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1 Peelings químicos no rejuvenescimento facial Ana mirte viana pereira1 amirtepereira@bol.com.br Dayana Priscila Maia Mejia2 Pós-graduação em fisioterapia dermato-funcional - Faculdade Cambury Resumo A Fisioterapia é a ciência que tem como objetivo a reabi
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   1  _____________________________________________ ¹Pós-Graduando em fisioterapia Dermato-Funcional ² Graduada em fisioterapia, Especialista em Metodologia do Ensino Superior, mestrado em bioética e direito em saúde   Peelings químicos no rejuvenescimento facial  Ana mirte viana pereira 1  amirtepereira@bol.com.br Dayana Priscila Maia Mejia 2  Pós-graduação em fisioterapia dermato-funcional - Faculdade Cambury  Resumo  A Fisioterapia é a ciência que tem como objetivo a reabilitação dos indivíduos no que se refere a sua atividade funcional, visando o equilíbrio da saúde e a qualidade de vida, atua nos distúrbios patológicos e estéticos. O  peeling    químico consiste na aplicação tópica de determinadas substâncias químicas capazes de provocar reações que vão desde uma leve descamação até necrose da derme, com remoção da pele em diferentes graus. Isso  significa que haverá descamação e troca de pele, atuando no tratamento de manchas, envelhecimento cutâneo, melasma, acne, evitando a formação de cravos e também melhorando as cicatrizes, pois renova as células, melhora a flacidez e rugas. Quando bem indicado o peeling     pode promover resultados excepcionais, principalmente no  fotoenvelhecimento. Um dos principais recursos para deter o envelhecimento da pele ou minimizar seus efeitos, são os tratamentos realizados pelos fisioterapeutas definidos por  peeling químicos, onde se usam produtos químicos ativos, como os ácidos glicólicos, mandélico, retinóico, salicílico, fitico, kójico, TCA e fenol. O tratamento visa o bem-estar, qualidade de vida e saúde. Além do fator estético, trabalha o aumento da auto-estima e equilíbrio emocional. Afinal, o que realmente importa é sentir-se bem consigo mesmo. O envelhecimento da pele é um processo esperado, previsível, inevitável e progressivo, pelo qual todas as pessoas passam devido ao estilo de vida de cada um, há um maior ou menor  grau de envelhecimento para cada individuo. Palavras-chave: Rejuvenescimento; Peelings; Químico.   1. Introdução Recentemente a especialidade fisioterapia estética teve a denominação substituída por fisioterapia dermato-funcional, em uma tentativa de ampliar a área, conferindo-lhe a conotação de restauração de função, além da anteriormente sugerida, que era apenas de melhorar ou restaurar a aparência. Essa é referida como responsável pela manutenção da integridade do sistema tegumentar como um todo, incluindo as alterações superficiais da  pele (MILANI et al, 2006). Para Velasco et al (2004), as técnicas de rejuvenescimento vêm-se aperfeiçoando não apenas pelos avanços tecnológicos, mas também pela preocupação da população com a saúde e a aparência física, bem como em decorrência da maior longevidade. As modificações da pele que ocorrem pelo envelhecimento intrínseco levam ao ressecamento, flacidez, alterações vasculares, rugas e diminuição da espessura da pele. O envelhecimento cutâneo devido à exposição ao sol é conhecido como “fotoenvelhecimento” e conduz a degeneração das fibras elásticas e colágenas, ao aparecimento de manchas pigmentadas e ocorrência de lesões pré-malignas e malignas. Os ácidos são todas as substâncias que possuem seu Ph inferior ao da pele, transformando-a em uma região ácida, proporcionando um peeling químico (esfoliação) que poderá ser muito superficial, superficial, médio ou profundodependendo de sua porcentagem e seu Ph (BORGES, 2010).  2 Os peelings químicos tornaram-se tão populares na atualidade que já fazem parte da rotina de vida de muitos pacientes. Diferentes agentes de peelings químicos estão sendo combinados em novas formulações e isto tem permitido obter-se melhores resultados e com um mínimo de efeitos colaterais indesejáveis (MENE, et al, s/a).   No entanto, é contra-indicado nos casos de fotoproteção inadequada, gravidez, estresse ou escoriações neuróticas, uso de isotretinoína oral há menos de seis meses, cicatrização deficiente ou formação de queloides, história de hiperpigmentação pós-inflamatória  permanente, dificuldade para compreender e seguir orientações fornecidas. O peeling químico, também conhecido como quimioesfoliação ou dermopeeling, consiste na aplicação de um ou mais agentes esfoliantes na pele, resultando na destruição de partes da epiderme e/ou derme, seguida de regeneração dos tecidos epidérmicos e dérmicos (BORGES, 2010). Os peelings são classificados em quatro grupos de acordo com o nível de profundidade da necrose tecidual provocada pelo agente esfoliante. Muito superficial: irão afinar ou remover o estrato córneo. Superficial: produzem necrose de parte ou de toda epiderme em qualquer parte do estrato granuloso até a camada de células basais. Médio: produzem necrose da epiderme e de parte ou toda derme papilar. Profundo: produz necrose da epiderme e da derme papilar que se estende até a derme reticular. Vários são os ácidos que  podem ser aplicados nos procedimentos de peelings químicos, entretanto os mais utilizados são: glicólico, mandélico, retinóico, salicílico, fitico, Kójico, TCA e fenol (GUERRA, 2013). O objetivo desse estudo foi o de realizar um levantamento bibliográfico a respeito da utilização dos principais agentes dos peelings químicos nos tratamentos faciais, evidenciando assim sua eficácia, nos distúrbio em que são aplicados.   2. Sistema Tegumentar A pele, ou cútis, maior órgão do corpo humano, é um órgão de revestimento complexo e heterogêneo, constituída essencialmente de três grandes camadas de tecidos: uma superior (epiderme), uma camada intermediária (derme), e uma camada profunda (hipoderme). Apresenta funções de proteção, nutrição, pigmentação, queratogênese, termorregulação, transpiração, perspiração, defesa e absorção (Batistela, 2007), (Sant’Anna, 2003). A pele funcionalmente age como um envoltório de proteção ao meio externo controlando a  perda de fluidos corporais evitando a penetração de substancias estranha e nociva ao organismo, atuando assim como uma capa protetora e uma barreira impermeável a muitas substâncias. A pele é dividida em três camadas com funções distintas. A mais externa e  principal barreira de defesa é a epiderme; intermediaria e vascularizada é conhecida como derme; e a mais profunda, constituída de tecido gorduroso, a hipoderme (GONCHOROSKI et al, 2005). A pele tem como suas, as funções de manutenção homeostática e de revestimento, além de desempenhar também a função sensitiva, defendendo-nos contra agressores externos. Entretanto o avançar dos anos provoca uma diminuição da elasticidade, provocando fragilidade, atrofia, perda de vasos sanguíneos, colágeno e gordura. E todas estas alterações  provocam o envelhecimento cutâneo que se exteriorizam através de rugas, linhas de expressão e flacidez. (GUIRRO, 2004). Jacob et al. (1990), afirma que apele é altamente seletiva e, quase inteiramente à prova de água, fornecendo uma eficiente e bem regulada barreira térmica, e participando na dissipação de água, garantindo um bom funcionamento das funções termorreguladoras do corpo.  3 Fonte: JUNQUEIRA; CARNEIRO, (2004) Figura 1: Pele humana 2.1 Epiderme Classicamente, considera-se que a pele é composta pela epiderme, epitélio estratificado córneo cujos principais componentes celulares são as células epiteliais, as células do sistema melânico e as células de Langerhans, que atuam como macrófagos e estão envolvidas em várias patologias, como micoses e dermatites de contato. Essas células se distribuem em cinco camadas epiteliais que suscintamente são elas: camada córnea (camada de descamação), camada lúcida (de células achatadas e núcleo pouco aparente), camada granulosa (células muito achatadas de estrutura granulosa) e nesta camada começa o processo de queratinização, camada espinhosa ou de Malpighi (composta por células  poliédricas perfeitamente justa postas), camada germinativa (camada basal, compostas por células jovens que se multiplicam constantemente (SCHENEIDER, 2009).   Segundo Borges (2010), a epiderme é formada por um revestimento de camadas de células sobrepostas, em que as células superficiais são achatadas e compõem uma camada córnea rica em ceratina (por isso a pele é classificada como um epitélio estratificado pavimentoso ceratinizado). Sua espessura varia de acordo com a região do corpo, chegando a 1,5 mm nas plantas dos pés. A camada mais superficial é fina, formada por células em forma de  placa – os ceratinócitos, que correspondem à camada córnea – constituída de células mortas e achatadas que se dispõem como placas empilhadas. As células da camada granulosa são poligonais, mais achatadas e têm grânulos grosseiros em seu citoplasma (queratohialina), precursores da ceratina do estrato córneo. As células da camada espinhosa são mais cuboidais e, apresentam projeções citoplasmáticas que ancoram as células uma as outras, dando resistência ao atrito. Acamada basal também chamada de camada germinativa é formada por células altas, que se dividem por mitose e são as responsáveis  por renovar as células da epiderme.  4 2.2 Derme A derme considerada a segunda camada da pele é a camada mais interna onde se encontram vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e nervos. Sob a derme, há também, o tecido subcutâneo, formado por tecidos fibrosos, elásticos e gordurosos. A pele tem como  principais funções: revestimento de toda superfície corporal, proteção contra diversos tipos de agentes, regulação da temperatura corporal e sensibilidade (SILVA, 2010). São quatro as macromoléculas produzidas pelas células mesenquimais e que estão envolvidas na composição da derme: elastina (fibras elásticas), proteoglicanas, glicosaminoglicanas e colágeno (SANTANA, 2000). A derme é constituída primordialmente por substância fundamental (intersticial), fibras, vasos nervos, além de folículos polissebáceos e das glândulas sudoríparas. Estas estruturas se distribuem em três regiões principais: derme superficial ou papilar, derme profunda ou reticular, derme adventícia (SCHENEIDER, 2009).   A derme apresenta-se como uma estrutura resistente e elástica, devido às fibras colágenas, elásticas e reticulínicas que a compõe. Contém anexos cutâneos dos tipos córneos (pelos e unhas) e glandulares (glândulas sebáceas e sudoríparas) bem como nervos e terminações nervosas. Representa a segunda linha de proteção contra traumatismos e é responsável pela irrigaçãosangüínea da epiderme, auxiliando nas funções de termorregulação e percepção do ambiente (GONCHOROSKI et al, 2005). 2.3 Hipoderme A hipoderme (hipo = abaixo de) não faz parte da pele, mas é importante porque fixa a pele às estruturas subjacentes, sendo também conhecida como tela subcutânea, tecido subcutâneo ou fáscia superficial. Como os mamíferos consomem energia de modo contínuo, mas se alimenta com intermitência, entende-se a importância de um reservatório de energia, representado pelo tecido adiposo. A distribuição da gordura não é uniforme em todas as regiões do corpo. Nos indivíduos normais, algumas regiões nunca acumulam gordura, como a pálpebra, a cicatriz umbilical a região esternal, o pênis, e as dobras articulares. Em outras regiões pelo contrario, há maior acumulo de tecido adiposo: a porção proximal dos membros, a parede abdominal, especialmente as porções laterais (GUIRRO e GUIRRO, 2002). A hipoderme ou panículo adiposo, é a camada mais profunda da pele, de espessura variável, composta exclusivamente por tecido adiposo, isto é, células repletas de gordura formando lóbulos subdivididos por traves conjuntivo-vasculares. Relaciona-se, em sua porção superior, com a derme profunda, constituindo-se a junção dermo-hipodérmica, em geral, sede das  porções secretoras das glândulas apócrinas ou écrinas e de pêlos, vasos e nervos. Funcionalmente, a hipoderme, além de depósito nutritivo de reserva, participa no isolamento térmico e na proteção mecânica do organismo às pressões e traumatismos externos e facilita a mobilidade da pele em relação às estruturas subjacentes (SAMPAIO; RIVITTI, 2001). Tecido celular subcutâneo, a hipoderme. Funcionalmente, a hipoderme é a sede de depósito nutritivo de reserva, a vascularização do tecido adiposo é grande, nutrindo todo o conjunto de adipócitos, participa do isolamento térmico, proteção mecânica do organismo às pressões e traumatismos externos e facilita a motilidade da pele em relação às estruturas subjacentes (LEONARDI, 2008; SAMPAIO, 2001). 3. Envelhecimento Cutâneo A pele, sendo um órgão de superfície, sofre as agressões do meio ambiente e,  particularmente, das radiações solares as quais têm um papel relevante no envelhecimento cutâneo. O processo de envelhecimento altera a estrutura e a função dos órgãos e, no caso da pele, que é um órgão externo, modifica também seu aspecto. Pode ser dividido em componentes intrínsecos (cronológicos) e extrínsecos. Os primeiros provavelmente resultam de um declínio programado geneticamente nas funções e capacidades fisiológicas.

1865-1380-4-44

Apr 19, 2018
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