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A TURNÊ Por THIAGO FREITAS DIREITOS AUTORAIS © Thiago Freitas, 2015 ISBN:1518769004 ASIN: B019FQOE74 Sob sua propriedade intelectual, o autor nega veementemente a possibilidade de redistribuições, seja por forma(s) física e/ou virtual, em locais, tais como instituições governamentais, educativas, sítios públicos, igrejas, hospitais e ambientes particulares. Também veda a cópia caracterizada como crime de pirataria. Exceto por autorização expressa, o autor pode atender a necessidade exposta.
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  A TURNÊ Por THIAGO FREITAS DIREITOS AUTORAIS © Thiago Freitas, 2015 ISBN:1518769004 ASIN: B019FQOE74 Sob sua propriedade intelectual, o autor nega veementemente a possibilidade de redistribuições, seja  por forma(s) física e/ou virtual, em locais, tais como instituições governamentais, educativas, sítios  públicos, igrejas, hospitais e ambientes particulares. Também veda a cópia caracterizada como crime de pirataria. Exceto por autorização expressa, o autor pode atender a necessidade exposta. Todo o contexto implícito na estória é super-ficção da imaginação do autor e não se indispõe com as    personagens reais ou fictícias de gênero similar.  NOTA DO AUTOR A arte é boa quando deixa o impossível pra trás. As músicas citadas, acredito, são de domínio público, alçando vôo além da internet. É como se diz por aí: o público, o artista e a música, nessa ordem. DEDICATÓRIA Para o Thiago, dessa vez, por ter insistido com essa estória. STORYLINE Um professor encontra benefício na vida e na música depois de desastradas tentativas. INTRODUÇÃO A Turnê é a estória de um jovem suburbano que procura através da música atingir a turba de pessoas que vai a shows. Primeiro ele precisa provar talento e passar por uma seleção de programa dos novos cantores. São os desafios que faz com que insista na própria voz como instrumento nato, batalhando  para chegar ao prêmio. Um contrato de US$300 mil dólares com a gravadora Sony Music está em  jogo. Antes disso, tem de se apresentar a uma espécie de Progressão  –   os arranjos e o tom cada vez mais finos e alinhados ao novo estilo Pop Progressivo. Tyson é esse jovem. Ele comparece às audições do X-Factor e é um sucesso! Doravante, tem em mente que precisa ser trabalhado como um ídolo e viajar em turnê pelo mundo. ÍNDICE Parte 1  #1. Meu sonho #2. Explorando meu sonho #3. A oportunidade #4. Encontrando alguns amigos #5. Etapas #6. Serei o escolhido do júri técnico? #7. Affair #8. Euforia #9. O guia de tudo #10. Quase decepção Parte 2 #11. Acertando o timbre #12. A carreira #13. Audições Inescrupulosas #14. Cheguei até aqui, não vou desistir! #15. A segunda e última chance Estória Parte 1 #1. Meu sonho Meu nome é Tyson Hill. Eu sempre sonhei em me tornar um cantor para as multidões, mas não conseguia conciliar o trabalho como professor de canto na Urbana-Champaign com meu hobby . Floresceu uma ideia de pedir ao Senhor que me ajudasse.  Isso assim,  aceitei, me preparando para sair de Rockford rumo à Champaign até a igreja. Passei pela rodoviária. Peguei o ônibus intermunicipal. Durante 1 hora e 20 minutos só ouvia em meus fones de ouvido “For your glory”  de Tasha Cobbs. Cheguei ao meu destino justamente às 8 horas da manhã de um domingo de páscoa.  Abril . Abril em uma manhã de abril. Isso soava “Achilles last stand”  no meu gosto musical acentuado. Eu nunca me deparei com um vislumbre tão mordaz quanto à imagem de um Mini Cooper rasgando em aceleração  pela via. Aquilo me atordoou. Devido aos meus recentes fracassos  –   ter passado pelo American Idol sem aprovação  –  , eu ressenti. Estava do lado de fora da igreja, aguardando às 10 horas para que o culto começasse. Eu deixaria meu dízimo de 3 meses ali. Eu desisti. (A última imagem de que me recordo era a do diácono recebendo os membros e visitantes.) Voltei para casa. ----- Uma semana depois, estava no quarto tocando violão. Nós, minha família e eu, vivemos em 5  pessoas. Sou um afortunado com 2 irmãos. Josh, o mais novo, é um pulha. Jill, o senhor idade, é a experiência em pessoa. Jill bateu na porta, informando-me de que havia correspondências  –   e dívidas.  Uma delas veio dentro de um saco FedEx, mantida sob sigilo confidencial. Será que é o que eu penso ser? A carta era vermelho- escarlate com a logo bem visível do “The X - Factor”.  ----- Às vezes ter 26 anos parece ter sido ontem. Eu abri o envelope. Havia um convite da direção do  programa com essa mensagem: Querido Tyson, Está pronto para passar pelas audições do programa? Esperamos você nos dias 24 e 25 de abril, em Atlanta, Geórgia. Rockside Avenue, 200. Center District. Atenciosamente, Vanessa Hudgens ----- 4 Como deixar a Universidade de Illinois? Meus alunos! Tive de analisar todas as possibilidades  porque sou responsável por uma turma de 28. Não é tão fácil admoestá-los nem persuadi-los, conquanto eles mais tenham a me ensinar com suas perguntas do que eu em minhas lições. Na segunda-feira imediata eu fui falar com o reitor. Pedi demissão. Meu último contato com os alunos foi terrível. Me segurei para conter as lágrimas na despedida. Os assegurei de que venceria o programa e isso era o bastante para eles. O ônibus escolar amarelo que tomava na Urbana-Champaign pro retorno à Rockford estava encharcado. Havia amanhecido a céu aberto com as janelas escancaradas numa noite chuvosa.  Azar  . Temo que às vezes o destino trabalhe contra nossas vontades. “Tom, você é um bom motorista!”, eu  sempre o enaltecia. Eu e Tom trocávamos piadas, as mais insanas possíveis! Chegando em casa, notei Jill saindo para trabalhar. Ele levantou a pasta aconselhando seriedade em minha conduta. Jill é muito especial! Ele tem 36 anos e uma vitalidade de garoto que raramente desiste de qualquer coisa. Eu me espelho em Jill para entrar no X-Factor. Que a sorte esteja ao meu favor! ----- 23 de abril A noite foi terrível pra mim. Acordei incontáveis vezes com pesadelos, o relógio do criado mostrava 04:20. Eu saí bem cedo. Dessa vez, nada de rodoviária. Meu vôo para Atlanta saía às 07:30. Andei convencido de que vou ganhar o X-Factor. O check-in foi rápido. A moça conferiu meu passaporte e desejou boa-viagem. Eu estava no vôo da United, partindo animado. A decolagem aconteceu rápida e cômoda. Não sofri dessa vez com a sensação de voar, pelo menos não como das outras vezes. Um  passageiro que mal voa - isto é, não sou totalmente assíduo das companhias aéreas - não pode suar de medo com o desastre aéreo. Eu sabia que a aviação comercial é um meio seguro quanto aos acidentes de trânsito, contudo, parecia que eu entregava corpo e alma para Deus. Foi tranquilo. Cheguei bem e desloquei-me com o táxi até o hotel. Sheraton. O dinheiro da minha carteira cobriu um mês inteiro de hospedagem com serviço de quarto e piscina. Ao todo, 15 mil dólares. Todo dinheiro, santo Deus!  Papai aliviou a minha barra, alijou meu custo de vida. Mais tarde,  peguei o Iphone 6s e liguei para os irmãos Bryan e Brown. Eles também viriam participar das audições. “Alô. É o Bryan?” “Sim, quem é?” “Tyson.”, minha voz secou. “Oh, velho parceiro! Chegamos ontem. Onde   está?” “Atlanta.”, tentei ser compreensivo –    e sarcástico. “Onde, homem?” “Sheraton. Cheguei hoje.  C adê o Brown?” “Nós estamos no Hyatt, cara. Faz noção disso?”  -----   Bryan, Brown e eu nos encontramos num bar da moda na área comercial da cidade de Atlanta. A atmosfera da cidade estava incendiária. O sol batia a pino em amarelo-alaranjado sobre a visão do  prejudicado 5 Bryan. “E aí, meu bom?”, disse Bryan que esperava por mim. “Velho Tyson, o rei do pop depois da   ida de Michael Jackson!”, disse Brown exitoso. “O qu e vêem é o vencedor do X- Factor.” “O vencedor do X- Factor!”, Bryan tirava sarro, mais irreverente que o irmão mais velho e mais gordo. “Você está   indo longe demais, meu bom!” “O cimo dos montes!”, eu estava me divertindo àquela hora. “É isso   aí!”, Bryan hesitou por um instante, pegou o cardápio e pediu: “Cerveja, garçonete!” Ela entregou os  copos cheios. O colarinho da cerveja artesanal subiu 5 dedos de espuma. Uma amostragem incrível  pra mim. “Do que é feita: malte, lúpulo ou cevada?”, perguntei.   “Segredo da casa.”, disse a mulher com   nome de Martha no crachá. “Segredos para nós que não conhecemos o mar, doçura? Sabe de onde   somos?”, o descarado Brown fez essa com a mulher. “Humpf!”, ela desdenhou retorcendo o nariz.   “Nós somos de Illinois...”, so ou como se ele estivesse querendo dar uma cantada. Não contive o riso e ri à beça! “onde vacas bebem do próprio leite.” “Meninos não choram por leite lá.”, emendou Bryan.   “Não choro por esta cerveja.”, informei. Tive de me conter depois que vi o valor na c omanda: “Duzentos e cinquenta e cinco dólares. Tudo isso?” “Esqueci de anotar dez por cento de gorjeta, ok?”,  quando ela disse isso, eu quis nunca ter pisado ali. Bryan e Brown se comportavam diferentes - amistosos. “Essa eu pago, irmão! Vou aliviar para o   nosso camarada Tyson.”, ele assinou um cheque.   “Quanto a mais, doçura?” “Vinte e cinco dólares e cinquenta cents de gorjeta.”, ela calculou tudo:   “Duzentos e oitenta dólares e cinquenta cents no total.” “Rola um beijinho?”, convidou Brown.   “Certo! Eu preciso consultar fundos, rapazes!”, a mulher entrou no balcão e, provavelmente, telefonou  para o serviço de crédito. Meio minuto depois, retornou. “Nada consta.” “Ah, que alívio!”, exclamou   Bryan com suas duas mãos preenchendo o tórax. “Algo mais, rapazes?” “ Você é adepta do sanduíche, dona?” “Não.”, ela disse profissionalmente. Brown estava estático, acho que esperava aquela bitoca.  Eu vi uma mulher velha quando entrei, mas minha opinião mudou depois. A gordura tomou anos de seu aspecto físico, ela andava rapidamente para não demonstrar uma falta de desenvoltura. Ela era ridícula! Por sorte, não fui cortês inutilmente com o lance da cerveja. ----- Os caras vieram de carro de Rockford até aqui. O banco de trás havia sido repaginado com espuma embutida no couro. Senti minhas costas relaxarem depois de latejarem na dura cadeira do bar ao me acomodar no banco traseiro do lado direito. Percorremos. “Putz! Cadê o celular, irmão?”,   sentiu falta Brown. “Porta - luvas.”, redarguiu Bryan enquanto dirigia o carro.  6 “Não, não! Acho que deixei no café!” “Outro dia você busca.” “Tyson, o que achou do hotel?”   “De mais!”, exclamei. Minha vontade era despontar na piscina! “O nosso te m camas king. O seu tem?”   “Sim.” O Toyota Corolla derrapou. Bryan devia ter pisado mais fundo no acelerador. O carro   balançou ainda mais quando passamos nas inclinações da avenida principal do centro da cidade.  Naquela hora, estávamos bem felizes. Eu fui ver o hotel Hyatt. Por dentro, na recepção, havia um longo balcão de mármore negro. A recepcionista pareceu fina, com modos de estirpe, sotaque grego e olhos azuis. Ela disse: “Boaaah noitêêê!” Trolei ela um pouco: “Qual é o seu nome, gracinha?” “Lisa”   “Lisa!”, mastiguei o nome mentalmente. “Você tem olhos da cor do oceano pacífico!” “Obrigadah    pela gentilezah!” “Não há de quê!” Bryan e Brown só vieram pelo saguão do hotel depois de  discutirem no estacionamento. Eu não quis me meter nas intrigas dos dois, então, logo compareci  perante a moça. Eu ainda notava a forma como ela pronunciava o tom e as pausas. A Grécia deve ser um oásis! Os irmãos avançaram para o elevador. Meus passos se acanharam quando eu disse: “Até   logo!” Ela acenou  pra mim positivamente. Quente! Os caras estavam indo para o 7º andar. O corredor, um chão de porcelanato, paredes creme e lâmpadas- rosca de metro a metro no teto, ligava- se aos quartos, o número era o 704. “Tyson, compare se o
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