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A Vigilância à Saúde é Entendida No Brasil Como Um Componente Estrutural Da Maior Importância Na Organização e Gestão Das Práticas Do Sistema Único de Saúde

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A Vigilância à Saúde é Entendida No Brasil Como Um Componente Estrutural Da Maior Importância Na Organização e Gestão Das Práticas Do Sistema Único de Saúde.
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   A vigilância à saúde é entendida no Brasil como um componenteestrutural da maior importância na organização e gestão das práticas doSistema Único de Saúde (SUS! sse entendimento #oi con#irmado com acriação do Sistema $acional de %igilância em Saúde (S$%S! A iniciativainstitucional &rasileira de implantação e desenvolvimento do S$%S se coadunacom uma visão predominante na comunidade sanitária internacional' ueprogressivamente vem recon)ecendo a importância decisiva do re#orço econsolidação dos sistemas nacionais de saúde' a&rangendo #unç*esessenciais de saúde pú&lica' dentre as uais a vigilância à saúde! A +ol,tica $acional de Saúde Bucal lançada no ano de -../' nomeadaBrasil Sorridente pelo governo #ederal' criou as condiç*es necessárias para oesta&elecimento de uma nova concepção estrutural so&re a saúde &ucal noSUS' a&rindo o espaço dese0ado para a inserção dessa área no S$%S! Um dosprimeiros produtos dessa discussão #oi a inserção do m1dulo temático dasaúde &ucal no plane0amento da pesuisa ue investigou' em -..2' os #atoresde risco e de proteção à saúde na população escolar de 34 a 35 anos na+esuisa $acional de Saúde do scolar' um estudo transversal' de &asepopulacional concretizado no per,odo de março a 0un)o de -..6! Ainda em -..2' o 7inistério da Saúde instituiu um 8omit9 :écnico Assessor para estruturação e implantação da estratégia de vigilância à saúde&ucal dentro da +ol,tica $acional de Saúde Bucal (8:A;%SB! < 8omit9 #oiinstitu,do com a #inalidade de =assessorar o >epartamento de Atenção Básica' ?rea :écnica de Saúde Bucal (>AB@SAS@7S' na identi#icação de prioridades'#ormulação de diretrizes técnicas na área de %igilância à Saúde Bucal' &emcomo em avaliaç*es sistemáticas da ualidade das in#ormaç*es! A primeira grande resposta nacional o#erecida com a constituição davigilância à saúde &ucal no S$%S #oi a consecução do +ro0eto SBBrasil -.3.!< +ro0eto SB Brasil' portanto' é uma estratégia central de vigilância no eio daprodução de dados primários de saúde &ucal' contri&uindo para a construçãode uma +ol,tica $acional de Saúde Bucal pautada em modelos de atenção de&ase epidemiol1gica!<s resultados principais do SBBrasil -.3. mostram' por eemplo' ue oBrasil saiu da condição mundial de média preval9ncia de cárie para &aiapreval9ncia' segundo classi#icação adotada pela <7S! A pesuisa revela umaredução da necessidade de pr1teses da ordem de 5-C nos adolescentes de 35a 36 anos e de D.C nos adultos de 45 a // anos! 8ontudo' dentre os desa#iosainda não euacionados' a pesuisa apontou a necessidade de redução dasdesigualdades regionais' o avanço da rea&ilitação protética em idosos de 25 aD/ anos e a mel)ora dos ,ndices epidemiol1gicos de saúde &ucal em criançasde cinco anos! m concordância com Eoncalli' a concretização do SB Brasil -.3.evidenciou ue é poss,vel construir pol,tica e operacionalmente maior integração entre a academia e os serviços de saúde! Ainda' de particular interesse para a rede de serviços pú&licos de saúde &ucal' mostrou;se ser poss,vel produzir com a e#etiva participação dessa rede os con)ecimentoscient,#icos relevantes' de #orma articulada e com mecanismos de incorporaçãono cotidiano dos serviços! m razão de a saúde &ucal ter #icado em segundo plano por tantosanos' con#orme Fernanda' as car9ncias da população com relação aostratamentos são muito distintas e di#,ceis de serem mapeadas! =Go0e temos  crianças e adolescentes com menos cáries' o ue 0á é 1timo' mas a populaçãoadulta ainda tem muitas necessidades ue poderiam ter sido resolvidas com aprevenção! Hrande parte de nossos idosos são desdentados e t9m uma sériede necessidades acumuladas ao longo dos anos' eplica a pro#essora do>epartamento de <dontologia Social da US+' Fernanda 8ampos de Almeida8arrer! Ao longo dos 3. anos de programa' mais de EI D &il)*es #oraminvestidos em áreas estratégicas' incluindo o #inanciamento de pesuisas etreinamentos para as euipes de dentistas' técnicos e assistentes em saúdeoral! ntretanto' esse ainda é o maior desa#io do Brasil Sorridente' ue precisade recursos para realizar as uali#icação dos pro#issionais' dos 8entros de specialidades <dontol1gicas e dos Ja&orat1rios Eegionais de +r1teses>entárias! +ara Fernanda' mesmo ue grande parte do pa,s 0á conte comunidades do programa' elas nem sempre dão conta da demanda e ou t9mpro#issionais especializados em várias áreas' além de' algumas vezes' #altaremeuipamentos! m&ora ainda en#rente pro&lemas estruturais' a pesuisadora acreditaue o Brasil Sorridente deva servir de eemplo a outros pa,ses' pois coloca asaúde &ucal como uma prioridade 0unto a outras áreas da saúde e democratizaseu acesso! +ara ela' é 0ustamente esse a grandeza do programaK deiar detratar a saúde &ucal como algo supér#luo e colocá;la na pauta da saúde 0unto aoutros pro&lemas ue antes eram vistos como mais importantes! +ara o #uturodo programa Fernanda dese0a mais organização' uali#icação e articulaçãocom outros setores da saúde! = spero poder ver um Brasil sorridente e comacesso de ualidade aos cuidados de saúde &ucal! A população merece esseacesso' ela merece sorrir e #alar sem sentir vergon)a dos dentes' diz! A implementação da vigilância à saúde &ucal' integradaestrategicamente ao S$%S' traduz;se em um elemento essencial para asustenta&ilidade da +ol,tica $acional de Saúde Bucal e para o progressivorecon)ecimento das &oas práticas do SUS pela população!  REFERÊNCIAS 7inistério da Saúde (BE' Secretaria de %igilância em Saúde! %igilânciaem Saúde no SUSK #ortalecendo a capacidade de resposta aos vel)os e novosdesa#ios! Bras,lia (>FL -..2! (Série B! :etos Básicos de Saúde!7inistério da Saúde (BE! +ro0eto %MHMSUSK estruturação do Sistema$acional de %igilância em Saúde! Bras,lia (>FL Fundação $acional de SaúdeL366N!8ampos 8 A! < desa#io da integralidade segundo as perspectivas davigilância da saúde e da saúde da #am,lia! Cienc Saude Coletiva !-..4LN(-K526;N/! 7endes %! As redes de atenção à saúde! 8ienc Saude 8oletiva!-.3.L35(5K--6D;4.5! Eoncalli AH! pidemiologia e saúde &ucal coletivaK um camin)ar compartil)ado! Cienc Saude Coletiva ! -..2L33(3K3.5;3/! Eoncalli AH! Jevantamentos epidemiol1gicos em saúde &ucal no Brasil!MnK Antunes O' +eres 7' 8rivello Oúnior <' editores! pidemiologia da saúde&ucal! Eio de OaneiroK Huana&ara;PooganL -..2! p!4-;/N!7<QS S' Samuel Oorge et al! Avancos e desa#ios a +olitica de%igilancia a Saude Bucal no Brasil! Rev. Saude Publica, Rs!l!' v! /D' p!323;32D'dez! -.34! FapU$MF S+ (Sci J<!  U$M% ESM>A> S:A>UAJ >A +AEATBA  8A7+US %MMMBA8GAE JA>< 7 <><$:<J<HMASAÚ> 8<J :M%A +M> 7M<J<HMA><8 $: K AJM>MA$$ FABMA 8ABEAJ VA%M E>MS8 $: K WILSON VALÉRIO DA SILVA NEO POL!ICA NACIONAL DE SA DE #$CAL%CON&$ISAS E DESAFIOS  AEAEU$A' -. > ABEMJ > -.32!

Logbook 7

Aug 2, 2017
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