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Abrãao (Hernandes Dias Lopes)

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Uma das maíores dífícuídades do ser humano é esperar. Nossa pacíêncía é curta. Oueremos que tudo aconteça de nosso modo e no nosso tempo. Gostamos de cantar a músíca que expressa esse ímedíatísmo: Bem, vamos embora, porque esperar não é saber. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer. O sécuío 21 é o sécuío do ímedíatísmo. Pacíêncía parece ser uma vírtude em extínção. Esperar produz em nós estresse. Somos a geração do fast-food, da comunícação vírtuaí,
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  Uma das maiores dificuldades do ser humano é esperar. Nossa paciência é curta. Queremos que tudo aconteça de nosso modo e no nosso tempo. Gostamos de cantar a música que expressa esse imediatismo: Bem, vamos embora, porque esperar não é saber. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer. O século 2 é o século do imediatismo. !aciência parece ser uma irtude em extinç#o. $sperar produ% em n&s estresse. 'omos a (eraç#o do fast-food, da comunicaç#o irtual) da *nternet +anda lar(a) da celeridade. ,lcançamos o mundo na ponta de nossos dedos. -ra%emos o uni erso para o recesso de nossa sala. $m tempo real) assistimos concomitantemente ao que se passa no planeta terra) essa pequena aldeia (lo+al. $ imperati o que tudo funcione dentro das leis do imediatismo.$speramos que até mesmo eus se enquadre dentro desse crono(rama. N#o temos paciência para esperar. $sperar um dia) uma semana) um mês) um ano) parece/nos uma eternidade.Neste mundo de impaciência) desespero e desesperança) muitos têm uma esperança que n#o se desespera. , lenda (re(a de Ulisses e !enélope retrata esse fato. Na Guerra de  -r&ia) Ulisses foi para a pele0a e n#o oltou. 1uitos anunciaram sua morte. Os pretendentes insta am com !enélope para que lhes desse uma chance. $la di%ia aos que a corte0a am: Quando eu terminar de +ordar essa colcha) pensarei em sua proposta. '& que !enélope tra+alha a durante o dia e) 3 noite) desfa%ia o que ha ia feito. $la 0amais desistiu de esperar a olta de Ulisses. $la 0amais desistiu do sonho de ter de olta seu amor. $la esperou contra a esperança e alcançou seu dese0o) pois Ulisses) quando todos aposta am em sua morte) retornou para casa.O (rande e an(elista americano 4i(ht 5. 1ood6) que durante sua ida anunciou a (loriosa esperança em 7risto) na hora de sua morte disse aos que esta am ao seu redor: ,fasta/se a -erra) aproxima/se o céu) estou entrando na (l&ria. ,o cru%ar a cortina do tempo e entrar na sala da eternidade) seus pés esta am pisando o firme solo da esperança. Um dos maio/res pastores do século 28) o médico (alés 1art6n 5lo6d/9ones) depois de uma +atalha contra o cncer) disse a sua fam;lia e a seus paroquianos: N#o orem mais por minha cura. N#o me detenham da (l&ria. !ara ele) a morte n#o era uma ia(em rumo ao desconhecido) mas a entrada no céu) no para;so) na casa do !ai) na p<tria celestial. !aulo) o (rande ap&stolo aos (entios) na ante/sala do mart;rio) afirmou com inef< el ale(ria:  $u sei em quem tenho crido) e estou certo de que ele e poderoso para (uardar o meu deposito ate aquele dia =2-m .2>. , esperança da (l&ria mante e esse +andeirante do cristianismo de pé nas lutas mais renhidas. $le tom+ou na terra) pelo mart;rio) mas er(ueu/se no céu para rece+er a recompensa.1uitos) porém) desesperam/se antes de esperar. 5i al(ures a hist&ria de um médico francês cu0o filho) itimado por uma doença incur< el) ao er que todos os esforços ha iam fracassa/do) aplicou em seu filho a eutan<sia. ,o retornar do cemitério) onde ha ia depositado o corpo do filho amado) rece+eu um tele(rama de um médico ami(o: ,ca+amos de desco+rir um remédio efica% para a cura do seu filho. 'e(ue pelo correio a dose que lhe sal ar< a ida. *nfeli%mente) era tarde demais. ,quele pai n#o te e a capacidade de esperar) le antou/se con/tra a esperança e apressou a morte do pr&prio filho.?< ainda aqueles que i em o pr&prio desespero) sem esperança. 9esus foi ao tanque de @etesda) na cidade de  9erusalém) onde ha ia cinco pa ilhAes com uma multid#o de enfermos) ce(os) coxos e paral;ticos. Os enfermos se a(lomera am ali por nutrirem uma a(a esperança de cura. 'e(undo uma crença comum) um an0o descia do céu) em certo tempo) e a(ita a a <(ua do tanque. O primeiro que conse(uisse a façanha de pular na <(ua era curado de qualquer doença. Naquele tanque de @etesda) cu0o si(nificado é 7asa de 1iseric&rdia) ha ia um paral;tico deitado numa esteira ha ia BC anos. ,quele homem era a maquete da desesperança. 'eu corpo esta a surrado pela doença. 'uas emoçAes esta am tur as pelas circunstncias ad ersas. 'ua alma esta a doente pela auto/estima aniquilada. Quando 9esus o iu) per(untou/lhe: Queres ficar s#oD. $le respondeu com uma e asi a. $le n#o foi direto) n#o disse sim nem n#o. $m e% de responder 3 per(unta o+0eti a de 9esus) saiu pela tan(ente e acentuou sua dor emocional: 'enhor) n#o tenho nin(uém.... O despre%o era uma doença mais a assaladora na ida daquele paral;tico do que a paralisia. O a+andono do;a/lhe mais do  que a incapacidade de andar. , falta de solidariedade naqueles lon(os anos era como farpas cra adas em seu peito que en enena am sua alma. , m<(oa ha ia a+erto feridas cheias de pus em seu coraç#o. No entanto) 9esus 'e compadece desse homem fa%endo/lhe uma per(unta mara ilhosa: Queres ficar s#oD =9o E.F>. ando/lhe uma ordem mara ilhosa: 5e anta/te) toma o teu leito e anda =9o E.C>. O resultado dessa per(unta e dessa ordem foi mara ilhoso: *mediatamente) o homem ficou s#o e) tomando o seu leito) começou a andar =9o E.H>.1as) h< ainda aqueles que esperam contra a esperança. $sses esperam quando parece loucura nutrir na alma qualquer expectati a. $sses compreendem que o eus eterno se recusa a a(ir dentro das pressAes de nossa a(enda. $sses aceitam o fato de que eus) muitas e%es) tra+alha de forma artesanal e sem pressa para alcançar os melhores fins.  , ida de ,+ra#o) o eus de ,+ra#o) o relacionamento de eus com ,+ra#o e a espera de ,+ra#o s#o tInicos para nossa alma) remédio para nosso coraç#o. O+ser aremos esse patriarca e aprenderemos so+re a esperança que n#o se deses/pera. Só pode ter uma esperança que não se desespera quem crê no Deus dos impossíveis Quero destacar quatro fatos importantes so+re ,+ra#o: $m primeiro lu(ar)  Abraão começou a ouvir a palavra de Deus com ! anos de idade =Gn 2.J>. ,os KE anos) pensamos mais em dependurar as chuteiras) em nos aposentar) em entrar num pi0ama) comprar uma cadeira de +alanço e encerrar a carreira. ,+ra#o) aos KE anos) começa a seu caminhar com o 'enhor) rece+ia o maior desafio de sua ida. ,os KE anos) ele esta a em pleno i(or) en(endra a pianos) fa%ia arro0adas caminhadas) aceita a (randes desafios de eus. N#o h< hora) n#o h< tempo) n#o h< idade para eus chamar e desafiar ocê e tam+ém para começar um no o pro0eto em sua ida. eus pode começar uma o+ra extraordin<ria com pessoas de ca+elos +rancos e com a face marcada pelas ru(as que o tempo esculpiu. 1oisés começou seu ministério aos C8 anos. Linston 7hurchill tornou/se primeiro/ministro da *n(laterra) no tur+ulento per;odo da 'e(unda Guerra 1undial) aos K8 anos de idade. Moi sua liderança firme que li rou a *n(laterra da a assaladora in as#o de ?itler.$m se(undo lu(ar)  Abraão é constitu do pai de muitas naç#es sem ter um descendente =Gn 2.2>. ,os KE anos) eus prometeu a ,+ra#o que ele seria pai de uma (rande naç#o. ,+r#o si(nifica (rande pai) mas ,+ra#o si(nifica pai de uma (rande naç#o. $le tinha nome) mas ainda n#o tinha filhos. $le tinha a promessa) mas n#o a realidade. ,+ra#o enfrenta quatro pro+lemas para esperar: sua idade a ançada a esterilidade de sua mulher =Gn .B8> a demora de eus) pois ha iam passado on%e anos desde que eus fi%era a promessa do filho) e a escolha precipitada aos CF anos) quando por su(est#o de 'ara) sua mulher) ele arran0a um +e+ê com a escra a ,(ar =Gn F./J>. -al e% sua an(ústia se0a a mesma que assaltou o coraç#o de 'ara. ocê espera h< muito tempo o cumprimento de uma promessa. ocê espera h< anos a con ers#o de seu marido) de sua esposa) de seus filhos) de seus pais. Os anos correm) e nada ,quele pro+lema que afli(e sua alma fica cada e% pior. O filho da promessa parece cada e% mais distante. 7ada re(ra) cada menstruaç#o de 'ara era uma espera impaciente) até que ela entrou na menopausa) e eus n#o cumpriu a promessa. ,ssim) 'ara perdeu a paciência. *smael) o filho de ,+ra#o com ,(ar) foi a (estaç#o da impaciência de 'ara) e n#o a procura de ,+ra#o.  $m terceiro lu(ar)  Abraão tinha $ 88 anos de idade quando %saque nasceu &  Gn 2.E>. O ap&stolo !ulo di% que eus c hama as coisas que n#o s#o) como se 0< fossem =Pm J.K>. O corpo de ,+ra#o 0< esta a amortecido. 9< ha ia passado para 'ara a idade pr&pria de ser m#e. 'e isso n#o +astasse) 'ara ainda era estéril. O +om senso di%ia: *mposs; el. , ra%#o (rita a: N#o pode ser. 1as a fé di%: -udo é poss; el. ,+ra#o esperou 2E anos desde a promessa até *saque nascer. 'er< que ter;amos condiçAes de esperar uma promessa de eus tanto tempoD 'er< que n#o ter;amos sepultado essa promessa no túmulo de nossa incredulidade e desesperançaD ,+ra#o acredita a que a promessa de eus n#o podia falhar. $le confia a no car<ter de eus. 'ua fé esta a plantada no solo firme da promessa) e sua esperança esta a posta no eus que n#o pode mentir. O ap&stolo !aulo escre e so+re ,+ra#o: N#o acilou por incredulidade) antes foi fortalecido na fé) dando (l&ria a eus =Pm J.28)2>.$m quarto lu(ar)  Abraão é chamado a sacrificar %saque quando este '( tem $) anos =Gn 22./2K>. ,o todo) s#o BH anos desde o dia da promessa até o dia em que eus pede *saque de olta a ,+ra#o. ,(ora) ,+ra#o) de posse da promessa) escuta eus lhe falando: ,+ra#o) a(ora desista dê/me seu filho renuncie/o entre(ue/o a mim em sacrif;cio. ?a ia uma paciência t#o (rande em ,+ra#o que ele acredita a que a promessa de eus n#o poderia ser frustrada) que eus ressuscitaria seu filho. $le acredita a que nem a morte podia colocar limites ao poder de eus. ,credita a que) quando andamos com eus) a morte n#o tem a última pala ra. 2 O LHE   PARA   O   C!   E   CO #E   AS   ES#RELAS =Gn E./F>eus falou e ainda fala fala de forma t#o eloqente que é imposs; el deixar de ou ir 'ua o%. eus falou no passado e ainda fala no presente. Os li+erais di%em que eus n#o fala mais os m;sticos di%em que eus fala) mas fala diretamente) sem a instrumentalidade de 'ua !ala ra. 7remos) entretanto) que eus fala) mas fala por meio da 'ua !ala ra. , !ala ra de eus é a o% de eus. $ssa pala ra é i a) poderosa e efica%. Gênesis E di% que) depois destas coisas) eus apareceu a ,+ra#o e falou com ele. , per(unta que precisamos fa%er é: depois de que acontecimentosD O texto n#o responde. $nt#o) precisamos er a resposta nos cap;tulos anteriores. O+ser ando o contexto) erificamos que aconte/ceram coisas +oas e ruins.$m primeiro lu(ar) ve'amos as coisas ruins* R Mome e fu(a para o $(ito =Gn 2.8>R 1entira no $(ito por causa de 'ara =Gn 8.B>R @ri(a dos seus ser os com os ser os de 5& =Gn B.K>R 'eparaç#o de 5& =Gn B.H>R Guerra com os quatro reis =Gn J.2/K>.$m se(undo lu(ar) ve'amos as coisas boas* R !romessa de uma terra =Gn B.H>R , +ênç#o de 1elquisedeque quando ,+ra#o pa(a a este o d;%imo =Gn J.C/2J>.eus tam+ém fala com ocê no meio dos acontecimentos normais da sua ida. N#o é preciso um clima celestial ou m;stico para eus romper o silêncio e falar. eus nos fala pelos
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