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A utilização da Eurycoma longifolia como recurso ergogênico: evidências para a prática esportiva

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A utilização da Eurycoma longifolia como recurso ergogênico: evidências para a prática esportiva The use of Eurycoma longifolia as an ergogenic aid: evidence for sports Resumo A Eurycoma longifolia é uma planta originária da Malásia, e o seu uso por praticantes de atividade física ou atletas cresce em larga escala atualmente. O aumento na utilização desse fitoterápico como recurso ergogênico é atribuído a possíveis propriedades relatadas em alguns estudos, como a capacidade de aumentar força muscular, massa muscular e níveis hormonais, principalmente testosterona, além de efeitos na capacidade de endurance ou redução de gordura corporal. No entanto, alguns dos benefícios atribuídos a essa planta ainda não apresentam respaldo científico, e a realização de mais estudos com um bom desenho metodológico, randomizados, duplo-cegos e placebo-controlados são necessários. Sendo assim, a presente revisão bibliográfica pretende investigar as evidências científicas atuais e possíveis mecanismos de ação que podem explicar o papel da Eurycoma longifolia na performance e/ou composição corporal de atletas ou praticantes de atividade física. Palavras-chave: Eurycoma longifolia, endurance, massa muscular, força, testosterona. Abstract Eurycoma longifolia is a plant from Malaysia and its use by athletes or physically active individuals grows on a large scale nowadays. The use of this plant as an ergogenic aid is attributed to possible reported properties such as the ability to increase muscle strength, muscle mass and hormonal levels, particularly testosterone, as well as effects on endurance capacity or body fat reduction. Some of these benefits are not supported by scientific studies and further studies with good methodological design are needed. Therefore, this review aimed to investigate scientific evidences and possible mechanisms of action that may explain the role of Eurycoma longifolia on performance and/or body composition of athletes or physical activity users. Keywords: Eurycoma longifolia, endurance, muscular mass, strength, testosterone. 8 A utilização da Eurycoma longifolia como recurso ergogênico: evidências para a prática esportiva RIntrodução Recurso ergogênico é qualquer procedimento que prepare um indivíduo para a prática esportiva, aumentando a sua eficiência e performance e/ ou favorecendo a recuperação e adaptações ao treinamento 1. Nesse aspecto, a utilização de algumas plantas é avaliada quanto aos efeitos que podem exercer na performance e composição corporal de praticantes de atividade física. O uso de plantas e fitoquímicos nesses indivíduos não é recente e, na maioria das vezes, possui a finalidade de melhorar a performance e os resultados 2,3. Entre os fitoterápicos mais utilizados encontrase a Eurycoma longifolia (EL), também conhecida como Tongkat Ali ou ginseng da Malásia. É uma planta encontrada principalmente nas florestas da Malásia e em outras regiões do sudeste asiático 4. Essa planta da família Simaroubaceae pode apresentar propriedades afrodisíacas e energéticas tanto em homens quanto em mulheres, além de efeitos no sistema imune, tônus muscular, fadiga, letargia, depressão, função sexual masculina, com aumento na produção de testosterona, e melhorias na performance física e mental 4-6. Essas propriedades são atribuídas aos compostos químicos presentes na EL, extraídos principalmente da raiz, como eurycomanone, eurycomanol, alcaloides, compostos fenólicos, taninos, quassinoides e triterpenos 7-9. Assim, com base nos possíveis efeitos atribuídos à EL no esporte, a presente revisão pretende descrever as evidências científicas e os possíveis mecanismos de ação que justificariam ou não a utilização dessa planta como recurso ergogênico no desempenho de atletas e praticantes de atividade física. Metodologia O presente estudo é uma revisão bibliográfica, com consulta às bases de dados LILACS, MEDLINE e SciELO. Utilizou-se, como critério de busca, o formulário básico com os seguintes descritores: Eurycoma longifolia, endurance, massa muscular, força, testosterona. Foram selecionadas pesquisas em português, inglês e espanhol, prevalecendo publicações dos últimos 10 anos. Algumas publicações anteriores a 2005 foram utilizadas quando estas representavam estudos clássicos ou importantes sobre os temas. Eurycoma longifolia, testosterona, força e massa muscular A EL é frequentemente utilizada para o aumento de massa muscular, porém a maior parte dos estudos com essa planta avalia os seus efeitos no aumento de testosterona e no tratamento da disfunção sexual masculina. Acredita-se, com base nesses resultados de interferência hormonal, que o aumento de testosterona poderia promover hipertrofia do músculo esquelético 10. A testosterona apresenta um papel importante tanto no aumento da síntese proteica quanto na redução do catabolismo, permitindo que ocorra hipertrofia 4. Porém estas não são as únicas funções da testosterona, e o seu aumento não irá representar, necessariamente, maior ganho de massa muscular 10,11. Henkel et al. 12 avaliaram o consumo de 400 mg/dia de extrato de EL por 5 semanas em 25 indivíduos ciclistas (13 homens e 12 mulheres), com idades entre 57 e 72 anos. Esse estudo comparativo demonstrou aumento dos níveis de testosterona total e livre e da taxa testosterona/ cortisol, tanto em homens como em mulheres. Talbott et al. 13 avaliaram o consumo de 200 mg/dia de EL ou placebo em 64 voluntários (32 homens e 32 mulheres). Nesse estudo houve redução dos níveis de cortisol salivar e aumento dos níveis de testosterona salivar. Outro estudo também demonstrou aumento dos níveis de testosterona em homens com hipogonadismo com a suplementação de 200 mg/dia de EL durante um mês 14. Alguns mecanismos de ação são propostos para explicar a maneira pela qual a suplementação com EL promoveria aumento dos níveis séricos de testosterona. Um desses mecanismos propostos baseia-se no fato de que euripeptídeos encontrados na EL podem ativar a CYP Essa enzima da família do citocromo P450, também chamada de 17α-monooxigenase ou 17α-hidroxilase/17,20- liase, é encontrada na zona reticular do córtex 9 adrenal e está envolvida na síntese de esteroides sexuais. A CYP17 é responsável por converter a pregnolona em 17OH-pregnolona e esta última em deidroepiandrosterona (DHEA), e também por converter a progesterona em 17OH-progesterona e esta última em androstenediona 15. Recentemente, Low et al. 16 demonstraram em ratos que o eurycomanone, o principal quassinoide presente na EL, promoveu aumento da produção de testosterona pelas células de Leydig nos testículos dos animais, provavelmente promovendo inibição da aromatase e da fosfodiesterase. A aromatase (CYP19) é uma enzima da família do citocromo P450, também chamada de estrogênio sintetase, e que está envolvida na biossíntese de estrogênios a partir dos androgênios. Essa enzima converte a androstenediona em estrona e a testosterona em estradiol. A inibição da aromatase promove aumento das concentrações de testosterona 17. Esse mesmo estudo 16 demonstrou que, em doses maiores, também ocorreu inibição da fosfodiesterase, enzima responsável por hidrolisar o AMPc (adenosina monofosfato cíclico) e formar AMP (adenosina monofosfato). Assim, a inibição da fosfodiesterase aumenta as concentrações de AMPc, o que pode ativar proteínas quinases e proteínas StAR (do inglês steroidogenic acute regulatory protein), que são proteínas transportadoras que regulam a transferência do colesterol da membrana mitocondrial externa para a membrana interna, na qual as enzimas da família do citocromo P450 convertem esse colesterol em pregnolona, sendo esta uma etapa importante da síntese de esteroides sexuais. Low et al. 18, em outro estudo, também demonstraram que a suplementação de EL promoveu melhorias na espermatogênese, provavelmente via eixo hipotálamo-hipófisegonadal, promovendo aumento da produção de testosterona e aumentos do hormônio luteinizante (LH) e do hormônio folículo estimulante (FSH) e redução de estrógeno. Ainda na busca por possíveis mecanismos de ação da EL no aumento de testosterona, alguns autores 12,13 demonstraram que os níveis de testosterona livre podem ser aumentados por uma maior liberação de testosterona da SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais), que é uma glicoproteína responsável pelo transporte dos hormônios sexuais, como testosterona e estradiol. Henkel et al. 12 demonstraram redução dos níveis de SHBG em mulheres fisicamente ativas após suplementação com extrato de EL (400 mg/dia) por 5 semanas. O aumento de testosterona promovido após suplementação de EL não alterou os parâmetros urinários que pudessem colocar em risco o consumo por atletas submetidos aos exames de doping. Chen et al. 19 avaliaram o consumo de 400 mg de EL em 13 atletas nesse estudo duplocego, placebo-controlado e cruzado. Não houve aumentos da taxa testosterona/epitestosterona urinária. Além disso, nessa dosagem e período de consumo não houve sobrecarga renal ou hepática. O efeito ergogênico do consumo de EL nos níveis de testosterona ou força muscular parece ser influenciado pela dosagem e duração da suplementação, já que alguns estudos relacionados com doses menores ou por curtos períodos de tempo não demonstraram efeitos no aumento de testosterona ou força muscular 20. O número de estudos que avaliam o aumento de força muscular após suplementação com EL ainda é escasso. O estudo de Henkel et al. 12, descrito anteriormente, avaliou a força muscular por meio do teste simples de preensão manual com dinamômetro e demonstrou aumento significativo tanto em homens quanto em mulheres. Segundo os autores, houve relação direta desse aumento com os níveis aumentados de testosterona total e livre 12. Hamzah e Yusof 21 avaliaram o consumo de 100 mg de extrato aquoso de EL em 14 homens adultos saudáveis divididos e randomizados em 2 grupos, os quais foram submetidos a um programa de treinamento intensivo de força durante 8 semanas. Houve aumento significante da massa livre de gordura no grupo que recebeu EL (p=0,012), e não houve aumento dessa variável no grupo placebo. Além disso, houve aumento de 6,78% da força muscular no grupo que consumiu EL, contra apenas 2,77% no grupo placebo. Também houve aumento significativo da circunferência do braço no grupo EL 21. Eurycoma longifolia e redução de gordura corporal A EL não é frequentemente utilizada como um fitoterápico para redução de gordura corporal, 10 A utilização da Eurycoma longifolia como recurso ergogênico: evidências para a prática esportiva porém, como descrito anteriormente, o estudo de Low et al. 16 demonstrou que a utilização da EL em doses maiores promoveu inibição da fosfodiesterase, enzima que controla as concentrações de AMPc. O AMPc é um segundo mensageiro celular produzido pela enzima adenilato ciclase e exerce seus efeitos intracelulares ativando uma proteína quinase dependente de AMPc, chamada proteína quinase A (PKA). Essa ativação promove a fosforilação da enzima lipase hormôniosensível e das perilipinas. A fosforilação dessas proteínas aumenta o processo de lipólise, pois permite que a lipase hormônio-sensível hidrolise os triacilgliceróis. Portanto, a inativação da fosfodiesterase pela EL poderia contribuir para o processo de lipólise, porém mais estudos são necessários para se confirmar esse efeito relacionado à EL 22. O estudo de Ismail et al. 6 avaliou 109 homens com idade entre 30 e 55 anos utilizando 300 mg/ dia de EL durante 12 semanas e demonstrou perda de peso nos indivíduos com sobrepeso (IMC 25 kg/m 2 ). Contrariando os resultados de aumento de testosterona discutidos anteriormente, esse estudo não encontrou aumento significativo dos níveis de testosterona. Houve melhorias na libido, ereção, motilidade de espermatozoides, mas não houve alterações desse hormônio. Hamzah e Yusof 21, em estudo já descrito, também demonstraram redução do percentual de gordura em indivíduos que consumiram EL. Porém essa redução, embora tenha sido maior em valores percentuais que o grupo placebo, aconteceu nos dois grupos. Eurycoma longifolia e endurance Os estudos disponíveis até o momento não demonstraram melhorias na capacidade de endurance com a suplementação de EL, e todos os autores sugerem que as dosagens e o tempo de consumo foram pequenos para se avaliar esse efeito. Assim como nos estudos que avaliaram testosterona e força muscular, o efeito ergogênico do consumo de EL também parece ser influenciado pela dosagem e duração da suplementação. Kiew et al. 23 avaliaram uma bebida de ervas que incluía EL em 9 homens ciclistas treinados em um estudo randomizado, duplo-cego e cruzado. Cada indivíduo consumiu aproximadamente 0,67 mg de EL (0,1 mg para cada 100 ml da bebida). Não foram encontradas diferenças significativas na performance dos ciclistas nem nas repostas fisiológicas comparando-se o consumo de EL ou placebo. Outro estudo 24 com essa mesma bebida também apresentou os mesmos resultados, não demonstrando diferenças na performance de 8 ciclistas. Em um estudo duplo-cego, placebo-controlado e cruzado, Muhamad et al. 25 avaliaram o consumo de 150 mg de EL (2 cápsulas de 75 mg cada) durante 7 dias em 12 atletas recreacionais. Não houve diferenças significativas entre o consumo de EL ou placebo para a capacidade de endurance. A distância média percorrida foi de 2,8 ± 0,5 e 2,7 ± 0,4 km para EL ou placebo, respectivamente. Também não houve diferenças para o consumo de oxigênio, que aumentou em ambos os testes, assim como para a temperatura timpânica. Considerações Finais A utilização de fitoterápicos com o objetivo de melhorar resultados ou performance na prática esportiva cresce a cada dia. A Eurycoma longifolia parece ser eficaz em aumentar os níveis de testosterona em humanos, principalmente por meio da ativação de enzimas importantes na formação dos esteroides sexuais, como CYP17, e da inativação da aromatase. A suplementação com essa planta também pode aumentar a força muscular, porém mais estudos são necessários para avaliar um possível efeito na hipertrofia. O número de estudos ainda é escasso relacionando a EL com a perda de peso, e as evidências até o momento não suportam a utilização desse fitoterápico para melhoria da capacidade de endurance. De uma maneira geral, os estudos disponíveis ainda são escassos, e este artigo de revisão sugere fortemente a realização de estudos com bom desenho metodológico para avaliar os efeitos dessa planta em atletas e praticantes de atividade física. 11 Referências 1. KREIDER, R.B.; WILBORN, C.D.; TAYLOR, L. et al. ISSN exercise & sport nutrition review: research & recommendations. 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