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A Volta de Ami Índice Índice ____________________________________________________________________ 1 Recordando Ami ___________________________________________________________ 2 Primeira Parte _____________________________________________________________ 3 Capítulo 1 - A Dúvida ___________________________________________________________ 3 Capítulo 2 - Nas Pedras __________________________________________________________ 7 Capítulo 3 - O enco
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  1 A Volta de Ami Índice  Índice ____________________________________________________________________ 1  Recordando Ami ___________________________________________________________ 2  Primeira Parte _____________________________________________________________ 3 Capítulo 1 - A Dúvida___________________________________________________________3 Capítulo 2 - Nas Pedras__________________________________________________________7 Capítulo 3 - O encontro__________________________________________________________9 Capítulo 4 - Uma Dança Cósmica_________________________________________________15 Capítulo 5 - O Principal defeito__________________________________________________19 Capítulo 6 - A Missão___________________________________________________________23 Capítulo 7 - O Comandante______________________________________________________26 Capítulo 8 - A Caverna_________________________________________________________31 Capítulo 9 - Caminho para Kia___________________________________________________34 Capítulo 10 - O Mestre Solar____________________________________________________38 Segunda Parte ____________________________________________________________ 42 Capítulo 11 - Krato e os Térri____________________________________________________42 Capítulo 12 - Até a volta, Kia____________________________________________________48 Capítulo 13 - Calibur___________________________________________________________51 Capítulo 14 - O pergaminho e duas possibilidades___________________________________57 Capítulo 15 - Boneca Galática____________________________________________________64 Capítulo 16 - Os pais de Ami_____________________________________________________67 Capítulo 17 - A revolta__________________________________________________________74 Capítulo 18 - Armas caras_______________________________________________________79  A Despedida ______________________________________________________________ 81 Conclusão________________________________________________________________ 83 Conclusão da Conclusão________________________________________________________84 Conclusão da Conclusão da Conclusão____________________________________________84  2 Graças te dou a ti, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. (Mateus 11,25) Existe um antigo mistério no Universo: Por que existe a vida? Para que a Criação? Os intelectos se afanam, procuram e não encontram, inventam teorias, mas o antigo mistério somente ao amor se revela à consciência iluminada pelo amor. Privilégio dos simples e ingênuos, como crianças. Recordando Ami Meu nome é Pedrinho X. O xis significa mistério. Não posso revelar meu sobrenome, logo vocês vão saber por quê... Sou um menino ainda. Apesar disso, já escrevi um livro que ficou muito famoso e cujo título é Ami, o Menino das Estrelas . Na verdade, eu o ditei para o meu primo que gosta muito de literatura. Ele é bancário, chama-se Victor e, nos dias de folga, vinha até minha casa com sua máquina portátil a fim de que o escrevêssemos. Na opinião de Victor, a minha história é muito fantástica. Diz que só aceitou escrevê-la para ir treinando , porque está pensando em editar um livro de verdade , algo sério, relacionado com a tortura da frustação mental ... Uma bobagem dessas bem chatas. Por causa do êxito de Ami , um livro que fala de estrelas, ovnis e amor, Victor quer ambientar sua novela no espaço. Está sempre querendo saber como é que eu imagino os outros mundos e os extraterrestres. Respondo contando o que vi, eu imagino. Ele pensa que a minha história não é real, que inventei tudo. Diz que tenho muita facilidade para imaginar coisas, mas eu afirmo com toda a convicção: não há nada de fantástico no livro que eu escrevi. Ami existe: é um amigo meu, um visitante de outro mundo. Apareceu numa praia solitátia, ao anoitecer, quando o verão já estava terminando. Podia adivinhar meus pensamentos, planar como uma gaivota e também hipnotizar os adultos. Não parecia ter mais que uns oito anos; já dirigia um ovni e sabia construir aparelhos muito mais complicados que uma televisão. Dizia ser uma espécie de mensageiro ou professor. Talvez ele fosse um adulto, mas com a aparência e o coração de uma criança. Levou-me, em apenas poucos minutos, para conhecer vários países da Terra. Depois fomos até a Lua. Não gostei: árida demais. Parecia um queijo seco visto com uma lupa e, apesar de haver o sol, o céu permanecia sempre escuro. Ami alegrava-se com tudo, nada o desagradava, exceto comer carne. Sentia pena dos animaizinhos. Depois, ele me levou até um mundo maravilhoso que se chamava Ofir, ou melhor, chama-se Ofir, porque existe, é real. Está perto de uma estrela vermelha, um sol quatrocentas vezes maior do que o nosso. Ali não se conhece dinheiro. Todo mundo pega o que precisa e contribui na medida de sua consciência e boa vontade. Como não existem pessoas desonestas, não há polícia, cadeados, correntes, muros, cercas, grades ou fechaduras. Não estão dividido por países, Ofir é uma só nação e, como todos são irmãos, não existem exércitos nem guerras. Também não estão divididos por religiões, consideram que Deus é amor. Isso é tudo. Vivem procurando fazer o bem e tentam superar-se a cada dia. Divertem-se, também, de uma forma sadia e, ali, tudo é livre, nada é obrigatório.  3 Ami disse que, na Terra, poderíamos viver assim. Para isso seria necessário que todos tomassem conhecimento do que ele veio revelar: que o amor é a Lei Fundamental do universo. Se todos tivessem essa certeza nos seus corações, o resto se realizaria mais facilmente. Disse também que, se assim não procedermos, nos autodestruiremos, porque a fórmula ideal para que um mundo se destrua é a soma de dois elementos: um alto nível científico e pouco amor. Para Ami, os mundo civilizados são os que obedecem aos três requisitos básicos: 1) O amor é a Lei Fundamental do universo. 2) As fronteiras e as barreiras devem ser abolidas para que uma só nação sobreviva. 3) O amor deve ser o fundamento de toda organização mundial. Ami utilizou o exemplo de uma família para explicar-me este último ponto. As famílias compartilham tudo com carinho, porque o amor as une. Disse que todos os mundos civilizados vivem dessa forma. Também me ensinou que existe uma Lei Universal que impede as pessoas dos mundos superiores de interferirem em massa, na evolução dos mundos incivilizados. Podem apenas sugerir sutilmente e de acordo com um misterioso plano de ajuda . Ele me pediu que escrevesse um livro, relatando tudo o que vivi e conheci junto dele. Disse que o escrevesse como se fosse ficção e não realidade. A propósito, repito agora: nunca conheci nenhum extraterrestre, nunca viajei até um mundo superior. Toda esta história também é um produto da minha imaginação... Se as pessoas acham que o que Ami disse é uma realidade, só porque coincide com as mensagens telepáticas que elas recebem, é mera casualidade. Assinado: Pedrinho X O último lugar que visitamos foi um mundo cor-de-rosa. Era eu mesmo que estava ali, mas já adulto, muito mais evoluído. Havia uma jovem que me esperava, fazia muito tempo. Seu rosto era azul-celeste bem claro e tinha traços de japonesa. Senti que nos amávamos. De repente... tudo desapareceu. Ami disse que isso aconteceria num futuro distante, depois de muitas vidas. Só compreendi este assunto complicado depois de muito tempo... Vivo sozinho com minha avó. Sempre passamos as férias de verão na praia. No ano passado, não pudemos ir por falta de dinheiro. Eu fiquei muito triste, porque Ami disse que voltaria se eu escrevesse o livro e tive que faltar a este encontro. Quis contar minha aventura para todo mundo. Mas Ami e Victor aconselharam-me a não fazer isso. Eles disseram que as pessoas podiam pensar que eu estava louco. Não obedeci. Assim que começaram as aulas, comecei a contar minha maravilhosa história para um colega que era meu amigo. Ainda nem tinha chegado na parte da viagem no ovni e ele começou a rir. Tive que dizer que era uma brincadeira, que eu estava gozando a cara dele para que pudesse parecer de novo um menino normal. Por este motivo, não posso revelar a minha verdadeira identidade. Primeira Parte Capítulo 1 - A Dúvida  4 Enquanto ajudava meu primo em seu livro, ele quis escrever uma bobagem sobre uma grande civilização de pulgas inteligentes que vinham de uma longínqua galáxia e que dominavam telepaticamente todos os habitantes desse mundo, para depois obriga-los a trabalharem, extraindo urânio para elas... Tive a coragem de dizer a ele que aquilo era vulgar e absurdo. Então, ele se aborreceu. Perguntou-me se, por acaso, eu nunca tinha pensado na possibilidade de que minha aventura com Ami tivesse sido apenas um sonho. No começo, não lhe dei atenção, mas ele insistiu e pediu-me uma prova. Contei sobre as nozes extraterrestres que a vovó tinha comido. Fomos perguntar-lhe. - Vovó, Victor é um bobo, pensa que eu sonhei com Ami. Fala pra ele... não é verdade que você comeu umas nozes extraterrestres ? - Nozes o quê, filhinho? - Extraterrestres, vovó. - Quando, Pedrinho? -perguntou com a boca aberta, mostrando surpresa. Victor sorria triunfante, zombando de mim. - No último verão fomos à praia, lembra? Conte para Victor. - Vocês sabem que minha memória anda fraca, filhinhos. Nesta manhã mesmo, esqueci a carteira no armazém. Só percebi que não estava com ela quando o leiteiro veio cobrar. Procurei pela casa toda e... - Mas... você se lembra das nozes extraterrestres que experimentou, não foi? Você disse que tinha gostado muito... - Então, pedi ao leiteiro que me acompanhasse de novo até o açougue... não, acho que foi o armazém. aí, sim!... Ainda bem que Seu Saturnino é tão honesto e guardou-a para mim. Fiz mil tentativas. A vovó simplesmente não se lembrava de nada... nada! - Está vendo? -disse Victor, com cara de satisfação-. Você não tem provas. Aceite que tudo foi um sonho. Lindo, devo reconhecer, de outra maneira não o teria escrito, mas pura imaginação. Procurei uma prova. Lamentavelmente, além das nozes , Ami não tinha deixado nenhuma lembrança material, nada palpável. Continuei pensando até que minha mente se iluminou e eu lembrei de algo mais. - Já sei! - Já sabe o quê? - Quando Ami foi embora, todas as pessoas do balneário viram o ovni ! Com isso eu o derrotava... Assim mesmo, ele não se impressionou. - Já sei que houve um avistamento naquele dia, mas eu tenho certeza de que foi nesse momento que você inventou a história, não é verdade? - Não inventei nada. Houve testemunhas... - Testemunhas de mais um dos vinte mil casos de luzes no céu. Ninguém sabe exatamente o que são: plasma, refrações atmosféricas, satélites, aviões. Enfim, luzes no céu. Daí a se dizer que são naves extraterrestres... existe muita imaginação entre uma coisa e outra. Agora, inventar que você se comunicou com um ser de outro planeta... vamos! E... ainda por cima, dizer que viajou até outro mundo...isso é ir longe demais! Você pode chegar a ser um ótimo escritor de ficção científica, mas não confunda imaginação com realidade. Existem manicômios... - Mas é verdade. É verdade!
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