepoca OU cadapafsdaoumainterpretacaodife-rentedoesquematragicoinicial.Mas e nasobrasgregasqueelesetraduzcom 0 maiorvigor,vistoquenelaseleapareceemsuanudezsrcinal.(.~~demais,esta.foi,naGrecia,umaeclosaorepeotina,breve,es-'I_pJendl~.A~.?:dlagrega,coms~asafradeobras-primas,durouao i todo QJtenta anes. Emuma relacao quenaopodesercausal,esses i l ~itentaanosc?rrespondemt:xatalJlente aoperfodo da expansaopolf- ~~_~primeira representacao tragica feitanasfestas dio- nisiacasaten_ie_n_s_~s_sitiia,.~-:-segmidoas_in1oiiiia~_Oes,mtornodo/ano_534.._dllrante 0 _govempg~.p!s_(strata.Masaprimeira tragedia q__~ _fQ_~ con~~rvad~_(Q!i_J;~j~_Q!lsidmda digml__4~ estudopelo,s_aQ_ti:::gQ_s}Je_mJugar_umiaa_p6s agrandevitoria de Arenas sobreos inva- sores persas. Mais~isso,eiape,~tuaasuale~bran~a' a Yit6ri~_deSalamina. qye_ institui 0 poderio ateniense,~co_Q!_~~JJnoanQ 480.; a primeira 4 agOOia _con~rxaa.4iia_de _472, t!ll_~:~.ede.iJ£.perms,.rleE..sQIJilO--,-pepoisisso.asobras-primassesucedem. JA cadaano, 0 teatro ve n~vas pecas, apresentadasemfestivais,naTormadecon-curso,porEsquilo,porS6focles,porEuripides.Asdatasreferentesaessesautoressao proximas: suas vidas ternaspectoscomuns.Es- quilo nasceuem 525, S6foclesem 495, Euripidesparvoltade 485 ou 480. DiversasobrasdeS6focles,equasetodas as deEuripides,foramrepresentadas depois damortedePericles,nodecursodaGuerradoPeloponeso,naqualAtenas,prisioneiradeurnimperioquejanaoconseguiamanter,sucumbefinalmentesobosgolpesdeEsparta]Depo~sde27~nos~eguerra.,A.tenasperde,em404,todo _0 poder'conquistado apos as-guerrasmedicas. Naqueladata,haviam passado IresanosdamortedeEuripides,edaisdadeS6focles.Foramencenadasaindaalgumaspecasdelesquenaohaviamsidoacabadasourepresentadas.Eisso foi tudo.Exc1uindo-sea Reso, umatragediaquenosfoitransmitidacomosendodeEuripides,mascujaautentici-dadeefortementecontestada,nada mais nos resta, ap6s 404, alern denamesde1utoresoude pec;as, fragmentos ealusoes porvezesirn~iedosas.~Apartirde 405,' Arist6fanes,em Asriis, naoviaau tro meiodepreservar 0 genero tragico, anaoserprocurandonosinfernosurndospoetasdesaparecidos.)Quando 0 teatrodeDionisofoireconstrufdoempedra,nasegundarnetadedoseculoIV,elefoi A tragedia grega 9 decoradocornestatuasdeEsquilo,S6foc\eseEur_ipkks.Desde386(pelomenosessa e adatamaisprovavel),havia-secomecadoain-cluirnoprogramadasfestasdionisiacasa repeticao deurnadastragediasantigas.0apicedatragediaterminouaomesrnotempoemqueacabavaagrandezadeAtenas. r Emoutraspalavras,quandohojesefaladatragediagrega, pensa-se quaseexclusivamentenasobrasremanescentesdos tres grandes tragicos: sete tragedias de Esquilo, setedeS6foclesede-zoito~eEuripides(senelasinC\ufm~s 0 R~so). Asel~a~dessas 32 tragedias remonta, g rossomodo, ao I nperio deAdriano. I; Isso e pouco,sobtodosaspontosdevista.Epoucosepensa-_moserntodosaquelesautoresques6conhecernosindiretamente,edosquaistemosap,enasumavagaideia-emparticularosgrandesantecessores,comoTespiQ_;:_-_~Jatinas,sobretud6Frinicos. E poucosepensamosnosrivaisdostresgrandes-como OSI filhosdePrati-nasede Frfnico, fondeQuios, Neofron, Nicornacoe varies outrosentreosquaisosdaisfilhosde'Esquilo,Euf6rioneEvaion,e seusobrinho' Philocles,aAntigo. E pouco,enfim,quandorecordarnososseguidoresdeEuripides,entreeles16foneAriston,asdoisfi-lhosdeS6focles,e~obretudoautorescomoCritiaseAgatao,oumaistardeCarcino.Emuito pouco, finalmente,quandoselevaemcontaaproducaodospr6priostresgrandes,urnavezqueEsquilo,segundoparece,haviacompostonoventatragedias,eS6foclesrnaisdecern(Arist6fanesdeBizanciomenciona130,setedasquaispas-savamporinautenticas).Parfim,Euripideshaviaescrito92,67dasquaisaindaeramconhecidas a epocaemquefoiescritasuabiogra-fia.0desastre,portanto, e imenso; e quando se faladastragediasgregas,epreciso,infelizmente,teremconta que saoconhecidascercadetrinta,entremaisdemil.Semdiividaalguma,elasnospareceria'!ltaobelasquantaasque possufrnos.Alem disso,desde 0 comeco,Esquilo,S6focleseEuripidesnemsempreeramasvence-doresnosconcursosanuais.Contudo,parmaisestranhoquepossaparecer,essastrinta pe- cas,distribufdasnoperiododemenosde oitenta anos,sao 0 teste- J Aselecaofeitanaepoca de AdrianocompreendiaasserepecasdeEs-quilo,assetepecasdeSofoclesedezpe9asdeEurfpides:asoutrasobrasdeEuripidesconservaram-sedeformaindependente.  10 JacquelinedeRomilly \I munhonaoapenasdaquiloquefoiatragediagrega,mas tambern da sua historia esuaevolucao.Umanesgadesombrapermanece,emambososladosdasfronteirasqueencerramavidadogenero,noseugraumaiselevado:essasfronteirasformamumaespeciedelimiar,quenaopodesertranspostosemcairmos naquilo queaindanao e, ounaquiloque ja nao e mais,atragedia em si, dignadessenome.Entreasdois lirnites,a aindanao e 0 '~j naomais , urn impulsopoderoso arrebata a tragedianummovirnentoderenova-~aoquevaisedefinindoanaaana.Sobmuitosaspectos, e mais ampla emaisprofundaa diferenca entre Esquilo eEuripides do queaqueexisteentreEuripideseRacine.Essarenovacaointernaapresentadoisaspectoscomplernenta-res:naverdade, 0 generoliterarioevolui,seusmeiosseenrique-cern,suasformasdeexpressaovariam,e e possivelescreverumahistoriadatragediaqueseapresentecomoalgacontinuo,aparen-tementedesvinculadodavidaciacidadeedotemperamentodosseusautores;poroutrolado,noentanto,ocorrequeessesoitentaanos,quevaodavit6riadeSalaminaateaderrotade404,assina-lamemtodosasdornfniosumapujancaintelectualeumaevolucaomoralabsolutamenteinigualaveis..AvitoriadeSalaminatinhasidoconquistadaparumademo-cracranova,eparhomensaindacompletamenteimbuidosdoensi-namentopiaealtamentevirtuosode S610n. Depoisdisso,ademocraciaconheceurapidaevolucao.Atenasassistiu a chegadadossofistas,mestresdopensamentoqueeram,antesdemaisnadamestresdaret6ric~,equecolocavamtudoemquestao,lancando,nolugardasdoutrinasantigas,milideiasnovas.Portim,depoisdoorgulhodehaverafirmadogloriosamenteseuherofsmo,Atenasconheceuassofrin.lent~sdeumaguerraprolongada,deumaguerraentregregos. 0 climaintelectualemoraldos iiltimos anosdose-culo e taofeeundoemobrasereflexoescomoemseuinfcio,mas e, ao,mesmotempo,profundamentediferente.Atragediareflete,anoaposana,estatransformacao;vivedela;delasenutre,eexpande-seemobras-primasdeoutraordem,Existe,.evidentemente,umarelacaoentreaevolucaopura-menteexteriordasformasIiterariasearenovacaodasideiasedossenti.m~ntos.Aflexibilidadedosmeiosexplica-sepelodesejodeexpnrrura1gomais,e 0 deslocarnentocontinuodosinteressesacur- retaumaevoluciioiguul: 11(:11 le continuanasf(\rn1<i~deexpres<:io. Em(Jutraspalavrus,aaventura refletida pela Iii~ ('J[ i a lb tr g:~di<t em Arenas e amesma que podeserobscrvadanonIveldasestrutu- ras 1 iterarias ouno dos significados edainspiraciio filosofica.Somenteap6s termosacompanhadoessaevol u~iio dupla,no seu impulse interior, e que podemos ter a esperanca de cornpreen-der aquila queconstitui 0 seuprincipio cornum, e enquadrardessa forma-paraalemdogeneratragicoeseusautores- aquilaque encarnaarealespfrito dassuasobras, islO e. aquilaque, depois delas.jamaisdeixoudeserchamado 0 tragico.
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